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Thursday, April 30, 2015
Ferreira de Castro nos dicionários (23) - o Dicionário de História do Estado Novo
Sunday, May 05, 2013
Chegar a Jaime Brasil através de Ferreira de Castro (3)
Mas foi através de Ferreira de Castro que cheguei verdadeiramente a Jaime Brasil. Com o magnífico romancista de A Selva, partilhou ele várias afinidades. Desde logo, profissionais. Oficial do exército na reserva até à sua expulsão na década de 40, entrara para a redacção de O Século em 1921. No mundo dos jornais se encontrou com Castro: nas páginas do diário anarco-sindicalista A Batalha, na direcção do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa, presidido por aquele e dissolvido pouco depois do golpe militar de 28 de Maio de 1926, e n'O Século, quando o futuro autor de Emigrantes abandona a frágil condição de freelancer. Brasil será despedido, por razões políticas, em 1936; Castro havia já abandonado o diário dois anos antes, passando a viver dos livros, das traduções e colaborações para jornais brasileiros, pois recusara-se a voltar a escrever na imprensa portuguesa enquanto a Censura vigorasse.
O Primeiro de Janeiro, «Das Artes e das Letras», Porto, 19 de Novembro de 2007.
Wednesday, May 23, 2012
AS «NOTAS BIOGRÁFICAS E BIBLIOGRÁFICAS», de Jaime Brasil (1931) (6)
Como já referi noutro local, Castro, que rejeitou sempre convites apara aderir a qualquer partido, e cuja acção oposicionista durante o salazarismo se exerceu sempre num contexto unitário (MUD, Norton de Matos), atitude que decorre do seu libertário apoliticismo, esteve, quando necessário, na linha da frente dos órgãos representativos da sua classe: Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (SPIL, anos vinte), PEN Club Português (anos trinta) e Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE, anos sessenta). E neste particular, Brasil revela que quando o 28 de Maio de 1926 encontra Castro a presidir ao SPIL, o escritor organiza um protesto «contra a violência da censura prévia à imprensa» (p. 32), respondendo o governo com o encerramento do sindicato.
Nota (8/VI/2012): desapareceu-me o resto do texto dos "rascunhos". Devo tê-lo eliminado, inadvertidamente... Retomá-lo-ei, se e quando tiver paciência.
Nota (8/VI/2012): desapareceu-me o resto do texto dos "rascunhos". Devo tê-lo eliminado, inadvertidamente... Retomá-lo-ei, se e quando tiver paciência.
Sunday, February 21, 2010
outras palavras - O SEGREDO DAS NOSSAS DERROTAS (1928)
-- Vê lá! Vê lá se já sabes ler!
Ferreira de Castro, «O segrêdo das nossas derrotas -- Como eu fui preso no... Limoeiro», Uma Hora de Jornalismo, Lisboa, Caixa de Previdência do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa, 1928, p. 85.
Saturday, February 06, 2010
correspondências - Jaime Brasil, CARTAS A FERREIRA DE CASTRO [1924-1964]
SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DA IMPRENSA DE LISBOARua do Loreto, 13, 2.º,
LISBOA
TELEFONE TRINDADE N.º 179
GABINETE DA DIRECÇÃO
N.º 42
Meu prezado consócio:
Esta Direcção(1) recebeu a sua carta de 1 do corrente e os documentos que a acompanhavam(2), que ficarão, conforme é seu desejo, depositados nos arquivos deste sindicato.
[Lisboa, 5 de Março de 1926]
Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro, apresentação, transcrição, notas e posfácio de Ricardo António Alves, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro e Instituto Português de Museus, 2006, p. 14.
(1) Jaime Brasil, sócio n.º 73, era então secretário-geral do do SPIL.
Tuesday, August 26, 2008
Ferreira de Castro, agitador no Brasil (1)
[Artigo publicado no semanário O Jornal, de Lisboa, em 2 de Novembro de 1990. Apesar de esquemático, e de o assunto já então haver sido aprofundado na tese de Bernard Emery, José Maria Ferreira de Castro et le Brésil (1981), que à época eu desconhecia, posto-o aqui pela curiosidade de se tratar do meu primeiro escrito sobre o romancista.]
O mais conhecido romance de Ferreira de Castro, publicado há 60 anos [em 1990] pela Livraria Civilização, do editor Américo Fraga Lamares, desencadeou um grande polémica no Brasil em 1934 (1), quando ali foi editado.
Em 1930, Ferreira de Castro era um jornalista prestigiado, que presidiu aos destinos do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (à sua direcção se deve um protesto contra a censura, em 1927, bem como a edição da colectânea Uma Hora de Jornalismo, no ano seguinte, que reuniu textos de grandes nomes da imprensa da época), e um literato conhecido nos meios intelectuais lisboetas, mas de modo algum um autor consagrado. (2)
(1) 1935, no texto.
(2) Enfim, hoje seria mais cuidadoso. Emigrantes, publicado em 1928, já concitara imensas atenções, tendo a primeira edição esgotado rapidamente. Nesta altura, preparava-se já a 3.ª edição.
(continua)
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