Uma entrevista sobre Ferreira de Castro, aqui (pp. 6-7).
Showing posts with label entrevistas. Show all posts
Showing posts with label entrevistas. Show all posts
Wednesday, July 09, 2014
Sunday, June 14, 2009
A. Lopes de Oliveira, COMO TRABALHAM OS NOSSOS ESCRITORES (1950)
Prefácio de Mário Gonçalves Viana, entrevista a Acúrcio Pereira, Amadeu de Freitas, Assis Esperança, Aurora Jardim [Aranha], Correia Marques, Eduardo Schwalbach, Ferreira de Castro, Guedes de Amorim, Hernâni Cidade, Hugo Rocha, Joaquim Paço d'Arcos, Luís d'Oliveira Guimarães, Gustavo de Matos Sequeira, Moreira das Neves, Mota Júnior, Natércia Freire, Norberto Lopes, Ramada Curto, Ribeiro Couto e Virgínia Vitorino.
Thursday, May 25, 2006
Entrevista a A. Lopes de Oliveira (4)
-- Possui ficheiro?
-- Não. Não possuo.
-- Tem método no trabalho?
-- Tanto quanto possível. O trabalho intelectual, como sabe, não pode ser feito com a rigidez de outros trabalhos.
-- Escreve à máquina?
-- Não. À mão. Mando dactilografar e depois revejo. Em seguida, torno a corrigir duas, três e mais vezes.
-- Claro que fica a forma definitiva?
-- Nalgumas páginas, sim. Mas em muitas outras ocasiões essas provas são ainda corrigidas.
(continua)
A. Lopes de Oliveira, Como Trabalham os Nossos Escritores, Lisboa, Editorial Proença, 1950
Labels:
A. Lopes de Oliveira,
entrevistas,
escrita
Tuesday, May 23, 2006
Entrevista a A. Lopes de Oliveira (3)
-- Qualquer hora lhe serve para trabalhar?
-- Não senhor. Em geral trabalho de manhã, até à hora do almoço. E, de tarde, das 17 ou 18 horas até ao jantar.
-- Mas prefere trabalhar a determinada hora?
-- Sim. Coisas de especulação intelectual prefiro fazê-las de manhã. Coisas quentes, como direi, sensuais, de tarde. Porque de tarde há mais voluptuosidade.
-- Por vezes não se sente incapacitado para o trabalho intelectual?
-- Muitas vezes se não se está incapacitado, não se está em estado propício.
(continua)
A. Lopes de Oliveira, Como Trabalham os Nossos Escritores, Lisboa, Editorial Proença, 1950.
Labels:
A. Lopes de Oliveira,
entrevistas,
escrita
Monday, May 22, 2006
Entrevista a A. Lopes de Oliveira (2)
-- Como trabalha?
A resposta não se fez esperar. Ferreira de Castro poisou a chávena de café e, tirando uma longa fumaça, disse-nos:
-- Gosto de trabalhar num ambiente de pura tranquilidade, porque assim posso mergulhar melhor no trabalho que realizo.
E acrescentou, num desabafo natural:
-- Ambicionava trabalhar à sombra duma frondosa árvore amiga, num sítio solitário, longe dos bulícios. Mas, impossível!
Ferreira de Castro acrescenta ainda:
-- E integro-me de tal forma no trabalho que estou a viver, que me esqueço de tudo e de todos.
E, a propósito, contou-nos um dos mais curiosos pormenores da sua vida laboriosa:
-- Uma vez estava a trabalhar num hotel em Nova-Iorque. De súbito, desenrolou-se uma horrível tragédia, um incêndio, cujas labaredas lambiam sofregamente parte do edifício. Minha mulher que estava num quarto ao lado assustou-se e chamou por mim, e disse-me aflitivamente o que se passava. Embora ela falasse comigo muito a sério, eu respondi-lhe automaticamente. Foi necessário ela repetir que havia um incêndio para eu despertar do meu alheamento.
(continua)
A. Lopes de Oliveira, Como Trabalham os Nossos Escritores, Lisboa, Editorial Proença, 1950.
Labels:
A. Lopes de Oliveira,
entrevistas,
escrita
Sunday, May 21, 2006
Entrevista a A. Lopes de Oliveira (1)
Na «Pastelaria Veneza», à Avenida da Liberdade, costumam reunir-se alguns homens de letras e jornalistas. Entre eles avulta Ferreira de Castro -- o escritor português cujos romances estão dando a volta ao Mundo.
Quem veja a figura desafectada de Ferreira de Castro, não adivinhará, por certo, que ela oculta na sua modéstia, simpática e afectuosa, um prosador de garra e um novelista de renome, já hoje, universal.
Pois foi ali, na «Veneza», que nós, naquela tarde, encontrámos o escritor. Nesse dia, estava sozinho, tirando longas fumaças do seu cigarro, com o olhar perdido -- quem sabe? -- nas recordações da floresta amazónica.
Sentámo-nos, junto dele, e conseguimos distraí-lo e trazê-lo às realidades da vida europeia.
Ferreira de Castro evocou-nos alguns episódios da sua aventurosa vida, através do mundo, e, foi depois disto, que a entrevista surgiu naturalmente, como a propósito da conversa que ele mesmo trouxera à baila.
Perguntámos-lhe então:
(continua)
Como Trabalham os Nossos Escritores, Lisboa, Editorial Proença, 1950
Labels:
«Veneza»,
A. Lopes de Oliveira,
entrevistas
Subscribe to:
Posts (Atom)





































































