Saturday, June 29, 2024

29 de Junho de 1974 - 29 de Junho de 2024

Passam hoje 50 anos sobre a morte de Ferreira de Castro, o romancista que desbloqueou a ficção narrativa no final do anos vinte do século passado, com a publicação de Emigrantes (1928), seguido de A Selva (1930), Eternidade (1933), Terra Fria (1934) -- O Intervalo, escrito em 1936, só sairia após o 25 de Abril, incluído n'Os Fragmentos

Ao fim de 50 anos de ausência, as reedições dos seus dez romances e uma novela sucedem-se. De poucos se dirá o mesmo. Quantos serão lidos daqui a 50 anos? Estou certo de que alguns. A maioria? Talvez. A não ser que o ser humano e as suas ansiedades sejam outros. O que é duvidoso. 

Tuesday, March 12, 2024

«Ferreira de Castro -- Uma Biografia» I (1898-1919)



Índice: Uma biografia de Ferreira de Castro

I- Um ursinho em Ossela (1898-1911): Alguma poesia. Salgueiros: o que pode haver num nome. Uma terra antiga. Paisagem… . …e povoamento. O brasão de Ossela. Os Castros. Um pai de quem não se fala. Infância. Um benemérito local e os dois mestres de Ferreira de Castro. Margarida. Primeiras leituras. João de Deus. A «Educação Cívica». Faustino Xavier de Novais. Eduardo de Noronha, Do Minho ao Algarve. Os jornais. História de João Soldado. Tradição oral. As lágrimas dos foguetes. A fuga, ou as razões de uma partida. O caso Margarida. Contexto económico e social. O último dia.

II- No coração da selva (1911-1914): A travessia. De Belém do Pará ao rio Madeira. Rumo ao coração da selva. Patrão, procura-se. Conhecimento do inferno. Os índios, os outros. Os dias do Paraíso. Cartas de longe. As duas Raimundas. Charadas. Manoel Sabino Durães. Jornais. «O Amor de Simão». Horas Nostálgicas. O adeus ao seringal.

III- Na Feliz Lusitânia. Do Pará ao Rio (1914-1919):  Belém do Grão-Pará. A cidade desconhecida. “Cassiporé”. Viver em Belém. O Jornal dos Novos. Criminoso por Ambição. Alma Lusitana. Portugal. Patriotismo e nativismo. Um temperamental. Uma agenda. O jovem galante. O Rapto. Rugas Sociais. Às voltas pelo Brasil, até ao Rio de Janeiro. A bagagem literária. Zola. Schopenhauer. Tólstoi. Euclides da Cunha. Regresso.

Cronologia (1898-1919)

À venda na Wook.


Monday, February 26, 2024

Monday, January 22, 2024

AO INVERSO - fotografia de Carlos Almeida


A Selva legenda algumas destas fotografias da viagem fluvial entre Manaus e Belém do Pará -- a mesma que Ferreira de Castro realizou em 1914, após a saída do seringal "Paraíso", no rio Madeira, afluente do Amazonas,  com uma paragem na primeira cidade. Até 27 de Janeiro de 2024.

 

Friday, December 15, 2023

O NATAL EM OSSELA

Uma edição do CEFC.
Ilustrações: Capi

 

Tuesday, November 07, 2023

MONDES EN PETIT ET VIEILES CIVILIZATIONS (CORSE, 1934)


 Uma tradução francesa do capítulo sobre a Córsega de Pequenos Mundos e Velhas Civilizações e da conferência proferida na Universidade Popular Portuguesa em 1934, intitulada Canções da Córsega, com um completo estudo de Eugène F.-X. Gherardi: Mondes en Petit et Vieilles Civilizations (Corse, 1934), Ajaccio, 2023.

Thursday, October 26, 2023

Tuesday, October 17, 2023

da arte de expor

«[A FERREIRA DE CASTRO/ Não o conheço pessoalmente, mas sei que o seu espírito se interessa por todos os grandes problemas da Humanidade e que assistiu a vários acontecimentos em que eu mesmo tomei parte. » do "Pórtico" de  O Intervalo (1936/1974) / «Meu amigo: / Há anos, o acaso reuniu-nos num hotel do Cairo e você, afectuoso, sem grandes gestos, amável, sem palavras farfalhantes, uma constante sombra de melancolia no sorriso e nos olhos, quis servir-me de piloto durante as minhas peregrinações na terra egípcia, já sua conhecida.» do pórtico de A Tempestade (1940) / «Nem eu sei quando nasceu no meu espírito este amor pelos povos minúsculos, pelas repúblicas em miniatura, por todos os que vivem isolados no planeta.» do "Pórtico" de Terra Fria (1934)

Ferreira de Castro, agitador no Brasil (1)

[Artigo publicado no semanário O Jornal, de Lisboa, em 2 de Novembro de 1990. Apesar de esquemático, e de o assunto já então haver sido aprofundado na tese de Bernard Emery, José Maria Ferreira de Castro et le Brésil (1981), que à época eu desconhecia, posto-o aqui pela curiosidade de se tratar do meu primeiro escrito sobre o romancista.]

O mais conhecido romance de Ferreira de Castro, publicado há 60 anos [em 1990] pela Livraria Civilização, do editor Américo Fraga Lamares, desencadeou um grande polémica no Brasil em 1934 (1), quando ali foi editado.
Em 1930, Ferreira de Castro era um jornalista prestigiado, que presidiu aos destinos do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (à sua direcção se deve um protesto contra a censura, em 1927, bem como a edição da colectânea Uma Hora de Jornalismo, no ano seguinte, que reuniu textos de grandes nomes da imprensa da época), e um literato conhecido nos meios intelectuais lisboetas, mas de modo algum um autor consagrado. (2)
(1) 1935, no texto.
(2) Enfim, hoje seria mais cuidadoso. Emigrantes, publicado em 1928, já concitara imensas atenções, tendo a primeira edição esgotado rapidamente. Nesta altura, preparava-se já a 3.ª edição.
(continua)