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Sunday, January 22, 2012
Vítor Viçoso, A NARRATIVA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA -- AS VOZES SOCIAIS E OS UNIVERSOS DA FICÇÃO (9)
E já que nos referimos a José Régio, aproveito para abordar o lastro de que o Neo-Realismo pôde lançar mão para tornar-se no mais marcante movimento literário português no que ao romance diz respeito. Como sublinha Vítor Viçoso, o Neo-Realismo vai beber ao lirismo romântico a atenção pelo património cultural do país, preocupação de Almeida Garret com o seu Cancioneiro exemplo que teria sequência depois dele e, no Neo-Realismo, principalmente com Alves Redol e Fernando Lopes-Graça (Lopes-Graça que, quanto a mim, foi um presencista nas fileiras do Neo-Realismo…).
Sunday, August 06, 2006
Testemunhos #1 - Edmundo de Bettencourt: Ferreira de Castro e o neo-realismo

Na importante entrevista dada a Brito Câmara, a propósito da«novíssima geração» (a do neo-realismo), em face da precedente (a da presença, cronologicamente a mesma de Ferreira de Castro):
-- Quem é que, em Portugal, antes do aparecimento da actual geração, você entende estar mais próximo dela?
-- Aos novos de agora, alguns mais velhos se anteciparam. Uns, anteriormente, à margem de qualquer grupo literário ou artístico, mas esclarecidos por uma experiência de luta e de cultura, figuram hoje decididamente a seu lado com produções bem representativas da nova corrente, como Armindo Rodrigues e José Gomes Ferreira. Outros, por afinidades de atitude e conteúdo de algumas obras ou só em virtude deste último elemento, poderão ser colocados entre eles. Tal é o caso de Ferreira de Castro, acerca do qual, a leitura dos seus melhores romances, claramente nos elucida a este respeito. [...]
João de Brito Câmara, O Modernismo em Portugal (Entrevista com Edmundo de Bettencourt), edição fac-similada [1944] com prefácio de António Pedro Pita, Coimbra, Minerva, 1996, pp. 61-62
fotografia em Fado de Coimbra e...
Com pano para mangas, esta observação de Bettencourt, que separa «atitude» de «conteúdo», ou seja -- e descodificando esquematicamente: o comprometimento político obrigatório do neo-realismo com a doutrina comunista e soviética (a atitude) e uma literatura que espelha também as lutas sociais -- e aqui está a afinidade de conteúdo de Castro com a «novíssima geração» --, porém com um outro enfoque, que é, em suma o enfoque anarquista do escritor libertário.
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