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Friday, July 31, 2015
Friday, July 17, 2015
E de «Ecos da Semana» - para um Dicionário de Ferreira de Castro
Designação de uma coluna que Ferreira de Castro publicava no suplemento cultura de A Batalha, entre 1924 e 1926, textos que em boa hora foram reunidos em livro pelo Centro de Estudos Libertários, pela mão de Luís Garcia e Silva, em 2004. Castro a comentar o momento. Essencial.
(a desenvolver)
bibliografia: a minha recensão na Castriana #3 (um cheirinho aqui)
Wednesday, July 15, 2015
«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (4)
Mas, se a narrativa castriana veicula um escopo de intervenção social, sendo marcadamente ideológica, esse desígnio tem sido responsável por uma subvalorização da dimensão metafísica, que é o segundo aspecto caracterizador do corpus literário que nos legou, e o impregna e complementa (1); dimensão radicada na frágil e trágica condição de finitude de cada indivíduo, agudizada quando a consciência de fim não se ampara na crença religiosa da vida após a morte – como é o caso do nosso autor.
(1) Ver Eugénio Lisboa, «Ferreira de Castro e o seu romance O Intervalo : uma metáfora para a condição humana», Folhas – Letras & Outros Ofícios, #3, Aveiro, Grupo Poético de Aveiro, 1998: 11-18; republicado em Indícios de Oiro, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009: 129-139.
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Sunday, July 12, 2015
Tuesday, July 07, 2015
castrianas: A SELVA em referência de António Quadros numa visão de conjunto do romance brasileiro
É pouco referida a influência que os dois primeiros romances de Ferreira de Castro, Emigrantes e A Selva, tiveram nos jovens autores do romance nordestino da década de 1930, nomeadamente Jorge Amado e José Lins do Rego. Creio que Álvaro Salema terá sido o primeiro a escrevê-lo explicitamente.
Numa excelente conferência sobre «O romance brasileiro actual», proferida no início dos anos sessenta, António Quadros, já em balanço final e referindo-se à tradição portuguesa da ficção narrativa do Brasil, associa o portuguesíssimo e universalista escritor português sem outra razão aparente que não seja a de evocar o poderoso romance que tem por cenário a magnitude vegetal amazónica, ora edénica ora -- as mais das vezes -- infernal, descrita como nenhum brasileiro o fizera.
« Vincadamente de tradição portuguesa, ainda quando formalmente pareça seguir outros modelos e estruturas, é uma literatura aberta à razão cósmica, que a assume e revela, que quereria ser a voz dos próprios paradoxos e das próprias contradições, que surpreende o homem, não como conceito, não sequer como substância, mas como puro movimento, como movimento infinitamente disponível, potencialidade constantemente a actualizar-se e a formar-se sob a reacção de novos estímulos e solicitações. Este carácter é evidentemente mais visível na tradição que designadamente passa por José Lins do Rego, Gilberto Freyre, Dinah Silveira de Queiroz e Guimarães Rosa, que visionam o homem em união mais íntima com a natureza e as forças nuas do sentimento, da raça, do inconsciente, da inefável alma do universo, mas não deixa de aflorar num Aluízio de Azevedo, num Raúl Pompeia, num Machado de Assis, num Erico Veríssimo, numa Lígia Fagundes Teles, num Ferando Sabino, na medida em que as suas personagens reflectem o tumulto, a inquietação, a gratuita liberdade do urbanismo brasileiro, crescendo com o vigor cósmico de uma selva, aquela selva que Ferreira de Castro tão vigorosamente soube pintar em sua majestade irracional e misteriosa.»
in O Romance Contemporâneo, Lisboa, Sociedade Portuguesa de Escritores, 1964.
Numa excelente conferência sobre «O romance brasileiro actual», proferida no início dos anos sessenta, António Quadros, já em balanço final e referindo-se à tradição portuguesa da ficção narrativa do Brasil, associa o portuguesíssimo e universalista escritor português sem outra razão aparente que não seja a de evocar o poderoso romance que tem por cenário a magnitude vegetal amazónica, ora edénica ora -- as mais das vezes -- infernal, descrita como nenhum brasileiro o fizera.
« Vincadamente de tradição portuguesa, ainda quando formalmente pareça seguir outros modelos e estruturas, é uma literatura aberta à razão cósmica, que a assume e revela, que quereria ser a voz dos próprios paradoxos e das próprias contradições, que surpreende o homem, não como conceito, não sequer como substância, mas como puro movimento, como movimento infinitamente disponível, potencialidade constantemente a actualizar-se e a formar-se sob a reacção de novos estímulos e solicitações. Este carácter é evidentemente mais visível na tradição que designadamente passa por José Lins do Rego, Gilberto Freyre, Dinah Silveira de Queiroz e Guimarães Rosa, que visionam o homem em união mais íntima com a natureza e as forças nuas do sentimento, da raça, do inconsciente, da inefável alma do universo, mas não deixa de aflorar num Aluízio de Azevedo, num Raúl Pompeia, num Machado de Assis, num Erico Veríssimo, numa Lígia Fagundes Teles, num Ferando Sabino, na medida em que as suas personagens reflectem o tumulto, a inquietação, a gratuita liberdade do urbanismo brasileiro, crescendo com o vigor cósmico de uma selva, aquela selva que Ferreira de Castro tão vigorosamente soube pintar em sua majestade irracional e misteriosa.»
in O Romance Contemporâneo, Lisboa, Sociedade Portuguesa de Escritores, 1964.
Wednesday, July 01, 2015
D de «Diabo (O)» (para um Dicionário de Ferreira de Castro)
«Semanário de Crítica Literária e Artística», resultado da convergência entre anarquistas e republicanos, publicando-se entre 1934 e 1940, encerrado compulsivamente pelo regime do Estado Novo. Ferreira de Castro é um dos fundadores, colabora logo no 'número espécime' (ou n.º zero), e chega a dirigir o jornal por dois breves meses, em 1935, uma solução de recurso que assegurou a saída do hebdomadário. Descontente com o jornal, José Régio augurava, nas páginas da presença, uma melhoria com a direcção de Ferreira de Castro, que nele imprimiu nitidamente a sua marca, apesar do tempo curtíssimo como director. A seu convite, substitui-o na direcção o filólogo e professor Rodrigues Lapa, figura insigne da Oposição, com afinidades também à ideologia libertária. O jornal evoluiria para posições mais próximas do PCP, com a colaboração de jovens intelectuais comunistas, entre os quais Álvaro Cunhal. Castro e O Diabo mantiveram boas relações, tendo aquele concedido um extensa e importante entrevista, em 1940, estando à frente da publicação aquele que seria o último director, Manuel Campos Lima.
(a desenvolver)
bib: o meu artigo na Castriana #5, os livros de Clara Rocha, Daniel Pires e Luís Trindade.
(a desenvolver)
bib: o meu artigo na Castriana #5, os livros de Clara Rocha, Daniel Pires e Luís Trindade.
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Thursday, June 25, 2015
Wednesday, June 24, 2015
«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (3)
É, pois, compreensível que, desde cedo, a sua obra fosse apresentada como
anunciadora do neo-realismo – não sem alguns equívocos e controvérsia que
se prendem mais com facciosismo partidário do que com a análise
ideologicamente desapaixonada e não comprometida… (ver Ricardo António
Alves, Anarquismo e Neo-Realismo – Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do
Século, Lisboa, Âncora Editora, 2002: 71-108).
Mas, se a narrativa castriana veicula um escopo de intervenção social, sendo marcadamente ideológica, esse desígnio tem sido responsável por uma subvalorização da dimensão metafísica, que é o segundo aspecto caracterizador do corpus literário que nos legou, e o impregna e complementa (1) ; dimensão radicada na frágil e trágica condição de finitude de cada indivíduo, agudizada quando a consciência de fim não se ampara na crença religiosa da vida após a morte – como é o caso do nosso autor.
(1)Ver Eugénio Lisboa, «Ferreira de Castro e o seu romance O Intervalo: uma metáfora para a condição humana», Folhas – Letras & Outros Ofícios, #3, Aveiro, Grupo Poético de Aveiro, 1998: 11-18; republicado em Indícios de Oiro, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009: 129-139.
in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014
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Mas, se a narrativa castriana veicula um escopo de intervenção social, sendo marcadamente ideológica, esse desígnio tem sido responsável por uma subvalorização da dimensão metafísica, que é o segundo aspecto caracterizador do corpus literário que nos legou, e o impregna e complementa (1) ; dimensão radicada na frágil e trágica condição de finitude de cada indivíduo, agudizada quando a consciência de fim não se ampara na crença religiosa da vida após a morte – como é o caso do nosso autor.
(1)Ver Eugénio Lisboa, «Ferreira de Castro e o seu romance O Intervalo: uma metáfora para a condição humana», Folhas – Letras & Outros Ofícios, #3, Aveiro, Grupo Poético de Aveiro, 1998: 11-18; republicado em Indícios de Oiro, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009: 129-139.
in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014
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Monday, June 22, 2015
C de «Canções da Córsega» (para um Dicionário de Ferreira de Castro)
Conferência proferida na Universidada Popular Portuguesa, em 16 de Dezembro de 1934, a convite de Ema Santos Fonseca da Câmara Reis, e integrada nos ciclos de Divulgação Musical, que organizava.
O texto elabora sobre aspectos do canto popular corso (Ferreira de Castro esteve na Córsega nesse ano) e a idiossincrasia daquele peculiar povo insular -- temas que abordaria em capítulo próprio de Pequenos Mundos e Velhas Civilizações.
(a desenvolver)
Bibliigrafia: 100 Cartas a Ferreira de Castro; Ema Santos Fonseca da Câmara Reys, Divulgação Musical III, Lisboa, 1936.
O texto elabora sobre aspectos do canto popular corso (Ferreira de Castro esteve na Córsega nesse ano) e a idiossincrasia daquele peculiar povo insular -- temas que abordaria em capítulo próprio de Pequenos Mundos e Velhas Civilizações.
(a desenvolver)
Bibliigrafia: 100 Cartas a Ferreira de Castro; Ema Santos Fonseca da Câmara Reys, Divulgação Musical III, Lisboa, 1936.
Thursday, June 18, 2015
Wednesday, June 17, 2015
«Sob as velhas árvores românticas»: Do significado de Sintra para Ferreira de Castro (2)
«[…] onde quer que eu esteja, tenho um pensamento glorioso
para
esse homem, severo e compassivo, que a Serra de Sintra guarda.
[…]» Agustina Bessa Luís (2)
Da obra literária de Ferreira de Castro sobressaem algumas marcas importantes, reconhecíveis como traços distintivos pelos leitores avisados: Em primeiro lugar, o entendimento que Ferreira de Castro tinha da arte e, em especial, da literatura era o de que ela seria tanto melhor servida quanto mais reflectisse um desígnio humanista; isto é: arte dos homens e para os homens, pondo em equação os factores que directa e indirectamente condicionassem a dignidade do indivíduo. Daí que a caracterizemos, e bem, como uma literatura realista de intenções sociais, que, a partir de Emigrantes (1928), trouxe para o romance português a novidade do ponto de vista «das personagens que não têm lugar no mundo» (in Ferreira de Castro, «Pórtico» de Emigrantes [1928], Lisboa, Guimarães Editores, 1988: 14), consubstanciado, aliás, no próprio título, que remete para um colectivo humano indiferenciado, anunciando um conjunto de seres humanos previsivelmente desfavorecidos e à mercê da conjuntura histórica, política e social. Ontem como hoje.
(1) In Museu Ferreira de Castro – MFC/C-5 Jorge Segurado, «O último acto de Ferreira de Castro», Diário de Notícias, Lisboa, 1 de Julho de 1975.
(2) In Agustina Bessa Luís, «Ferreira de Castro», Vária Escrita #3, Sintra, Câmara Municipal, 1996: 129; republicado em Contemplação Carinhosa da Angústia, Lisboa, Guimarães Editores, 2000: 143-151.
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Tuesday, June 16, 2015
B de Barros (para um dicionário de Ferreira de Castro)
Poeta, pedagogo, político -- foi ministro dos Negócios Estrangeiros na I República -- João de Barros (Figueira da Foz, 1881 - Lisboa, 1960), é um dos últimos grandes vates pré-modernistas portugueses, autor de uma poética vitalista e inconformada, muito ao arrepio da tradição nacional, fatalista e lamentosa. Como escritor, importa referir também a importante obra cronística e ainda -- muito ligado à sua faceta de pedagogo -- a adaptação de clássicos, «contados às crianças e ao povo», como Os Lusíadas, entre outros. Era pai de Henrique de Barros, agrónomo e professor universitário que presidiu à Assembleia Constituinte (1975-1976) e sogro de Marcelo Caetano.
A estreita amizade com Ferreira de Castro -- foi padrinho da filha deste, Elsa -- remonta à década de 1920. Barros foi dos poucos autores em relação ao qual Castro transigiu, escrevendo um prefácio para a edição reunida de Anteu e Sísifo (1959). Há pelo menos três poemas que lhe são dedicados.
(a desenvolver)
Bibliografia: além da activa de ambos, as 100 Cartas a Ferreira de Castro, o apêndice na Correspondência entre Ferreira de Castro e Roberto Nobre sobre a propositura ao prémio Nobel, em 1951.
(a desenvolver)
Bibliografia: além da activa de ambos, as 100 Cartas a Ferreira de Castro, o apêndice na Correspondência entre Ferreira de Castro e Roberto Nobre sobre a propositura ao prémio Nobel, em 1951.
Monday, June 15, 2015
Sunday, June 14, 2015
"Sob as velhas árvores românticas": Do significado de Sintra para Ferreira de Castro (1)
Resumo
A escolha de Sintra por Ferreira de Castro prende-se intimamente com as linhas de força da sua obra literária, que se liga aos homens com uma sensibilidade permeada pelo justo equilíbrio dos próprios homens entre si, e da vida destes com toda a envolvente natural, vegetal e animal, que lhe dá significado e sentido.
Palavras-chave: Ferreira de Castro, Literatura, Morte, Natureza, Sintra.
in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014
(artigo completo)
A escolha de Sintra por Ferreira de Castro prende-se intimamente com as linhas de força da sua obra literária, que se liga aos homens com uma sensibilidade permeada pelo justo equilíbrio dos próprios homens entre si, e da vida destes com toda a envolvente natural, vegetal e animal, que lhe dá significado e sentido.
Palavras-chave: Ferreira de Castro, Literatura, Morte, Natureza, Sintra.
in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014
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Thursday, June 11, 2015
Para um DICIONÁRIO DE FERREIRA DE CASTRO
Já de há muito que acalento a possibilidade de elaborar um Dicionário de Ferreira de Castro. Obviamente que esse seria um trabalho de uma vida, à maneira de Alexandre Cabral (outro castriano, por sinal), e eu já me daria por satisfeito se lograsse uma espécie de abc sobre o escritor. Por isso, defendo-me e tento fintar a sensação de esmagamento diante de tarefa tão extenuante, lançando cá para fora verbetes com texto mínimo, ficando os microensaios para as calendas…. Além do mais, um verdadeiro dicionário de Ferreira de Castro teria de ser um trabalho colectivo e com alguma especialização, havendo, felizmente, para as principais áreas temáticas, gente que poderá falar com conhecimento e acerto. Talvez mais à frente, isso possa ser concretizado. Para já, fiquem-se com estas pedras ao poço.
A de «Alma Lusitana» (para um Dicionário de Ferreira de Castro)
«Phase da Guerra Luso-Alemã em Naulila, Africa -- (1914-15)».
Segundo livro publicado por Ferreira de Castro, ainda em Belém do Pará, em 1916. É também o seu primeiro texto dramático, género que intermitentemente cultivou até meados da década de 1930.
38 págs., sem menção de tipografia.
Bibliografia a ter em conta: Alberto Moreira, Bernard Emery, Clara Campanilho Barradas.
Bibliografia a ter em conta: Alberto Moreira, Bernard Emery, Clara Campanilho Barradas.
(a desenvolver)
Wednesday, June 10, 2015
Chego do café
... jornais e revista debaixo do braço. Em comum, todos falam do Ferreira de Castro. O Jl, de ontem, como ontem já escrevi, o texto de Ana Margarida de Carvalho sobre A Selva. Também a Ler de Março, que ainda não acabara, com a resposta de Manuel da Silva Ramos a uma pergunta que eu lhe fizera em Sintra, sobre algo relacionado com A Lã e a Neve e a sua Covilhã. Finalmente, no último número de A Batalha, (n.º 264, Mar.-Abr. 2015) herdeira da histórica publicação da desaparecida CGT, o repescar de um artigo de Ferreira de castro, de 1925, sobre Eduardo Metzner, a propósito de um livro recente de Gabriel Rui Silva, Eduardo Metzner -- Vida e Obra de um Sem-Abrigo (Licorne, 1914), com recensão de António Cândido Franco. Tudo pode ser visto aqui Nada má, a jornada castriana.
Tuesday, June 09, 2015
Ana Margarida de Carvalho, no JL de hoje: "'A Selva' continua a chamar por nós, a insistir em querer dizer-nos coisas.»
| O lead do artigo de Ana Margarida de Carvalho (não confundir, como faz o JL, e muitos outros, o Museu Ferreira de Castro, em Sintra, com a Casa-Museu Ferreira de Castro, em Ossela) |
Thursday, May 21, 2015
Castro e Cendrars
Num livro póstumo de Louis Parrot (1906-1948), na suculenta colecção «Poètes d'Aujourd'hui» da Seghers (vol. 11) sobre Blaise Cendrars (Paris, 1948), (são também de sua autoria os volumes 1 e 7, respectivamente sobre Éluard e Lorca), leio sobre a influência que a leitura de Ferreira de Castro provocaram em poemas de temática brasileira de Feuilles de Route ou em narrativas como «En trasantlantique dans la Forêt» -- tudo a ler cum granum salis, como se voltou a dizer:
«Dans sa descritption de la forêt, Blaise Cendrars atteint à la puissance d'um Ferreira da [sic] Castro, l'un des plus grands écrivains d'aujourd'hui, le Kipling portugais, qui très pauvre, partit à douze ans pour le Brésil, y connut la vie des plus misérables émigrants, des "seringueiros", et nous donne dans son chef-d'oeuvre, A Selva, La Forêt Vierge, le témoignage d'un homme tout pénétré de souffrance et d'amour [...] Da [sic] Castro a trouvé en Cendrars un égal, un homme qui, sans avoir la même expérience de la vie brésillienne, en a su cependant comprendre tout l'essentiel.» (pp. 66-67)
É de notar que a notoriedade de Ferreira de Castro em França era então grande -- foi nesse ano feito sócio-honorário da Socité des Gens de Lettres de Paris -- fundada por Balzac, Hugo, Dumas e George Sand, sendo à época presidida por Maurice Bedel. Ainda hoje, a França é o país em que Castro está mais presente, mais ainda do que no próprio Brasil, se exceptuarmos a região amazónica e as cidades de Belém e Manus.
É de notar que a notoriedade de Ferreira de Castro em França era então grande -- foi nesse ano feito sócio-honorário da Socité des Gens de Lettres de Paris -- fundada por Balzac, Hugo, Dumas e George Sand, sendo à época presidida por Maurice Bedel. Ainda hoje, a França é o país em que Castro está mais presente, mais ainda do que no próprio Brasil, se exceptuarmos a região amazónica e as cidades de Belém e Manus.
Wednesday, May 20, 2015
Sérgio Luís de Carvalho fala sobre O INSTINTO SUPREMO
Sérgio Luís de Carvalho, Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa / 1989
com o romance Anno Domini 1348
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
22 de Maio, sexta-feira, pelas 19 h.
no
Musa - Museu das Artes de Sintra
tel: 219238828
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