Publicadas no ano de reabertura do Museu Ferreira de Castro, em 1992, quisemos mostrar o que era parte do seu espólio documental e fazer uma espécie de ponto de situação do escritor e da sua obra através da correspondência passiva, que -- como escrevemos então -- também dava «a medida de um homem». Hoje, felizmente, o panorama é bem outro. Uma nova edição das 100 Cartas a Ferreira de Castro só teria sentido se pudesse espelhar, minimamente, embora, esse acréscimo de reflexão entretanto dado à estampa, mantendo o propósito de ser, antes de mais, um cartão de visita do espólio documental para todos os investigadores que procuram o Museu. Sem adulterar o espírito inicial com que foi concebida, deveria ser refundida, acrescentando-se nome que haviam ficado para trás, sem suprimir nenhum dos que figuravam na edição inicial. Esta revelará cerca de três dezenas e meia de missivas inéditas, acrescentando algumas publicadas entretanto, inseridas em estudos parcelares ou de conjunto. Umas e outras estarão assinaladas em notas de rodapé, depois da respectiva cota de arquivo. A ortografia foi actualizada, a pontuação mantida, os lapsos e gralhas assinalados em nora, os timbres mantidos com a ortografia da época.
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Tuesday, April 23, 2013
Wednesday, February 24, 2010
100 Cartas a Ferreira de Castro - Nota à 2.ª edição (1)
O corpus castriano tem conhecido renovadas e heterogéneas leituras nos últimos quinze anos, numa dimensão não comparável com o panorama existente à época da primeira edição destas 100 Cartas a Ferreira de Castro. O número e a qualidade dos estudos dedicados ao escritor é muito diferente: um congresso internacional, vários colóquios, inúmeras conferências, teses universitárias, em Portugal e no estrangeiro, estudos monográficos, uma revista especializada, números temáticos de várias publicações -- em grande parte a propósito do seu nascimento, em 1998 --, um Centro de Estudos sedeado na sua terra natal, sem esquecer alguns inéditos e dispersos que entretanto saíram dos prelos. Nomes que vinham de trás, como Agustina Bessa Luís, Óscar Lopes ou Urbano Tavares Rodrigues, continuaram a produzir depoimentos, sempre merecedores de atenção; outros contribuíram também com visões enriquecedoras do nosso olhar sobre Ferreira de Castro: de Eugénio Lisboa a Pinharanda Gomes, passando por Álvaro Pina, António Cândido Franco, Bernard Emery, Carlos Jorge F. Jorge, Élcio Lucas de Oliveira, Karl Heinz Delille, Luciana Stegagno Picchio, Luís Garcia e Silva, Pedro Calheiros, para citar apenas alguns.100 Cartas a Ferreira de Castro, selecção, transcrição, comentários e notas de Ricardo António Alves, 2.ª edição, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro e Instituto Português de Museus, 1997, p. 5.
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