Publicado em 1933, sai agora a 15.ª edição
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Wednesday, July 29, 2020
Wednesday, September 06, 2017
Ferreira de Castro metido na "Operação Marquês"
"Esquina do mundo": metáfora célebre entre os madeirenses, surge em Eternidade para situar o café Golden Gate, no Funchal, serviu agora a Filipe Pinhal como ilustração da queda dalguns anjos. Ferreira de Castro na Operação Marquês: parece que está lá mesmo tudo.
Wednesday, May 31, 2017
«O (des) lugar da ética na obra ETERNIDADE de Ferreira de Castro»
Friday, November 18, 2016
ETERNIDADE, nos "Sábados de Leitura" (Feijó)
![]() |
| 1.ª ed., 1933 |
Amanhã, na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, pelas 15 horas, o livro a debater na comunidade "Sábados de Leitura", será Eternidade. E eu lá estarei, para falar um pouco e, sobretudo, para ouvir e aprender, que é o que normalmente sucede nestes clubes de leitura.
Tuesday, September 15, 2015
«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (5)
Em terceiro lugar, Castro foi um contemplativo da Natureza, em especial da
natureza vegetal; e esta ocupa também um lugar de primeira importância na
sua obra, como desde sempre viram exegetas mais atentos: já na década de
1930, o poeta João de Barros assinalara nas páginas da Seara Nova, em
recensão crítica a Eternidade (1933), a «paisagem, humanizada pelos que nela
penam e sofrem» (in Museu Ferreira de Castro – Periódicos, MFC/D, João de Barros, «Livros», Seara Nova #345, Lisboa, 1 de Junho de 1933: 141-142); e
outros críticos tirarão desta humanização mais extremes e significantes
consequências: de António Cândido Franco, que sublinhará, a propósito do
romance A Selva (1930), «[…] uma atribuição precisa de sentido à natureza
[…]» (in António Cândido Franco, «O significado da selva na obra de Ferreira
de Castro», Colóquio – Letras #104-105, Lisboa, Fundação Calouste
Gulbenkian, 1978: 62), a Torcato Sepúlveda, notando que o escritor, «[…] na
obra como na vida, cultiv[ara] um doce paganismo em que a natureza era
antropomorfizada […]» (in Torcato Sepúlveda, «A natureza como personagem
de romance», Público, Lisboa, 29 de Junho de 1994: 25)
– como teremos oportunidade de ver, a propósito das árvores de Sintra.
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Tuesday, November 25, 2014
João de Melo fala sobre ETERNIDADE
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 28 de Novembro, pelas 19 horas.
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
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Tuesday, August 05, 2014
Fechou "a esquina do mundo"
![]() |
| Ricardo Velosa |
O Golden Gate Grand Café, que após a publicação do romance Eternidade (1933) ficou conhecido como "A Esquina do Mundo", fechou as portas, insolvente.
Escreveu Ferreira de Castro: «Aquele ângulo do Funchal era entre as esquinas do Mundo, uma das mais dobradas pelo espírito cosmopolita do século. Em viagem de recreio ou em trânsito para as Áfricas e Américas, davam volta ao cunhal do Golden Gate diariamente, homens e mulheres de numerosas raças, a passo vagaroso, o nariz no ar, as mãos carregadas de cestos, de garrafas, e de bordados da Madeira»
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Thursday, July 10, 2014
uma + uma antologia de Cabral do Nascimento sobre a Madeira
Com o mesmo excerto de Eternidade: "As levadas".
NASCIMENTO, Cabral do, Lugares Selectos de Autores Portugueses que Escreveram Sobre o Arquipélago da Madeira, Lisboa, Delegação de Turismo da Madeira, 1949; Tipografia Ideal, Lisboa; 277 págs.; 19,2x13,6x3 cm.; broch.
Género: Antologia. Autores antologiados: António Feliciano de Castilho, D. António da Costa, Travassos Valdez, Bulhão Pato, Garcia Ramos, Júlio Dinis, M. Teixeira-Gomes, Brito Camacho, P.e Fernando da Silva, Raul Brandão, J. Reis Gomes, Virgínia de Castro e Almeida, Luzia, Sousa Costa, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Assis Esperança, Henrique Galvão, Ferreira de Castro, Sant’Ana Dionísio, João Ameal, Luís Teixeira, Hugo Rocha, Luiz Forjaz Trigueiros, Cabral do Nascimento.
[ actualização]NASCIMENTO, Cabral do, A Madeira, Lisboa, Livraria Bertrand, s.d.; colecção: «Antologia da Terra Portuguesa» #2; impressão: Imprensa Portugal-Brasil, Venda Nova; 166 págs.; 17,5x12x1,3 cm; broch.
Género: Antologia. Autores antologiados: Luís de Camões, Manuel Constantino, Manuel Tomás, Medina e Vasconcelos, Francisco Álvares de Nóbrega, António Feliciano de Castilho, Francisco Maria Bordalo, D. António da Costa, Francisco Travassos Valdês, Bulhão Pato, José Ramos Coelho, Visconde de Ervedal da Beira, Acúrsio Garcia Ramos, Júlio Dinis, Manuel Pinheiro Chagas, Gomes Leal, Pedro Ivo, Mariana Xavier da Silva, M. Teixeira-Gomes, João Augusto Martins, Brito Camacho, José Cupertino de Faria, António Nobre, Raul Brandão, J. Reis Gomes, Delfim Guimarães, Virgínia de Castro e Almeida, Luzia, Sousa Costa, João Gouveia, António Sérgio, Jaime Cortesão, Oldemiro César, António Ferreira, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Assis Esperança, Henrique Galvão, António Montês, Cabral do Nascimento, Ferreira de Castro, Ernesto Gonçalves, J. Vieira Natividade, José Osório de Oliveira, Norberto Lopes, Vitorino Nemésio, João Ameal, Sant’Ana Dionísio, José Loureiro Botas, Luís Teixeira, Hugo Rocha, Ricardo Jardim, Joaquim Paço d’Arcos, João de Brito Câmara, Pedro de Moura e Sá, António Ramos de Almeida, Miguel Trigueiros.
Friday, December 20, 2013
ETERNIDADE de Ferreira de Castro: canto de morte e de amor. (1)
Eternidade, romance de Ferreira de Castro, publicado em 1933 pela Guimarães -- o primeiro na que seria a sua editora de referência --, tem um lugar particular na tábua bibliográfica do escritor. Situado entre A Selva (1930) e Terra Fria (1934), Eternidade pode(ria) desiludir em leitura inicial, efectuada por esta ordem cronológica, como sucedeu ao autor destas linhas, há vinte anos. Duas décadas de experiência de vida a menos, e um vício de leitura que habitualmente procurava nos livros algo que não teria de lá estar (no caso, a Revolução da Madeira, de 1931), fez com que, temerariamente -- ressalvando o célebre «Pórtico» e a intenção subjacente -- o qualificasse como «um romance falhado» (1). À primeira releitura, anos mais tarde, aprcebeu-se da falha de avaliação; nova leitura tornou-lhe evidente que teria de reparar um erro clamoroso. É o que se vai tentar.
(1) Ricardo António Alves, Anarquismo e Neo-Realismo -- Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século, Lisboa, Âncora Editora, 2002, p. 51.
Islenha #48, Funchal, Janeiro-Junho 2011.
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Monday, December 24, 2012
incidentais #14 -- da Revolução e do Amor ao Estilo, passando por uma abelha moribunda
do cap. I
*o incipit: «Manhã alta, toda vestida de azul, com olhos brancos que o mar tecia e esfarrapava ao sabor da ondulação, a sombra escortinada na linha do horizonte ia crescendo e definindo-se em caprichoso recorte.»
* Diz-se que Eternidade encerra o ciclo de romances autobiográficos iniciado cinco anos antes, com Emigrantes; mas creio que só neste se poderá considerar o protagonista, Juvenal Gonçalves, como alter ego do autor, o que de modo nenhum sucede com o rústico Manuel da Bouça de Emigrantes, nem com o jovem universitário monárquico de A Selva, Alberto. Em Eternidade, autor e personagem têm a mesma idade, ambos acabam de sofrer a perda dolorosíssima da respectiva companheira (Diana de Liz, 1892-1930), os dois (como se verá com o desenrolar da narrativa) os mesmo ideais libertários. Diferem na formação académica, Castro, autodidacta; Juvenal, engenheiro silvicultor -- não por acaso engenheiro; não por acaso silvicultor. Se o engenheiro opera sobre a Natureza, transformando-a, desejavelmente, ao serviço do Homem, o silvicultor ama-a e respeita-a, o que foi sempre uma marca libertária castriana: a transformação, se quisermos a Revolução, guiada pelo Amor aos homens e aos seres vivos, naturais e vegetais, sem o qual Amor, não passarão de números, massa, entes desprovidos de individualidade e, por consequência, de dignidade.
* Livro que trata da morte, da perda, do sentido da vida, um primeiro episódio -- ainda Juvenal acorre à amurada, antes de acostar no porto do Funchal, e que dá a medida da debilidade seu estado psicológico -- em torno de uma abelha, frágil ser vivente, é das passagens mais impressivas que Ferreira de Castro escreveu.
* Também aqui brilha o estilo de Ferreira de Castro, a sua enorme capacidade descritiva, de que A Selva é o melhor exemplo. No início de Eternidade do Funchal, o casario que nos vamos aproximando é dotado de vida própria, como se possuísse um desígnio, como se fosse dotado de vontade: «E o casario, branco, risonho, aumentava sempre. Em busca de espaço e de maior largueza panorâmica, dera-se a trepar pelas encostas vizinhas, até ao Pico do Facho. Não contentava o ambicioso que cada janela fosse alegre miradoiro sobre o mar e sobre o regaço de onde ele iniciara o ponto de partida. Queria mais, e, pouco a pouco, ia sacudindo a cabeleira de colmo, substituindo-a por telha que gritava, de entre o verde-pardo do quadro, o seu vermelho novo.»
Monday, October 29, 2012
incidentais #8 - dos tempos e da sua passagem
* o «Pórtico» de quatro páginas é um bosquejo de história social e económica (e também mental) do percurso da lã na Serra da Estrela ao longo dos tempos: do surgimento dos «primeiros teares», abastecidos pelos «rebanhos dos Hermínios», presumo que na Idade do Ferro, às fábricas da Covilhã, com milhares de operários, cuja vida oscilava à medida da flutuação dos preços da matéria-prima nas praças internacionais.
* Sobre a passagem das horas: da condição pré-moderna dos tecelões domésticos -- detentores dos factores de produção como do tempo de trabalho --, ao proletariado fabril que, se possuía algo, pouco mais seria que a vontade de progredir e resistir (ou resistir e progredir). Vontade que só a alguns implicarão significações que vão para além o estômago, como é costume.
* Publicado em 1947, A Lã e a Neve é não apenas um dos romances de maior notoriedade de Ferreira de Castro; é também, parece-me, aquele que ombreia com A Selva -- por muito relevantes que sejam Emigrantes, Eternidade ou A Curva da Estrada. Outro livro que apresenta o homem como transeunte quase impotente no meio dos elementos, das «soledades alpestres».
* Uma mera indicação, que não acrescenta nem retira nada: A Lã e a Neve é o livro mais traduzido de Ferreira de Castro, depois de A Selva, é claro...
* A Lã e a Neve põe questões teóricas interessantes sobre o neo-realismo; algo que também é pouco relevante para a obra literária.
* Uma mera indicação, que não acrescenta nem retira nada: A Lã e a Neve é o livro mais traduzido de Ferreira de Castro, depois de A Selva, é claro...
* A Lã e a Neve põe questões teóricas interessantes sobre o neo-realismo; algo que também é pouco relevante para a obra literária.
Wednesday, September 12, 2012
incidentais #3 -- uma fé sem deus
sobre "A Legenda do Pórtico" de Eternidade.
* Uma imprecação desesperada à mísera condição humana destinada ao nada, escrita na sequência da morte da companheira de Ferreira de Castro, Diana de Liz, e da septicemia que o acometeu, com episódio suicida pelo meio.
* Um apelo lancinante ao "irmão longínquo", ao homem do futuro que triunfou "da morte, e dos instintos", o homem racional guiado pela inteligência, liberto da escravidão das paixões -- a mesma inteligência que lhe permitiu, nesse longínquo porvir, viver numa sociedade sem entorses.
* Uma fé sem deus, em suma, com muito ainda de cientismo evolucionista do século XIX, mas, simultaneamente, com um alento de idealismo que hoje, uns meros 80 anos após a sua publicação, não hesitaremos em classifcar como utópico. Castro, porém, não escrevia para duas ou três gerações à frente.
* Chame-lhe utopia quem quiser (ou até ficção científica). Não serei eu, neste final de verão de 2012, ateu e desenganado, quem sorrirá desse alento desesperado, mais perseguido pelos homens que a pedra filosofal.
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Thursday, January 27, 2011
Páginas de Amor dos Melhores Autores Portugueses (1944)
organizadores: António Feio e Raul Feio
Vasco de Lobeira [ou João de Lobeira], Sóror Mariana Alcoforado [sic], Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Fialho de Almeida, Carlos Malheiro Dias, Afonso Lopes Vieira, Júlio Dantas, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Magnus Bergström, Joaquim Paço d’Arcos, José Régio, Manuel de Campos Pereira, Vitorino Nemésio.
Lisboa, edição dos Antologiadores, 1944.
(excerto de Eternidade)
Wednesday, February 18, 2009
de passagem - do «Pórtico» de ETERNIDADE (1933)
Thursday, February 05, 2009
testemunhos #3 - João de Barros

Assim o conheci vai para mais de três lustros, ao tempo do aparecimento da extraordinária «Eternidade», já tocado dos alvores da glória mundial que a publicação de «A Selva» lhe trouxera e que o acompanha hoje a toda a parte. E assim o vejo agora, modesto como sempre, apesar de traduzido nas mais diversas línguas do globo, festejado em todos os meios cultos, lido e relido por gentes da Europa, da América e da Ásia, honra e prestígio da literatura portuguesa, cujo renome tem levado às mais longínquas nações da Terra. O glorioso autor de «A Selva» continua sendo, acima de tudo, um «homem», na mais alta e mais pura expressão da palavra. Um homem sobranceiro à sua própria obra e, por conseguinte, apto a transcender-se, a superar-se sempre, qualidade característica e essencial dos verdadeiros criadores de Beleza e dos verdadeiros idealistas, que não duvidam do progresso moral e mental dos povos e a quem os povos, por isso mesmo, concedem sempre larga e afectuosa audiência. «A Lã e a Neve» e «Curva da Estrada» assim o comprovam de novo.
João de Barros, Hoje, Ontem, Amanhã..., Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1950, p. 168.
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Saturday, August 26, 2006
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