1. Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), edição de Ricardo António Alves, Lisboa, Editorial Notícias e Câmara Municipal de Sintra, 1994, p. 55.
Do livro a publicar: Sobre e à Volta de Ferreira de Castro
um blogue para ir estando com o autor de A SELVA e os seus amigos de sempre: Assis Esperança, Jaime Brasil e Roberto Nobre (desde 30 de Abril de 2006)
1. Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), edição de Ricardo António Alves, Lisboa, Editorial Notícias e Câmara Municipal de Sintra, 1994, p. 55.
Do livro a publicar: Sobre e à Volta de Ferreira de Castro
Os escritores realmente grandes são aqueles
em que cada época pode encontrar aquilo que mais a interessa.
(Lúcia Miguel Pereira)
A Lã e a Neve (1947), extraordinário romance português do século XX, é, por isso mesmo, também considerado um dos melhores de Ferreira de Castro – ele, que, desde Emigrantes (1928) não escreveu um livro que possa ser considerado menor; e não por acaso, saliente-se, A Lã e a Neve é a segunda obra de Ferreira de Castro mais traduzida, depois de A Selva (1930).[1]
(1) Ver Ricardo António Alves, Museu Ferreira de Castro – Catálogo, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro e Rede Portuguesa de Museus, s.d.
Do livro a publicar, Sobre e à volta de Ferreira de Castro
1Ricardo António Alves, Anarquismo e Neo-Realismo – Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século, Lisboa, Âncora Editora, 2002, p. 51.
Do livro a publicar, Sobre e à volta de Ferreira de Castro
(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1926) «Meu prezado consócio: // Esta Direcção recebeu a sua carta de 1 do corrente e os documentos que a acompanhavam, que ficarão, conforme é seu desejo, depositados nos arquivos deste Sindicato. / Permita-me o meu caro consócio que o louve pela iniciativa que teve de confiar à nossa guarda esses documentos, que representam uma admirável prova de coragem moral do escol dos intelectuais portugueses.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)*
(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1922) .../... «Bis -- P.S. -- Se você vir o Dias Sancho diga-lhe que [com] respeito à matéria da sua última carta estamos quase de acordo. Que a carta era mto interessante. / Abusando dos pedidos, o Frias diz-me aqui ao lado, que você deve puxar as orelhas ao Lister, filho, porque ele até hoje ainda não lhe escreveu. Isto se você o encontrar, é lógico... // JMF» Correspondência (1922-1969) (1992)
(Reinaldo Ferreira (Repórter X) a Ferreira de Castro) «Lisboa 10 de Fevereiro de 1926. // Meu Caro Ferreira de Castro // Já sabes o que certa bela camaradagem urdiu, embora sem ousar fincar o dente, porque lhes faltam os queixais da verdade -- sobre a minha viagem à Rússia. Estou ensopando uma esponja nas provas e documentos para esfregar o rosto aos mal-intencionados. Para isso falta-me o teu testemunho.» ... /... 100 Cartas a Ferreira de Castro (2.ª ed., 2007)
* Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006) - ed. Ricardo António Alves
(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) .../... «Telefonei neste momento ao Assis, para saber se ele desejava transmitir-lhe qualquer coisa. Tinha ido almoçar. Paciência. Sei, porém, que brevemente ele lhe enviará ou as provas ou o original da novela. Sei, também, que ele, como eu, está-lhe grato por suas gentilezas. / Abrace, Rob.º Nobre, o seu amigo dedicado // JM Ferr de Castro // Lisboa 19/9/922» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)
(Jaime Brasil a Ferreira de Castro) «Paris, 14/10 // Meu caro Castro. // Como vai isso? Bem? Não sei se já lhe escrevi ou não. Ando arrasado das viagens, hábitos alterados... o diabo. O M. Domingues já veio? / Estou na R. Richer, 26 Pension Home. Se for necessário qualquer coisa escreva até ao dia 20. Recomende-me à "Tertúlia". Abraça-o o am.º e camarada // Jaime». Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)
* 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992) - ed. Ricardo António Alves
(Jaime Brasil a Ferreira de Castro e Eduardo Frias) «Meus caros Ferreira de Castro e Eduardo Frias // Recebi o vosso livro. Muito obrigado por vos terdes lembrado de mim. A mim q. tão afastado ando dos cenáculos literários e q. nas galés do jornalismo sou o último dos últimos, sensibilizou-me a vossa gentil manifestação de camaradagem espiritual.» .../... Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)***
(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) «Roberto Nobre, meu prezado amigo: / Recebi a sua carta, carta amável, generosa. / Como já o Assis lhe disse, gostei mto, mto, da capa. É um trabalho feito com garra -- mesmo sem alusão às garras do tigre... / E porque falei na capa, agradeço-lhe a oferta: -- oferta que eu desejo seja apenas uma moratória aos problemáticos fundos da empresa...» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)**
(Raul Brandão a Ferreira de Castro) «Exmo Senhor Ferreira de Castro / Muito obrigado pelo artigo que escreveu a meu respeito no último número da "A Hora" -- que tenho lido sempre com grande interesse, como leio tudo que é apaixonado e sincero.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)*
I- Um ursinho em Ossela (1898-1911): Alguma poesia. Salgueiros: o que pode haver num nome. Uma terra antiga. Paisagem… . …e povoamento. O brasão de Ossela. Os Castros. Um pai de quem não se fala. Infância. Um benemérito local e os dois mestres de Ferreira de Castro. Margarida. Primeiras leituras. João de Deus. A «Educação Cívica». Faustino Xavier de Novais. Eduardo de Noronha, Do Minho ao Algarve. Os jornais. História de João Soldado. Tradição oral. As lágrimas dos foguetes. A fuga, ou as razões de uma partida. O caso Margarida. Contexto económico e social. O último dia.
II- No coração da selva (1911-1914): A travessia. De Belém do Pará ao rio Madeira. Rumo ao coração da selva. Patrão, procura-se. Conhecimento do inferno. Os índios, os outros. Os dias do Paraíso. Cartas de longe. As duas Raimundas. Charadas. Manoel Sabino Durães. Jornais. «O Amor de Simão». Horas Nostálgicas. O adeus ao seringal.
III- Na Feliz Lusitânia. Do Pará ao Rio (1914-1919): Belém do Grão-Pará. A cidade desconhecida. “Cassiporé”. Viver em Belém. O Jornal dos Novos. Criminoso por Ambição. Alma Lusitana. Portugal. Patriotismo e nativismo. Um temperamental. Uma agenda. O jovem galante. O Rapto. Rugas Sociais. Às voltas pelo Brasil, até ao Rio de Janeiro. A bagagem literária. Zola. Schopenhauer. Tólstoi. Euclides da Cunha. Regresso.
Cronologia (1898-1919)