Friday, April 05, 2019

nova edição do último romance de Ferreira de Castro


O Instinto Supremo [1968], 8.ª ed., Amadora, Cavalo de Ferro, 2019
capa: Luís Alegre / Wonder Book Design


Wednesday, April 03, 2019

uma placa comemorativa do centenário de A BATALHA


Leio no último número d'A Batalha a notícia sobre a proposta do deputado independente à Assembleia Municipal de Lisboa, Rui Costa, evocativa dos 100 anos do jornal, a iniciativa da colocação duma placa comemorativa com esta frase de Ferreira de Castro. Aprovado por maioria, com a abstenção do CDS e do MPT.
O texto da proposta pode ser lido aqui.

Wednesday, November 07, 2018

Dia Literário Ferreira de Castro


No próximo sábado, 10 de Novembro, a partir das 15 horas
uma parceria Centro Nacional de Cultura / Centro Cultural de Belém




Thursday, October 18, 2018

CAFÉ em Vila Franca de Xira -- «Candido Portinari em, Portugal»


Depois de exposto pela primeira vez no pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português, em 1\940, Café, de Candido Portinari, tela de 1935, volta a ser exposta entre nós, no Museu do Neo-Realismo: «Candido Portinari em Portugal», entre 20 de Outubro e e 3 de Março, pelas mãos de Raquel Henriques da Silva e Luísa Duarte Santos.
Portinari, talvez o maior génio da pintura brasileira do século XX, que teve grande influência nos jovens pintores neo-realistas portugueses; Portinari, que ilustrou A Selva em 1955, na edição comemorativa dos 25 anos da publicação do romance, interrompendo para o efeito o trabalho nos grandes murais da sua autoria -- «Guerra» e «Paz» -- no edifício da ONU em Nova Iorque, facto que o catálogo desta exposição documentará.

Monday, October 15, 2018

Wednesday, October 03, 2018

Ferreira de Castro evocado no 53.º Festival de Música de Sintra


Dirigido por Gabriela Canavilhas, o Festival de Música de Sintra, na sua 53ª edição está a decorrer sob o signo da montanha mágica.
Ferreira de Castro, cujo 120.º aniversário do nascimento se comemora este ano, será evocado no próximo sábado, 6 de Outubro, pelas 17 horas, na Igreja da Ulgueira  através da leitura de textos por Luís Caetano, num concerto do Allis Ubbo Ensemble, com peças para quarteto de cordas datadas de 1898, compostas por vários compositores russos, como Borodin, Glazunov e Rimsky-Korsakov, entre outros. 

Friday, September 28, 2018

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil» (1990) (3, repostagem)

o barracão do seringal "Paraíso"
Como os operários das fábricas inglesas durante a Revolução Industrial, também os seringueiros se enchiam de dívidas ao patrão, que lhes vendia géneros e artefactos, com os preços devidamente inflacionados. O dinheiro era coisa que minguava, e a borracha estava em queda nos mercados internacionais. Sem saldar a dívida ao patrão era impossível abandonar o seringal e voltar para a terra de origem.

Em «Pequena História de "A Selva"» -- escrita para a edição comemorativa de 1955 -- o autor de A Volta ao Mundo alude ao «velho terror» que o dominava sempre que tentava aproximar-se literariamente da selva, abrindo feridas mal saradas: «Foi esse momento tão extraordinariamente grave para o meu espírito, que desde então não corre uma única semana sem eu sonhar que regresso à selva, como, após a evasão frustrada, se volta, de cabeça baixa e braços caídos, a um presídio. E quando o terrível pesadelo me faz acordar, cheio de aflição, tenho de acender a luz e de olhar o quarto até me convencer de que sonho apenas [...]»


«Ferreira de Castro, agitador no Brasil», O Jornal, Lisboa, 2 de Novembro de 1990.

Thursday, September 06, 2018

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil» 1990 - (2, repostagem)

seringueiro - fonte
Nascido em Ossela, Oliveira de Azeméis, em 1898, Ferreira de Castro emigrou para o Brasil aos 12 anos, embarcando no vapor «Jerôme», rumo a Belém do Pará.
A experiência dos quatro anos que passou no seringal, ironicamente chamado «Paraíso», foi matéria de que se serviu para escrever um romance que evoca os deserdados do Ceará e do Maranhão, gente que demandava a selva sonhando com uma vida melhor, mas que ficava para sempre agrilhoada ao «inferno verde».

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil», O Jornal, Lisboa, 2 de Novembro de 1990.

Tuesday, September 04, 2018

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil» 1990 - (1, repostagem)

[Artigo publicado no semanário O Jornal, de Lisboa, em 2 de Novembro de 1990. Apesar de esquemático, e de o assunto já então haver sido aprofundado na tese de Bernard Emery, José Maria Ferreira de Castro et le Brésil (1981), que à época eu desconhecia, posto-o aqui pela curiosidade de se tratar do meu primeiro escrito sobre o romancista.]


O mais conhecido romance de Ferreira de Castro, publicado há 60 anos*  pela Livraria Civilização, do editor Américo Fraga Lamares, desencadeou uma grande polémica no Brasil em 1934 (1), quando ali foi editado.
Em 1930, Ferreira de Castro era um jornalista prestigiado, que presidiu aos destinos do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (à sua direcção se deve um protesto contra a censura, em 1927, bem como a edição da colectânea Uma Hora de Jornalismo, no ano seguinte, que reuniu textos de grandes nomes da imprensa da época), e um literato conhecido nos meios intelectuais lisboetas, mas de modo algum um autor consagrado. (2)


* O artigo é de 1990.
(1) 1935, no texto.
(2) Enfim, hoje seria mais cuidadoso. Emigrantes, publicado em 1928, já concitara imensas atenções, tendo a primeira edição esgotado rapidamente. Nesta altura, preparava-se já a 3.ª edição.


Wednesday, July 25, 2018

Thursday, June 28, 2018

Ferreira de Castro em Teerão


Está em cena, em Teerão, uma adaptação de A Missão, por Kiomars Moradi.
Ver aqui, aqui e aqui.

Thursday, June 14, 2018

«A Páginas Tantas»

https://www.rtp.pt/play/p1799/paginas-tantas


Tuesday, April 17, 2018

Alexandre Cabral

O também castriano é evocado numa exposição na Casa de Camilo.

Wednesday, April 04, 2018

Tuesday, March 27, 2018

castrianas: Humberto de Campos sobre A SELVA


«Os outros falaram da natureza, dos seus prodígios e mistérios; ele fala do animal temerário que pretende subjugá-la, e que, vencido na sua luta com a terra-virgem, rola, morto, mas de bruços, mordendo-a ainda, e abraçado com ela.» Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1930)

 

Tuesday, March 13, 2018

castrianas: José María de Acosta sobre EMIGRANTES



«La odisea del emigrante, su êxodo a la conquista del velocino de oro, está narrado de mano maestra». José María de Acosta,  A.B.C., Madrid (1930?)

Monday, March 05, 2018

castrianas: Jorge Amado sobre Ferreira de Castro

«Com a arma da literatura ajudou a transformar o mundo. Foi verdadeiro escritor de nossa época, sendo, como queria Gorki, ao mesmo tempo coveiro e parteiro, coveiro de um mundo caduco, de um tempo podre, parteiro de um mundo novo, de um tempo alegre e livre.» (1966)

Sunday, February 25, 2018

Monday, October 09, 2017

Alexandre Cabral na Casa de Camilo

Alexandre Cabral, camilianista insigne, foi também um castriano de primeira água. Estreou-se, aliás, como ensaísta em livro com Ferreira de Castro -- O Seu Drama e a Sua Obra (1940). A ele se deve -- além de vário artigos posteriores luminosos, a organização, em 1960, das «Obras Completas» de Ferreira de Castro pela Aguilar, no Rio de Janeiro, na colecção em papel bíblia. A Casa de Camilo homenageia-o com uma exposição, bibliográfica e documental.
Em 1998, tive o ensejo e o grande gosto de realizar uma iniciativa semelhante no Museu Ferreira de Castro -- no contexto da Biblioteca Camiliana de Sintra --, por ocasião de um colóquio que lhe foi dedicado. O testemunho dessa mostra pode ser lido nas actas: Ricardo António Alves, «Fragmentos da Camiliana de Sintra», Vária Escrita #6, Sintra, Câmara Municipal, 1999, pp. 117-139, a que se juntaram as «Cartas de Alexandre Cabral para Ferreira de Castro», ibidem, pp. 219-234. 

Wednesday, October 04, 2017

Tuesday, September 12, 2017

A LÃ E A NEVE -- RELEITURAS, TRAVESSIAS, METAMORFOSES


Actas do Colóquio, Covilhã, Universidade da Beira Interior, 2017

Wednesday, September 06, 2017

Ferreira de Castro metido na "Operação Marquês"

"Esquina do mundo": metáfora célebre entre os madeirenses, surge em Eternidade para situar o café Golden Gate, no Funchal, serviu agora a Filipe Pinhal como ilustração da queda dalguns anjos. Ferreira de Castro na Operação Marquês: parece que está lá mesmo tudo.

Wednesday, July 19, 2017

Plano Nacional de Leitura


Capas das 1.ª e 42 edições (1930 e 2014)



Monday, June 12, 2017

Manuel Ribeiro de Pavia

16,5 x 23 cara 2

Um post sobre Manuel Ribeiro de Pavia, autor das ilustrações da edição de 1949 de Terra Fria (1934), com texto de Roberto Nobre, no Almanaque Silva..

Monday, June 05, 2017

«Txim, txim, txim, pó, pó, pó, pó»

Emmerico Nunes
O jazz, pois claro -- ou, melhor dizendo, o jazz-band, que muito se cabareteava naqueles anos vinte e trinta. E a música nem sequer era o principal, para o vulgo, antes umas pernas de mulher bem alongadas e de swing instintivo.  Ainda não vi, mas lá irei, à Biblioteca Nacional.



Monday, May 15, 2017

O misterioso embrulho das "cartas femininas" de Ferreira de Castro

«O misterioso embrulho das "cartas femininas", a abrir em 2050 - Dizer o indizível no Museu Ferreira de Castro»


http://w3.patrimoniocultural.pt/museus2017/public/view.php?id=782


Dia 18 de maio, 5.ª feira, pelas 18 horas.


(estão todos convidados)

Tuesday, May 02, 2017

no blogue de José de Matos-Cruz


24MAI1898-1974 - José Maria Ferreira de Castro: Escritor português, cidadão do Mundo, autor de A Selva (1930) - «Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida.» (Pórtico - 1955).


http://imaginario-kafre.blogspot.pt/2017/05/imaginario-660.html

Friday, April 28, 2017

A TEMPESTADE -- 16ª edição



 A Tempestade (1940). 16.ª edição, Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017.
(Capa de Susana Villar.)


Thursday, April 27, 2017

30.ª edição de EMIGRANTES, com ilustração de Darocha


Assinalando os cem anos da publicação do primeiro livro de Ferreira de Castro, o juvenil Criminoso por Ambição (Belém do Pará, 1916), a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis promoveu uma edição especial de Emigrantes, acabada de publicar pela Cavalo de Ferro. A ilustração da capa é do pintor oliveirense Darocha, entretanto desaparecido. 



Tuesday, March 21, 2017

«Matilde e Ferreira de Castro»

Só hoje dei com esta entrevista, já de 2005, de Filipe Delfim Santos a Matilde Rosa Araújo (1921-2010), com pequenas imprecisões, mas muito interessante pelo que diz da personalidade de Ferreira de Castro.

Monday, January 30, 2017

o ponto de vista de uma geógrafa: Fernanda Cravidão

«[...]  Em casa dos meus pais havia (há) uma biblioteca pequena, mas onde encontro algumas das obras que me têm acompanhado pela vida. Foi ai que descobri, precocemente, Ferreira de Castro, Aquilino e Euclides da Cunha. O tempo se encarregaria de me fazer chegar Carlos Oliveira, Alves Redol ou Vergílio Ferreira, entre muitos outros. E o tempo se encarregaria, também, de me mostrar como essas leituras permitem outras leituras do país, perceber os territórios com olhares diferenciados e também captar, às vezes, num olhar breve, o país de ontem e o país de hoje.
Quando, há cerca de 25 anos, fui pela primeira vez a Manaus reli A  Selva de Ferreira de Castro. O percurso feito rio acima, envolvida nas redes que acolhem os passageiros, trouxe as imagens que a leitura me tinham permitido construir. Nada parecia ter mudado. Quando no início dos anos 90 orientei um seminário sobre emigração, um dos livros que referi e discuti com os alunos foi essa obra, escrita em 1929.
A Selva continuou a fazer parte do meu percurso. Como geógrafa, como viajante, como pessoa. E cruza-se também pelo cinema   através do filme Fitzcarraldo do realizador Werner Herzog, de 1982. Ambos, Ferreira de Castro e Herzog, têm como território de referência a mesma Selva Amazónica e como traço comum o Sonho. Sonhos diferentes, é certo, mas que se entrelaçam na relação quase utópica com a floresta. Enquanto na obra de F. de Castro a selva é simultaneamente lugar de produzir riqueza e miséria humana, W. Herzog traz-nos para o ecrã a utopia de um melómano que contra a corrente transporta a “Europa” de Manaus para Iquitos. Ao cortar a floresta para fazer transportar o barco Molly Aida entra numa luta balizada pelo ritmo das chuvas, de seis em seis meses, uma batalha constante, marcada pela malária, pelos autóctones e pela selva. Tal como parte das personagens de Castro.[...]» (aqui)

Thursday, December 15, 2016

A MISSÃO em Tomar



É com grande expectativa que estarei no próximo domingo na Quinta da Granja, em Tomar, para assistir a mais uma adaptação de A Missão, por Carlos Carvalheiro, levado à cena pelo Fatias de Cá(Infelizmente, não vi a de Deolindo L. Pessoa, com o CITEC).
Às 18.18h estarei no Hotel dos Templários, com outros castrianos, para falar sobre a ficção de Ferreira de Castro.

Wednesday, November 23, 2016

Ferreira de Castro na ETerna Biblioteca





Esta sexta, pelas 9,30 h, estarei no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, a falar sobre Ferreira de Castro, quando se comemoram os cem anos da edição do seu primeiro livro. No sábado, também às 9,30 h farei o Roteiro Castriano de Sintra (inscrições fechadas).

Friday, November 18, 2016

ETERNIDADE, nos "Sábados de Leitura" (Feijó)

1.ª ed., 1933

Amanhã, na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, pelas 15 horas, o livro a debater na comunidade "Sábados de Leitura", será Eternidade. E eu lá estarei, para falar um pouco e, sobretudo, para ouvir e aprender, que é o que normalmente sucede nestes clubes de leitura.

Tuesday, November 08, 2016

e ainda...


Esta sexta, pelas 21.30h, estarei na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro,
em Oliveira de Azeméis, no âmbito das comemorações.