Friday, August 10, 2007
Memória #3 - João Sarmento Pimentel
Thursday, July 26, 2007
Saturday, July 21, 2007
Testemunhos - Rocha Martins (5)
Traduzida para espanhol a sua novela O Êxito Fácil, teve a facilidade de êxito de todas as belas composições; colaborando no ABC em quase todos os seus números, desde há um ano, tem recebido os maiores aplausos, trabalhando sempre na mais leal das camaradagens, escrevendo noite e dia, sacrificando-se como um campónio a cavar na sua horta para obter o seu alimento, é também como um jardineiro artista a cultivar noutros alegretes as suas flores deliciosas: a obra da sua alma, a do seu amor, a da sua sensibilidade, que são as páginas desenhadas carinhosamente como as das novelas a publicar em breve Sendas de Lirismo e de Amor e A Morte Redimida.Tuesday, July 17, 2007
Testemunhos - Rocha Martins (4)

Aquelas duas novelas chamaram as atenções para os trabalhos do artista que se abalançou a planos maiores escrevendo, com Eduardo Frias -- outro lutador de sacrifício -- a Boca da Esfinge, recebida pela crítica com louvores.
Thursday, July 12, 2007
Uma fotografia de Ruela
Wednesday, July 11, 2007
Testemunhos - Rocha Martins (3)
Não há dúvida, é alguém. É alguém, muito novo ainda, mas temperado pelas agitações duma infância de trabalho, longe dos seus, no Amazonas, na selva, entregue a si próprio, aprendendo a grande luta e a enorme resignação. O segredo do seu triunfo que é o segredo da sua resistência.Friday, July 06, 2007
Testemunhos #2 - Rocha Martins (2)

Pertence a esta categoria o jovem novelista do Mas... que Coelho Neto sintetizou assim: «obra de análise, por vezes aspérrima mas sempre brilhante. O ferro que corta é de boa têmpera e reluz».
A estreia de Ferrreira de Castro foi saudada daquela maneira por um escritor consagrado. Raul Brandão disse-lhe, acerca do Sangue Negro, outra novela de recorte e de acção: «o senhor escreve sem se deter em pormenores inúteis e escolhe sempre para assunto, ao contrário do que fazem para aí todos os fúteis problemas cheios de grandeza e humanidade. É alguém».Rocha Martins, «O auctor da novela "A Peregrina do Mundo Novo"», ABC, n.º 263, Lisboa, 30 de Julho de 1925.
Tuesday, July 03, 2007
Testemunhos #2 - Rocha Martins (1)

Na moderna geração dos prosadores portugueses Ferreira de Castro talhou o seu caminho. Como todos os dominados por uma paixão sacrificou à literatura todas as outras sensações porque ela, só por si, como um dom divino, lhe encheu a alma.
Sunday, June 24, 2007
uma capa de Roberto Nobre
Tuesday, June 05, 2007
Tuesday, May 29, 2007
De passagem - EMIGRANTES (incipit)

Preta e branca, preta e branca, o preto mui luzidio e muito níveo o branco, a pega, de cauda trémula, inquieta, saracoteava entre carumas e urgueiras, esconde aqui, surge ali, e por fim erguia voo até a copa alta do pinheiro, levando no bico ramo seco ou graveto.
Sunday, May 20, 2007
Saturday, May 05, 2007
Pensar melhor
José Pimentel Teixeira (ou JPT) do Ma-Schamba teve a generosidade de indicar o «Ferreira de Castro» para os Thinking Blogger Awards, o que lhe agradeço. Vou, por isso, indicar também cinco blogues que (me) fazem pensar, melhor. Friday, May 04, 2007
Monday, April 30, 2007
1 ano
Sunday, April 29, 2007
Monday, April 23, 2007
«Bibliofilia e livros russos»: a propósito de «A Lã e a Neve»


A Lã e a Neve, ao relatar a proletarização nas fábricas têxteis da Covilhã de Horácio, um pastor da serra da Estrela que pretendeu melhorar a vida, após ter tomado contacto com outras realidades durante o serviço militar, entusiasmou muitos dos neo-realistas. Era aliás citado por Álvaro Cunhal, no célebre artigo «Cinco notas sobre forma e conteúdo» (1955), dando-o como exemplo literário de «arte ascendente», ao lado de Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes e de Fanga, de Alves Redol. (3) Exemplo, aliás, repetido no seu ultimo ensaio, A Arte, o Artista e a Sociedade (4).
Apenas, que eu saiba, Mário Dionísio viu, logo em 1947, numa extensa recensão na Vértice, que nem Castro nem A Lã e a Neve em particular podiam ser considerados «neo-realistas», pelo menos de um ponto de vista ortodoxo. Isto é, se a superação da realidade existente fosse advogada de outro modo que não o da luta organizada do proletariado enquadrada no Partido que se reivindicava como sendo o seu, não podia uma obra, de acordo com o futuro poeta de Terceira Idade, ser qualificada como tal. (5)
Esta questão, sobre se ao neo-realismo subjaz uma linha "oficial" e uma dogmática, não era consensual, e ainda hoje o não é. Há quem considere, como Urbano Tavares Rodrigues, que outras visões de transformação do real e da luta de classes podem coexistir dentro do que se convencionou designar por «neo-realismo». (6)
Ferreira de Castro sempre fora um público e notório autor libertário, um comunista libertário de inspiração kroptkiniana. A Lã e a Neve, que tem como grande figura moral a personagem central do velho anarquista Marreta, esperantista e vegetariano, que apresenta o patrão, contra quem os operários fazem greve, como uma figura inevitavelmente revestida de humanidade e não como um simples arquétipo negativo e que finalmente aponta a concretização de uma sociedade nova para uma etapa posterior da vida colectiva, pouco definida, mas conquistada não só pela luta de classes -- que sempre esteve presente nos romances de Castro --, como pela alteração das mentalidades e da própria ontologia do ser humano, eram naturalmente ideias passíveis de conflituar com as que defendiam a conquista do poder pela vanguarda da classe operária organizada em partido.
Nada enfim que levantasse obstáculos ao seu velho amigo Amado, para quem, no fim da década, Castro faria o prefácio da primeira edição portuguesa de Gabriela, Cravo e Canela...
(1) In Quirino TEIXEIRA, Na Bahia com Jorge Amado, Lisboa, Centro Nacional de Estudos e Planeamento, 1985, p. 59.
(2) Jorge AMADO, Conversas com Alice Raillard, tradução de annie Dymetmann, Porto, Edições Asa, 1992, p. 200.
(3) António VALE [pseudónimo de Álavaro Cunhal], «Cinco notas sobre forma e conteúdo», Vértice, vol. XIV, n.º 131-132, Coimbra, Ag.-Set. de 1954, p. 481.
(4) Álvaro CUNHAL, A Arte, o Artista e a Sociedade, Lisboa, Editorial Caminho, 1999, p. 99.
(5) Mário DIONÍSIO, «A Lã e a Neve por Ferreira de Castro», Vértice, vol. IV, n.º 49, Coimbra, Agosto de 1947, pp. 302-307.
(6) Urbano Tavares RODRIGUES, Um Novo Olhar sobre o Neo-Realismo, Lisboa, Moraes Editores, 1981, pp. 14-15.
Sunday, April 15, 2007
Sunday, April 08, 2007
Outras palavras #3 - Alexandra Kollontai
A sua acção revolucionaria, as suas conferencias iconoclastas, as suas doutrinas de rebelde, que a levavam a uma vida forçadamente errante, só eram conhecidas dos povos do norte da Europa. Companheira de de Kautsky, de Rosa Luxemburgo, de Clara Zetkin, esta mulher culta inteligente, gastou a sua mocidade a pregar a emancipação humana, o progresso das ideias, a integração da especie dentro duma vida mais justa, mais elevada, menos iniqua do que a actual. Sofreu, por isso, todas as perseguições [...]. Mas, com a vitória da revolução de 1917, quasi tudo isso terminou. Alexandra Kolontay constituiu mesmo uma das muitas surpresas que esse movimento trouxe ao mundo. [...]Saturday, March 31, 2007
Um poema de João de Barros
a Ferreira de Castro
Dizem aqueles tristes que julgaram
Ter vivido num dia toda a vida:
-- É tudo engano e a alma aborrecida
Morre dos ideais que alucinaram...
E aos outros gritam: -- Onde, esta subida
Atrás das ilusões que vos chamaram?
-- Loucos, parai... Só esses que pararam
Chegaram à verdade apetecida!
Mas nós -- nem os ouvimos, nós, os fortes
Que através de mil prantos e mil mortes,
Sabemos que a verdade ou a ilusão,
-- Ideia altiva ou corpo de mulher --
Nunca podem fugir a quem tiver
Beijos de amor e garras de ambição!

Humilde Plenitude, Lisboa, Livros do Brasil, 1951
Sunday, March 18, 2007
«A prodigiosa aventura do homem através da arte» #2 - Tamayo, «Auto-retrato»
As Maravilhas Artísticas do Mundo, vol. II, Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1959-1963, extratexto, pp. 976-977
Thursday, March 08, 2007
Friday, March 02, 2007
O que me apetece dizer


Vejamos a Carta LXVII, datada de Paris, em 2 de Novembro de 1949 (pp. 117-120). Depois de aludir ao seu «estado depressivo», semelhante, de resto, ao que Castro lhe manifestara na missiva que lhe enviara, Brasil vê na troca de correspondência uma terapia para ambos:
Sunday, February 25, 2007
Lançamento
Sunday, February 18, 2007
Dos jornais #1 - Boletim Interno da Sociedade Cooperativa Piedense

FERREIRA DE CASTRO
50 Anos ao serviço da cultura
Sunday, February 11, 2007
Tuesday, January 23, 2007
Saturday, January 20, 2007
Recepção a Jorge Amado
Sunday, January 07, 2007
Saturday, December 30, 2006
Sunday, December 17, 2006
Castro para os mais novos
Monday, December 04, 2006
Friday, November 24, 2006
Milton Hatoum
O escritor brasileiro manuara Milton Hatoum foi o vencedor do Prémio PT de Literatura Brasileira, atribuído ao seu terceiro romance Cinzas do Norte. Leio no Público de hoje, na breve entrevista telefónica que lhe fez Andréia Azevedo Soares:Sunday, November 19, 2006
Sunday, November 12, 2006
Uma antologia

No Afrodite, referência a uma antologia de referência.
Castro está representado com O Senhor dos Navegantes, que integra o volume A Missão (1954).
Thursday, November 09, 2006
Um poema de Fiama, a propósito
as rochas harmoniosas, paisagem perdida:
entre prismas da neve, desfiladeiro distante.
Tal como eu, livros lamentam o encontro e a perda
dos viajantes. Até a passagem no meio dos abismos, garras
das pedras. No entanto estive naquela neve
que me cega. Porque só eu percorro o trilho irreversível
para regressar através dos vestígios. Para contemplar
o brilho desse tempo inóspito, com a imobilidade
específica. Quem se deslumbra naquele cerco,
garganta das rochas, traz o estigma. A narração
de viagens descreve tudo o que se reviu
e também o conflito entre isso, massas rochosas,
e o corpo presente. Nem a elegia me cabe
como herança de elegíacos, nem a memória me transpõe
para aí. Crio, para além da morte, enunciados
sobre novas visões do passado. Neve luxuriante,
quadrilátero da cripta recôndita, a rocha de ónix.

Fiama Hasse Pais Brandão, Novas Visões do Passado, Lisboa, Assírio & Alvim, 1975, p. 53
Wednesday, November 08, 2006
Tuesday, November 07, 2006
Saturday, November 04, 2006
última epígrafe de A SELVA (Euclides da Cunha)

Monday, October 30, 2006
Monday, October 16, 2006
Uma epígrafe de A SELVA (De Pinedo)
Wednesday, October 04, 2006
Censura

Apreensão do romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, por um agente da PIDE, numa livraria Lello de Sá da Bandeira.
Ferreira de Castro prefaciou esta edição portuguesa, em 1960, com a chancela das Publicações Europa-América.
Tirado do Blog da Sabedoria





































































































