Thursday, July 10, 2014
uma + uma antologia de Cabral do Nascimento sobre a Madeira
Wednesday, January 02, 2013
Roberto Nobre -- Uma vida por imagens (4)
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| imagem daqui |
(1) Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), introdução, leitura e notas de Ricardo António Alves, Lisboa, Editorial Notícias e Câmara Municipal de Sintra, 1994, p. 13.
(2) Ver António Ventura, O Imaginário Seareiro -- Ilustrações e Ilustradores da Revista Seara Nova (1921-1927), Lisboa, Instituto Nacional de Investigação Científica, 1989, p.p. 105-106.
in Roberto Nobre (1903-2003), São Brás de Alportel, Câmara Municipal, 2003.
Monday, September 10, 2012
incidentais #2 -- um romancista descobre-se
*A assunção de uma qualidade particular de romancista: a de «biógrafo [...] das personagens que não têm lugar no mundo».
* O volte-face de um percurso marcado até aí pela perseguição do exotismo e pelas proclamações libertárias para algo de mais profundo e essencial: a busca da dignidade do Homem e de todos os homens, a condição simultaneamente de fragilidade e audácia prometeica que caracteriza o indivíduo ao longo dos tempos.
* Romance português mais morto que vivo nesse final de década: naturalismos tardios, pitorescos gastos. Sobravam Aquilino, com muito ainda para dar; Brandão, às portas da morte, de obra rematada e memórias deixadas à posteridade; Teixeira-Gomes, o hedonista exilado e livre, ressurecto para a literatura. O romance psicologista -- que nunca foi estranho à narrativa castriana -- da presença, o Elói de João Gaspar Simões, o notável Jogo da Cabra Cega, de Régio, aguarda(m) vez.
Sunday, March 27, 2011
mais uma beleza da T.
Wednesday, September 15, 2010
O POVO NA LITERATURA PORTUGUESA
Tuesday, June 22, 2010
Antologia do Conto Fantástico Português
Autores: Alexandre Herculano, Rebelo da Silva, Júlio César Machado, Júlio Dinis, Manuel Pinheiro Chagas, A. Osório de Vasconcelos, Teófilo Braga, Álvaro do Carvalhal, Eça de Queirós, M. Teixeira-Gomes, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros, Ferreira de Castro, José Gomes Ferreira, José Rodrigues Miguéis, José Régio, Branquinho da Fonseca, Hugo Rocha, José de Lemos, Jorge de Sena, Natália Correia, Mário Henrique Leiria, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos Wallenstein, David Mourão-Ferreira, Ana Hatherly, Herberto Helder, Maria Alberta Meneres, Álvaro Guerra, Dórdio Guimarães, António Barahona da Fonseca, Almeida Faria.
Sunday, January 04, 2009
correspondências - Norton de Matos a João de Barros
[sobre o livro de João de Barros, Hoje Ontem Amanhã, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1950. Datada de Ponte de Lima, em 20 de Outubro de 1950] Quanto aos outros, em grande número, que a seguir evoca, guardo carinhosamente no coração Fialho d'Almeida. Convivi muito com ele antes de partir para a Índia, em 1898, fui um dos seus grandes amigos e tive por ele sempre grande admiração e profunda compaixão. Quando 10 anos depois voltei, achei-o outro homem.
Dos outros, que os seus livros chama com as suas evocações perante o meu espírito apenas dois são meus antigos conhecidos, Oliveira Martins e Teixeira Gomes, que considero dois grandes cabouqueiros da Construção da Pátria que sonhamos, o primeiro nos alicerces, o segundo na resplandecente cimalha que foi a nossa intervenção na I.ª Grande Guerra. O edifício ainda não ruiu e temos de continuar a aguentá-lo, meu amigo.
Dos novos apenas dei por dois -- Ferreira de Castro e Aquilino. Os outros nunca dei por eles, por certo, ou por incapacidade minha ou porque a preocupação com as minhas tarefas não me deixava ver fora do âmbito delas.
Cartas a João de Barros, edição de Manuela de Azevedo, Lisboa, s.d., p. 74
Wednesday, January 09, 2008
Ferreira de Castro e o seu tempo - O ano de 1899 (#1)
TEXTO - M. Teixeira-Gomes, Inventário de Junho

Relato duma conferência de Castro sobre Teixeira-Gomes, nos Rotários de Portimão, por C.M.: [...] / O grande enlevo que ficou ao orador dessa noite, ao tomar contacto com a leitura das «Cartas sem moral nenhuma», da «Gente singular», dos «Regressos» e com outras obras de Teixeira Gomes -- foi-nos comunicado com a fluência fácil, incisiva e plástica que Ferreira de Castro põe nos seus livros e transparecem também na sua palavra. E o elogio literário que rendeu àquele seu camarada nas Letras foi feito com a convicta admiração de quem sabe bem sopesar o mérito alheio, e medir a altura dos homens pela estatura própria... / [...] / Teixeira Gomes terminou volutariamente o seu mandato de Presidente, renunciando ao cargo. Não se entendia com os políticos e os políticos talvez o não pudessem entender a ele... / Exilou-se apagadamente para uma cidadezinha do Norte de África e aí, num modesto quarto de hotel, só com as suas recordações e alguns livros, foi rememorando uma grande parte da sua vida e escrevendo alguns dos deliciosos volumes que são o seu espólio literário [...] / Ferreira de Castro disse, quase ao terminar a sua conferência: «tenho a minha casa forrada de livros e de algumas lembranças. Não tenho um único móvel de preço! A única preciosidade que guardo com a melhor veneração é uma medalha* que me foi oferecida por Manuel Teixeira Gomes». M.C. «O grande escritor Ferreira de Castro evocou em Portimão o notável escritor Teixeira Gomes», Correio do Sul, n.º 2706, Faro, 21/V/1970.
* Trata-se de um lapso. Teixeira-Gomes ofereceu um magnífico fauno em bronze, 240mm de altura, exposto no Museu Ferreira de Castro.
CONFRONTO - Octave Mirbeau, O Jardim dos Suplícios
Castro sobre Mirbeau - Deitado no divan de forro tocando uns longes de japonismo, fofo e exótico, pousando sobre o peito o livro histérico de Mirbeau «Jardim dos Suplícios», Afrânio debruou a dor que lhe alagava as pupilas num reflexo de Dor mais entranhada, sorrindo [...]. Mas..., edição do Autor, Lisboa, 1921, p. 77. [...] esse condor altivo que foi Mirbeau [...]. «A situação dos literatos em Portugal», A Batalha -- Suplemento Literário, n.º 2, Lisboa, 10-XII-1923, p. 3.CONTEXTO - Recondenação de Alfred Dreyfus.
PINTURA DE 1899 - Claude Monet, A Ponte dos Nenúfares.
Castro sobre Monet e a «série dos nenúfares» - Nos últimos anos da sua esticada vida [...], Monet dedicou-se principalmente ao estudo dos efeitos que a luz produzia, alterando constantemente as cores, sobre a água duma lagoa onde vibravam miríades de reflexos. Ali ele cultivava nenúfares brancos, que imortalizaria em «As ninfeias», a sua famosa série de telas. Alguns desses trabalhos, de enormes superfícies, forram hoje as paredes duma sala, vagamente iluminada, um pouco como se fosse de sonho, no Museu de Orangerie, em Paris. E nesse ambiente de cripta, tão misterioso e suspenso que os próprios visitantes se sentem impelidos a falar por murmúrios, toda uma estrofe de cor e de luz, que os pincéis do artista escreveram e onde a figuração é quase nada, se vai declamando a ela própria, lenta e silenciosamente. Cerebral, sempre estudioso e insatisfeito, Monet batalharia até á morte por uma originalidade cada vez maior do seu estilo e com «As ninfeias», que são realidades subjacentes, se antecederia, de certa maneira, à pintura abstracta. As Maravilhas Artísticas do Mundo [1959-63], vol. III, s. ed., Lisboa, Guimarães & C.ª, 1971, p. 297.

MoMA, Nova Iorque
MÚSICA DE 1899 - Debussy, Nocturnos
Castro refere-se a Debussy (e a Fídias, Fra Angelico e Rodin) - «Não é ao cinzel de Fídias ou de Rodin, não é a Debussy nem a Fra Angelico que a humanidade deve o desbravamento da selva do Passado, para a abertura de novas sendas -- de sendas que a conduzam a uma maior perfeição. / É na árvore de natal da Literatura que sucessivamente se têm enforcado os fantoches do Preconceito -- os Dogmas e os Vetos da humanidade de outrora -- Muitas vezes a simples cançoneta dum poeta anónimo bastou para aluir a solidez dum trono. «A situação dos literatos em Portugal», A Batalha - Suplemento Literário, Lisboa, 10/XII/1923, p. 3.ESCRITORES DE 1899 - António Aleixo, em18/II , Vila Real de Santo António (m. Loulé, 1949). Vladimir Nabokov, 22/IV (m. 1977).
ECOS DE 1899 - Forest par Chaumes, 26/IXEça de Queirós a Domício da Gama - Também eu senti grande tristeza com a indecente recondenação do Dreyfus. Sobretudo, talvez, porque com ela morreram os últimos restos, ainda teimosos, do meu velho amor latino pela França. Correspondência, vol. II, edição de Guilherme de Castilho, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, pp. 520-521.
Castro sobre Eça de Queirós - V. abre o Eça, abre o Machado de Assis e não encontra a paridade estilográfica de que os acusaram mas V. abre dois séculos à re[c]taguarda a Voltaire («Cândido o o[p]timista», por exemplo) e nele verá já a Eça de Queirós, -- quer, por vezes, no estilo, -- quer na criação das personagens. Pangloss sobrevive em quase todos os livros de Eça. E eu estou convencido que o Eça não teve influências de Voltaire. «Carta de Ferreira de Castro a José Dias Sancho», Correio do Sul, n.º 150, Faro, 17/XII/1922.
Actualizações: 10,11,12,13,22/I/2008







































































