1. O romance depois de O Intervalo, a literatura de viagens e A Tempestade
Nas décadas de 1930 e 1940, a arte portuguesa, em especial a
Literatura, conheceu um forte embate ideológico cujas posições extremadas podem
grosseiramente ser bipolarizadas pelos partidários da arte pela arte, por um lado, e os da arte útil, por outro, num velho enfrentamento que vinha já do
século XIX, tomando, com a ascensão dos fascismos, do triunfo do comunismo
soviético e da eclosão da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial,
enorme acuidade entre os criadores. De um lado, os que defendiam que a arte valia por si só, não devendo
servir nenhuma causa, sob o perigo de se vender e/ou falsear; do outro, aqueles
que não concebiam que a arte pudesse estar ausente das preocupações, das
angústias e do destino dos homens. Foi uma contenda longa e, por vezes,
entrincheirada, que, por esses anos, tinha vários protagonistas de primeiro
plano.
( Do livro a publicar: Sobre e à volta de Ferreira de Castro










































































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