Thursday, February 04, 2016

«A relação eco-humana na vida e na obra de Ferreira de Castro»


Grande tese de Ana Cristina Carvalho, cuja arguição tive a honra de fazer.

Friday, January 15, 2016

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (6)

Também os estudos universitários em diferentes âmbitos, como o são o da linguística e o da ecocrítica, relevam este factor específico do apego à Natureza como algo central na obra castriana. Assim, Isabel Roboredo Seara, a propósito de A Lã e a Neve (1947) – uma das suas obras-primas –, refere-se
ao modo «habilíssim[o]» operado pelo estilo literário de Ferreira de Castro, reflectindo, não apenas uma estética, mas também uma singular mundividência: «A fusão do mundo físico com o mundo moral, a matéria inerte que ganha constantemente vida emotiva, o cromatismo singular da natureza, determinam indefectivelmente um estilo idiossincrático.» (in Isabel Roboredo Seara, «A Lã e a Neve – Virtualidade e originalidade dos enunciados metafóricos», Língua e Cultura #7-8, Lisboa, Sociedade da Língua Portuguesa, Jan.-Jun. 1998: 130); e com enfoque em Terra Fria (1934), porém alargando à
restante obra, Ana Cristina Carvalho sustenta que aquela foi, e é, portadora de «um inequívoco discurso ecológico». [in Ana Cristina Carvalho, «Ecologia Humana no Romance Terra Fria, de Ferreira de Castro», A Ecocrítica no Brasil, João Pessoa, Universidade de Paraíba, 2013 (no prelo)].

(artigo completo)


Wednesday, December 30, 2015

H de Hevea brasiliensis - para um Dicionário de Ferreira de Castro

Hevea brasiliensis, árvore-da-borracha, seringueira, espécie originária da bacia do Amazonas, de onde se extrai o látex, matéria-prima para a produção de borracha e outros produtos derivados. A exploração intensa começa ainda na primeira metade do século XIX, originando, pela exclusividade brasileira da sua produção, um enorme fluxo de capitais, de que são exemplos as peças arquitectónicas que distinguem as principais cidades da região: Belém do Pará e Manaus, cuja Ópera é mundialmente famosa. Ainda hoje o A Selva. Por ocasião da viagem planetária que efectuou em 1939, Castro terá oportunidade de confraternizar e fazer-se fotografar por esses seringueiros asiáticos, que com ele e com os sertanejos brasileiros fugidos da seca, se irmanaram no duro trabalho extractivo.
Brasil é o principal produtor mundial, embora já desde há muito não detenha o exclusivo da produção. No último quartel de Oitocentos, os ingleses promoveram plantações da seringueira nas colónias do Sudeste Asiático, estabelecendo-se uma concorrência que originaria a queda dos preços e consequente crise económica, cujos efeitos o jovem Ferreira de Castro sentirá na pele. Na pele e no espírito, pois a experiência amazónica do futuro escritor terá como maior fruto essa obra maior que é
(a desenvolver)   

Sunday, December 13, 2015

SAGA DA AMAZÔNIA, Socorro Lira



Por ocasião do Acordo (possível) de Paris para o Clima, sobe a égide  da ONU.

Monday, December 07, 2015

marcador



ficha:
editor: Centro de Estudos Ferreira de castro
ano: 2003
dimensões: 18x5 cm.

Thursday, December 03, 2015

fac-símile do #1 da CIVILIZAÇÃO (1928), hoje no «Público»


O 2.º dos 10 volumes da colecção «Almanaque Português». Na edição de ontem, José Bártolo escreveu tratar-se de «um magnífico exemplo» do perído áureo da ilustração e do design  modernista em Portugal.

Saturday, November 28, 2015

Sobre o medo - um parágrafo de Miguel Real

«[...] Rui Zink tematiza o medo fazendo-nos sorrir. Desde Gil Vicente, faz parte dos atributos da farsa vestir-se de comédia. Nos seus romances, Lobo Antunes trabalha o medo recorrendo à compaixão trágica, despertando o nosso sentimento de piedade, sentimos pena de algumas das suas personagens. Agustina, realista no quadro geral, limita-se a descrever psicologicamente o medo. Saramago conta a história social do medo, evidenciando como ele é indissociável do conflito humano. Al Berto traz à luz, nos seus poemas, um medo original, a presença aterradora do excesso de ser que consome a existência humana, o que Golgona Anghel designa por "medo metafísico", o mesmo medo que atravessa a obra de Vergílio Ferreira, sintetizado na morte. Ferreira de Castro exprime com realismo o sentimento de medo, mesmo pânico, de Alberto perante a fúria decapitadora dos índios amazónicos. Outros escritores abordam este sentimento, cada um a sua modo, mas nenhum transformou um sentimento de temor, de pavor, até de horror, em quadros ficcionais desencadeadores do riso.[...]» [sobre Osso, de Rui Zink (2015)]
Miguel Real, «O medo desmascarado», JL, 25 de Novembro de 2015.