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Tuesday, October 06, 2009

Rocha Peixoto, OS PUCAREIROS DE OSSELA (1908)

Para fixar a lembrança desta rústica profissão moribunda, uma breve anotação tem seu lugar. Os actuais oleiros empregam dois barros, necessários para a plasticidade e consistência; um buscam-no em Lordelo, freguesia de Vila Chã do Cambra e o outro em Bustelo do Caima, na freguesia de Ossela. Misturados e pisados a maço e em seco numa pia de pedra, peneirados depois e por fim amassados à mão e com a água que baste, está pronta a pasta para ser modelada. A roda, assente e movente sobre o eixo do trabul, é a mesma, em configuração e dimensões, que se encontra nos arredores de Amarante e Baião (Portugalia, II, 75). Com o fanadouro (Id., 76) alisam as superfícies. E uma vez secas as loiças, a cocção efectua-se em covas (Id., 76 e fig. 5), e caruma, e abafando-se a fornada com terra antes de se levantar definitivamente o vasilhame.


Rocha Peixoto, «Os pucareiros de Ossela», Etnografia Portuguesa, organização, prefácio, notas e bibliografia de Flávio Gonçalves, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1990, p. 315.