Sunday, February 25, 2007

Lançamento

No próximo sábado, 3 de Março de 2007
no Museu Ferreira de Castro, em Sintra
(Rua Consiglieri Pedroso, 34)
pelas 17 horas
Estão todos convidados!

Uma capa de Dorindo

A Missão
Mem Martins, Publicações Europa-América
Colecção «Livros de Bolso», n.º 5, 1971

Sunday, February 18, 2007

Dos jornais #1 - Boletim Interno da Sociedade Cooperativa Piedense


FERREIRA DE CASTRO
50 Anos ao serviço da cultura
«Eu conheço muitas lápidas, tenho andado muito, sou um pouco judeu errante... Mas duas das lápidas que mais impressionaram o meu coração, duas lápidas que me causaram impressão mais profunda, foram: a primeira num edifício de Lisboa, numa casa regional, onde entre outros está o nome de uma pessoa que eu amei imenso. Eu não sabia que esse nome estava lá, mas um dia ao entrar e ao vê-lo fiquei profundamente comovido.* Outra sucedeu agora ao subir as escadas da vossa instituição. Ao ver aquele lápida que fala de sapateiros, de tanoeiros, da carpinteiros, de caixeiros; que fala naqueles que têm ganho o seu pão sem saber qual é o seu verdadeiro nome futuro. Essa lápida que nos fala de homens humildes, mas que criaram uma instituição, hoje tão grande, impressionou-me profundamente.
/////
Sempre, sempre encontro, quando realmente a vida parece fugir, um grande conforto que é certeza de que todos nós contribuímos um pouco, cada um dentro da sua esfera, para que o Mundo seja efectivamente melhor.»
(do discurso de Ferreira de Castro)
proferido no dia 27 de Abril,
na nossa cooperativa.
Sociedade Cooperativa Piedense -- Boletim Interno, n.º 18, Cova da Piedade, Junho de 1966, p. 1
Foto: Castro discursando na Sociedade Cooperativa Piedense, tendo por detrás uma lápida com a inscrição dos «Princípios de Rochdale», de 1844, uma das bases do cooperativismo
* Alusão a Diana de Liz (Maria Eugénia Haas da Costa Ramos), primeira companheira de Ferreira de Castro, de 1927 até à sua morte prematura, em 1930. O local será certamente a Casa do Alentejo, pois ela nascera em Évora, em 1894.

Sunday, February 11, 2007

Uma capa de Luís Filipe Cunha

O Senhor dos Navegantes
Lisboa, Expo'98, 1998
Colecção «98 Mares», n.º 86

Tuesday, January 23, 2007

Saturday, January 20, 2007

Recepção a Jorge Amado

Nas Publicações Europa-América, então editora do escritor brasileiro
(a partir da esq.: Armando Bacelar, Alves Redol, Urbano Tavares Rodrigues, Ferreira de Castro, Paloma e Jorge Amado, Álvaro Salema, Alexandre Cabral, Manuel Alpedrinha e João Corregedor da Fonseca)
Mem Martins, 26 de Fevereiro de 1966
In Alexandre Cabral -- Um Escritor -- Uma Época, Vila Franca de Xira, Câmara Municipal, 1996

Sunday, January 07, 2007

Saturday, December 30, 2006

Uma capa de Jorge Barradas

A Lã e a Neve
Lisboa, Guimarães & C.ª, 1947

Sunday, December 17, 2006

Castro para os mais novos

Não Há Borracha que Apague o Sonho
Luísa Ducla Soares (texto) e Danuta Wojciechoswska (ilustrações)
Sintra, Câmara Municipal, 2005

Monday, December 04, 2006

Uma capa de Roberto Nobre

Ferreira de Castro e a Sua Obra
(organização de Jaime Brasil)
Porto, Livraria Civilização, 1931

Friday, November 24, 2006

Milton Hatoum

O escritor brasileiro manuara Milton Hatoum foi o vencedor do Prémio PT de Literatura Brasileira, atribuído ao seu terceiro romance Cinzas do Norte. Leio no Público de hoje, na breve entrevista telefónica que lhe fez Andréia Azevedo Soares:
«Os meus livros passam-se em Manaus, que é uma cidade enorme com milhares e milhares de habitantes, assim como uma zona franca de produção poderosa para a economia do país. [...] O que escrevo poderia se passar noutras cidades, mas escrevo sobre aquilo que conheço -- não vou escrever sobre a floresta, aliás Ferreira de Castro já o fez muito bem em A Selva. Não sou índio. E tenho a certeza de que um dia os índios tomarão a palavra para contar a sua própria história.»

Sunday, November 19, 2006

Sunday, November 12, 2006

Uma antologia


No Afrodite, referência a uma antologia de referência.
Castro está representado com O Senhor dos Navegantes, que integra o volume A Missão (1954).

Thursday, November 09, 2006

Um poema de Fiama, a propósito

Fusos! Poderei invocar sob esse nome
as rochas harmoniosas, paisagem perdida:
entre prismas da neve, desfiladeiro distante.
Tal como eu, livros lamentam o encontro e a perda
dos viajantes. Até a passagem no meio dos abismos, garras
das pedras. No entanto estive naquela neve
que me cega. Porque só eu percorro o trilho irreversível
para regressar através dos vestígios. Para contemplar
o brilho desse tempo inóspito, com a imobilidade
específica. Quem se deslumbra naquele cerco,
garganta das rochas, traz o estigma. A narração
de viagens descreve tudo o que se reviu
e também o conflito entre isso, massas rochosas,
e o corpo presente. Nem a elegia me cabe
como herança de elegíacos, nem a memória me transpõe
para aí. Crio, para além da morte, enunciados
sobre novas visões do passado. Neve luxuriante,
quadrilátero da cripta recôndita, a rocha de ónix.










Fiama Hasse Pais Brandão, Novas Visões do Passado, Lisboa, Assírio & Alvim, 1975, p. 53

Wednesday, November 08, 2006

Gibraltar, 1939
(foto: Ferreira de Castro ou Elena Muriel)
A Volta ao Mundo,
Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1940-44, p. 10

Saturday, November 04, 2006

última epígrafe de A SELVA (Euclides da Cunha)


Realmente, a Amazónia é a última página, ainda a escrever-se, do Génesis
[Euclides, visto por Portinari]

Monday, October 30, 2006

Uma capa de Jorge Barradas

A Tempestade
Lisboa, Guimarães & C.ª, 1940

Monday, October 16, 2006

Uma epígrafe de A SELVA (De Pinedo)

Ser forçado a descer naquele horror, mesmo que se aterre incólume, é ficar onde se desceu e morrer sepultado na sombra.

Wednesday, October 04, 2006

Censura


Apreensão do romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, por um agente da PIDE, numa livraria Lello de Sá da Bandeira.

Ferreira de Castro prefaciou esta edição portuguesa, em 1960, com a chancela das Publicações Europa-América.

Tirado do Blog da Sabedoria