![]() |
| Santo Agostinho, por Carlo Crivelli |
Nada há de tão importante para o homem como
o seu estado, nada mais temível para ele do que a eternidade.
(Blaise Pascal)
Porque se escrevem memórias?
Quem escreve as memórias, pretende
dar testemunho e exemplo, justificar-se perante os outros e/ou perante a
História, nesta procurando marcar o seu lugar, mesmo adoptando um registo
confessional e de alguma forma expiatório. Nas Confissões (397-400),
Santo Agostinho quis fazer-se exemplo da bondade divina, ao revelar uma
juventude dissoluta e a crença num sistema religioso errado, como o era o
maniqueísmo, mostrando que Deus não desistira de si; já Rousseau, considerado o
primeiro memorialista moderno, ao revelar-se através duma obra propositadamente homónima, Confissões
(1782), publicada a título póstumo, pretendeu apresentar-se a si próprio
como caso de estudo para o futuro, estribado na conhecida tese de que é a
sociedade que corrompe o ser humano, na sua essência naturalmente bom.
Do livro a publicar, Sobre e à volta de Ferreira de Castro











































































No comments:
Post a Comment