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Monday, January 13, 2025

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1926) «Meu prezado consócio: // Esta Direcção recebeu a sua carta de 1 do corrente e os documentos que a acompanhavam, que ficarão, conforme é seu desejo, depositados nos arquivos deste Sindicato. / Permita-me o meu caro consócio que o louve pela iniciativa que teve de confiar à nossa guarda esses documentos, que representam uma admirável prova de coragem moral do escol dos intelectuais portugueses.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)*

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1922) .../... «Bis -- P.S. -- Se você vir o Dias Sancho diga-lhe que [com] respeito à matéria da sua última carta estamos quase de acordo. Que a carta era mto interessante. / Abusando dos pedidos, o Frias diz-me aqui ao lado, que você deve puxar as orelhas ao Lister, filho, porque ele até hoje ainda não lhe escreveu. Isto se você o encontrar, é lógico... // JMF» Correspondência (1922-1969) (1992)

(Reinaldo Ferreira (Repórter X) a Ferreira de Castro) «Lisboa 10 de Fevereiro de 1926. // Meu Caro Ferreira de Castro // Já sabes o que certa bela camaradagem urdiu, embora sem ousar fincar o dente, porque lhes faltam os queixais da verdade -- sobre a minha viagem à Rússia. Estou ensopando uma esponja nas provas e documentos para esfregar o rosto aos mal-intencionados. Para isso falta-me o teu testemunho.» ... /... 100 Cartas a Ferreira de Castro (2.ª ed., 2007)


* Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006) - ed. Ricardo António Alves


 

Tuesday, November 12, 2024

correspondências

(Reinaldo Ferreira/Repórter X a Ferreira de Castro e Mário Domingues) «Paris, 3-11-925 // Meus queridos Amigos: Eis-me de volta de uma grande viagem -- a mais interessante de todas as que realizei até hoje. Foi mais longa do que eu julgava -- mas, graças a Deus, não fui comido pelos antropófagos, como dizem que se espalha por Lisboa.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992)*

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) .../... «Telefonei neste momento ao Assis, para saber se ele desejava transmitir-lhe qualquer coisa. Tinha ido almoçar. Paciência. Sei, porém, que brevemente ele lhe enviará ou as provas ou o original da novela. Sei, também, que ele, como eu, está-lhe grato por suas gentilezas. / Abrace, Rob.º Nobre, o seu amigo dedicado // JM Ferr de Castro // Lisboa 19/9/922» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro) «Paris, 14/10 // Meu caro Castro. // Como vai isso? Bem? Não sei se já lhe escrevi ou não. Ando arrasado das viagens, hábitos alterados... o diabo. O M. Domingues já veio? / Estou na R. Richer, 26 Pension Home. Se for necessário qualquer coisa escreva até ao dia 20. Recomende-me à "Tertúlia". Abraça-o o am.º e camarada // Jaime». Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)


* 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992) - ed. Ricardo António Alves

Wednesday, October 09, 2024

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro e Eduardo Frias) «Meus caros Ferreira de Castro e Eduardo Frias // Recebi o vosso livro. Muito obrigado por vos terdes lembrado de mim. A mim q. tão afastado ando dos cenáculos literários e q. nas galés do jornalismo sou o último dos últimos, sensibilizou-me a vossa gentil manifestação de camaradagem espiritual.» .../... Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)***

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) «Roberto Nobre, meu prezado amigo: / Recebi a sua carta, carta amável, generosa. / Como já o Assis lhe disse, gostei mto, mto, da capa. É um trabalho feito com garra -- mesmo sem alusão às garras do tigre... / E porque falei na capa, agradeço-lhe a oferta: -- oferta que eu desejo seja apenas uma moratória aos problemáticos fundos da empresa...» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)**

(Raul Brandão a Ferreira de Castro) «Exmo Senhor Ferreira de Castro / Muito obrigado pelo artigo que escreveu a meu respeito no último número da "A Hora" -- que tenho lido sempre com grande interesse, como leio tudo que é apaixonado e sincero.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)*


*100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) - ed. Ricardo António Alves

** Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), (1994) -  ed. Ricardo António Alves

*** Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006) -  ed. Ricardo António Alves

Tuesday, March 12, 2024

«Ferreira de Castro -- Uma Biografia» I (1898-1919)



Índice: Uma biografia de Ferreira de Castro

I- Um ursinho em Ossela (1898-1911): Alguma poesia. Salgueiros: o que pode haver num nome. Uma terra antiga. Paisagem… . …e povoamento. O brasão de Ossela. Os Castros. Um pai de quem não se fala. Infância. Um benemérito local e os dois mestres de Ferreira de Castro. Margarida. Primeiras leituras. João de Deus. A «Educação Cívica». Faustino Xavier de Novais. Eduardo de Noronha, Do Minho ao Algarve. Os jornais. História de João Soldado. Tradição oral. As lágrimas dos foguetes. A fuga, ou as razões de uma partida. O caso Margarida. Contexto económico e social. O último dia.

II- No coração da selva (1911-1914): A travessia. De Belém do Pará ao rio Madeira. Rumo ao coração da selva. Patrão, procura-se. Conhecimento do inferno. Os índios, os outros. Os dias do Paraíso. Cartas de longe. As duas Raimundas. Charadas. Manoel Sabino Durães. Jornais. «O Amor de Simão». Horas Nostálgicas. O adeus ao seringal.

III- Na Feliz Lusitânia. Do Pará ao Rio (1914-1919):  Belém do Grão-Pará. A cidade desconhecida. “Cassiporé”. Viver em Belém. O Jornal dos Novos. Criminoso por Ambição. Alma Lusitana. Portugal. Patriotismo e nativismo. Um temperamental. Uma agenda. O jovem galante. O Rapto. Rugas Sociais. Às voltas pelo Brasil, até ao Rio de Janeiro. A bagagem literária. Zola. Schopenhauer. Tólstoi. Euclides da Cunha. Regresso.

Cronologia (1898-1919)

À venda na Wook.


Monday, October 09, 2017

Alexandre Cabral na Casa de Camilo

Alexandre Cabral, camilianista insigne, foi também um castriano de primeira água. Estreou-se, aliás, como ensaísta em livro com Ferreira de Castro -- O Seu Drama e a Sua Obra (1940). A ele se deve -- além de vário artigos posteriores luminosos, a organização, em 1960, das «Obras Completas» de Ferreira de Castro pela Aguilar, no Rio de Janeiro, na colecção em papel bíblia. A Casa de Camilo homenageia-o com uma exposição, bibliográfica e documental.
Em 1998, tive o ensejo e o grande gosto de realizar uma iniciativa semelhante no Museu Ferreira de Castro -- no contexto da Biblioteca Camiliana de Sintra --, por ocasião de um colóquio que lhe foi dedicado. O testemunho dessa mostra pode ser lido nas actas: Ricardo António Alves, «Fragmentos da Camiliana de Sintra», Vária Escrita #6, Sintra, Câmara Municipal, 1999, pp. 117-139, a que se juntaram as «Cartas de Alexandre Cabral para Ferreira de Castro», ibidem, pp. 219-234. 

Thursday, April 30, 2015

Ferreira de Castro nos dicionários (23) - o Dicionário de História do Estado Novo

Coordenado por Fernando Rosas e J. M. Brandão de Brito, Venda Nova, Bertrand Editora, 1996. O verbete sobre Ferreira de Castro é de Patrícia Esquível. Correcto, imprecisões mínimas (algumas datas). A inserção num dicionário de História tem várias justificações: não apenas a circunstância do peso intelectual, da gravitas de que se revestia Ferreira de Castro enquanto escritor, ao lado de um Aquilino Ribeiro, um José Régio e poucos mais; o texto realça e bem as ligações anarco-sindicalistas, como a presidencia do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa, que apanha em cheio com o 28 de Maio, os texto n'A Batalha, a direcção, já na década de 1930 de O Diabo ou a fundação, nos anos 50, e posterior presidência, no decénio seguinte da Associação Portuguesa de Escritores -- para além, como é óbvio, das próprias temáticas da sua literatura. Infelizmente, numa obra que tem como pano de fundo o Estado Novo, o papel do nosso autor no MUD ou na campanha de Norton de Matos, a constante insurgência contra a Censura ou o recorrente apoio a perseguidos políticos, nomeadamente como testemunha abonatória nos sinistros tribunais plenários, entre outros factos,Anarquismo e Neo-Realismo -- Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século (2002) -- um e outros já posteriores à feitora deste dicionário.
 não têm aqui qualquer referência. Haverá, no entanto, uma explicação para esse vazio: a bibliografia citada termina com o livro de Álvaro Salema, de 1974, e só depois do 25 de Abril, algumas dessas questões foram estudadas e valorizadas, nomeadamente por mim (passe a pretensa autopromoção...), em artigos dispersos por vezes pouco acessíveis e no meu livro