Wednesday, July 09, 2008

O Museu Ferreira de Castro (3)

2. NO BRASIL - Da selva amazónica a Belém do Pará (1911-1919)

Devo-lhes [aos brasileiros] muito. Com eles aprendi a amar a humanidade.»FERREIRA DE CASTRO, entrevista ao Diário Popular (1966)

Relata a época em que Ferreira de Castro viveu no seringal ironicamente chamado «Paraíso», na Amazónia, onde escreveu o primeiro romance, Criminoso por Ambição, vivência que mais tarde se repercutiria em A Selva.
Embora trabalhasse como caixeiro num armazém, marcou-o fortemente a convivência com os seringueiros cearenses e paraenses, vítimas da adversidade do meio e da exploração praticada pelos proprietários das plantações.
Deixou o seringal em Outubro de 1914, tendo passado por enormes dificuldades. Nos intervalos de expedientes como a colagem de cartazes ou o trabalho num navio que fazia a cabotagem do Oiapoque, lia avidamente os clássicos na Biblioteca Pública de Belém.
A partir de 1915 dedicou-se ao jornalismo, tornando-se mais tarde profissional, publicando no ano seguinte os seus primeiros livros, Criminoso por Ambição e Alma Lusitana.

2 comments:

António Alves said...

a natureza é uma inspiração profunda para os escritores

RAA said...

muito bem, meu caro :)