1. Um dos aspectos que caracteriza a ficção de Ferreira de Castro é a exploração de um veio existencial, em que o indivíduo acaba sempre por confrontar-se consigo próprio. Em última análise, o ser humano está sempre só, apesar da importância do(s) outro(s), como podemos verificar nos romances de pendor mais social, v.g. Emigrantes (1928) ou A Lã e a Neve (1947). Obra que privilegia o prismático em vez do unívoco, rejeitando a unidimensionalidade, Castro procede, neste particular, a uma equilibrada conjugação do eu com o nós, num tempo (décadas de 1930 a 1950) em que as posições artísticas, em literatura e noutras artes, se extremavam entre psicologistas e neo-realistas.
Do livro a publicar, Sobre e à volta de Ferreira de Castro










































































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