Acaba de ser publicado em Lugo, pela Editorial Axac, o estudo de Rosario Mascato Rey, Valle-Inclán Lusófilo: Documentos (1900-1936). Profunda conhecedora da obra Ramón del Vallé-Inclán, procede a um levantamento das relações portuguesas do autor de Sonta de Outono. Ferreira de Castro, é claro, que por ele nutria grande admiração, mas também Leal da Câmara, Novais Teixeira, Guerra Junqueiro, António Ferro e Armando Boaventura. Oportunamente escreverei a propósito.
Showing posts with label Espanha. Show all posts
Showing posts with label Espanha. Show all posts
Monday, November 26, 2012
Tuesday, July 03, 2012
A NARRATIVA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA -- AS VOZES SOCIAIS E OS UNIVERSOS DA FICÇÃO, de Vítor Viçoso (22)
A Espanha, aqui ao lado, despertou as consciências de muitos destes jovens escritores, e o marxismo-leninismo aparecia aureolado do prestígio de uma doutrina humanista que pretendia a superação da sociedade classista, iníqua, fautora de um mundo de desigualdades e opressão, além do sedutor apelo da heroicidade resistente à barbárie irracional e retrógrada que se levantava no teatro de operações do país vizinho. (E não devemos também esquecer que a propaganda soviética sustentava que o nazi-fascismo e sistemas demo-liberais eram, no fundo, as duas faces da mesma moeda da dominação do sistema capitalista.) Impõe-se, por isso esta pergunta: quem, com a generosidade da juventude, sensível às injustiças com que era confrontada ao pé da porta, no país e no mundo, (quem) não se deixaria seduzir pelo apelo internacionalista e libertador do movimento comunista internacional?
(texto lido na apresentação do livro no Café Saudade, Sintra, em 21 de Outubro de 2011
Thursday, April 02, 2009
Ferreira de Castro e a II República Espanhola (1)
Incluído em Círculo Joaquina Dorado e Liberto Sarrau (3.º Ciclo), Lisboa, Centro de Estudos Libertários, 2007Esta intervenção deveria intitular-se «Ferreira de Castro no dealbar da II República espanhola», uma vez que o que de substancial escreveu sobre a Espanha republicana, como romancista e como jornalista, se circunscreve aos três primeiros anos do novo regime. Sobre o período da Guerra Civil, por exemplo, para além de referências esparsas, de substancial só conheço uma brevíssima carta dirigida a Roberto Nobre, em 17 de Fevereiro de 1936, um dia depois da vitória da Frente Popular, em que o autor de Emigrantes diz apenas isto: «Estou radiante com as eleições espanholas.» (1) -- além do significativo epílogo de O Intervalo, de que se falará no final.
(1) Ferreira de CASTRO e Roberto NOBRE, Correspondência (1922-1969), edição de Ricardo António Alves, Lisboa, Editorial Notícias e Câmara Municipal de Sintra, 1994, p. 55.
(continua)
Subscribe to:
Posts (Atom)


































































