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Saturday, June 05, 2010

Canções da Vendetta (3)

Esta situação de impossibilidade criadora levou-o a a enveredar a contragosto pela literatura de viagens, com os Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937-38). Quem leu as páginas sobre a inóspita Andorra de 1929, dificilmente as esquecerá. Conseguir acesso ao principado era quase uma proeza épica. Então, em vez da alta-fidelidade japonesa, era o síndico quem pontificava, zelando benevolentemente pelos interesses dos patrícios.
Apresentação de Canções da Corsega, 2.ª edição, Sintra, Camara Municipal / Museu Ferreira de Castro, 1994.

Monday, March 02, 2009

errância - Andorra (1929 / 1937-38)

Andorra foi sempre, na terra portuguesa e na Europa inteira, um tear de sorrisos. Por ser pequena? Por se ter conservado, através dos séculos, extática, enlevada, ignorada? Nem sempre o que é grande é o mais belo; e a maior fascinação reside sempre no que é desconhecido.
Ferreira de Castro, Pequenos Mundos e Velhas Civilizações, vol. I, 5.ª edição, Lisboa, Guimarães & C.ª, 1955, p. 17.

Sunday, February 15, 2009

PETITS MONS i VELLES CIVILITZACIONS - ANDORRA (1929)

A tradução do primeiro capítulo de Pequenos Mundos e Velhas Civilizações, editado em 1937-38 pela Empresa Nacional de Publicidade -- o magnífico texto sobre Andorra --, foi recentemente editado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros deste país, incluído na colecção «L'Andorra dels viatgers». Uma bela edição, repoduzindo na sobrecapa uma vinheta de Roberto Nobre extraída da edição princeps. O livro inclui ainda textos da ministra Meritxell Mateu Pi (que, diga-se a propósito, fez uma interessante alocução no Instituto Camões, quando da apresentação pública do livro), do embaixador em Andorra la Vella, Nuno Bessa Lopes, de Ivone Bastos Ferreira, do Centro de Estudos Ferreira de Castro, do historiador Joan Peruga e uma cronologia de minha autoria.

Tuesday, August 26, 2008

O Museu Ferreira de Castro (5)

4. O Último Vagamundo (1929-1939)

«[...] a verdade é que, por cima da minha condição de europeu, de latino e de português, sinto na minha alma uma grande identidade com a alma de todos os outros povos. Creio, aliás, que isso acontece com quase todos os homens, mesmo sem eles darem por isso, mesmo sem eles o saberem...» FERREIRA DE CASTRO, carta particular (1953)

Como autor de literatura de viagens, Ferreira de Castro faz parte duma linhagem com tradição nas letras portuguesas.
Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937), escrito com base numa viagem pelo Mediterrâneo, em 1935, a que se juntaram notas de uma visita a Andorra (1929) e outra à Irlanda (1930), deveu-se à simpatia de Castro «por todos os que vivem isolados no planeta» e também à conjuntura política interna, que lhe não permitiu ou, inclusive, censurou livros que tinha em mãos.
Pela mesma razão, realizou uma volta ao mundo, em 1939, com a pintora Elena Muriel, sua mulher, viagem que testemunha essa mesma fraternidade à escala planetária e documenta uma realidade geo-política que seria profundamente alterada no pós-guerra. O visitante poderá observar alguns desenhos originais, resultado desse périplo.

imagem: bilhete dos Caminhos-de-Ferro turcos