Wednesday, September 02, 2026

A SELVA como expressão das ideias libertária de Ferreira de Castro (1)

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

(Carlos Drummond de Andrade)


Pensar n’A Selva trouxe-nos à ideia um verso do grande poeta Carlos Drummond de Andrade, do livro A Rosa do Povo (1945): «É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.»1 A Selva, de Ferreira de Castro, é um grande e belo livro sobre a fealdade, um «livro bárbaro» como lhe chamou o seu autor, escrito com as entranhas, fruto de um sofrimento excruciante.

1Carlos Drummond de Andrade, «», 65 Anos de Poesia, ed. Arnaldo saraiva, 2.ª ed., Lisboa, o jornal,

Do livro a publicar, Sobre e à volta de Ferreira de Castro