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Monday, October 09, 2017

Alexandre Cabral na Casa de Camilo

Alexandre Cabral, camilianista insigne, foi também um castriano de primeira água. Estreou-se, aliás, como ensaísta em livro com Ferreira de Castro -- O Seu Drama e a Sua Obra (1940). A ele se deve -- além de vário artigos posteriores luminosos, a organização, em 1960, das «Obras Completas» de Ferreira de Castro pela Aguilar, no Rio de Janeiro, na colecção em papel bíblia. A Casa de Camilo homenageia-o com uma exposição, bibliográfica e documental.
Em 1998, tive o ensejo e o grande gosto de realizar uma iniciativa semelhante no Museu Ferreira de Castro -- no contexto da Biblioteca Camiliana de Sintra --, por ocasião de um colóquio que lhe foi dedicado. O testemunho dessa mostra pode ser lido nas actas: Ricardo António Alves, «Fragmentos da Camiliana de Sintra», Vária Escrita #6, Sintra, Câmara Municipal, 1999, pp. 117-139, a que se juntaram as «Cartas de Alexandre Cabral para Ferreira de Castro», ibidem, pp. 219-234. 

Monday, May 15, 2017

O misterioso embrulho das "cartas femininas" de Ferreira de Castro

«O misterioso embrulho das "cartas femininas", a abrir em 2050 - Dizer o indizível no Museu Ferreira de Castro»


http://w3.patrimoniocultural.pt/museus2017/public/view.php?id=782


Dia 18 de maio, 5.ª feira, pelas 18 horas.


(estão todos convidados)

Thursday, September 24, 2015

«A LÃ E A NEVE, de Ferreira de Castro: a História escreve-se no presente»

Será o tema da minha comunicação no Museu Ferreira de Castro (25, sexta, pelas 18 horas -- estão todos convidados), no âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicado ao Património Industrial.

Wednesday, September 16, 2015

marcadores

ficha:
livro: Não Há Borracha que Apague o Sonho (Museu Ferreira de Castro). Frente
autora: Luísa Ducla Soares
ilustradora: Danuta Wojciechowska
editor: Câmara Municipal de Sintra
colecção: «Museus para contar e encantar»
ano: 2005
dimensões: 21x5 cm.

Tuesday, June 09, 2015

Ana Margarida de Carvalho, no JL de hoje: "'A Selva' continua a chamar por nós, a insistir em querer dizer-nos coisas.»


O lead do artigo de Ana Margarida de Carvalho
(não confundir, como faz o JL, e muitos outros, o Museu Ferreira de Castro,
em Sintra, com a Casa-Museu Ferreira de Castro, em Ossela)


Tuesday, May 12, 2015

José Manuel Mendes fala sobre A CURVA DA ESTRADA

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
15 de Maio, sexta-feira, pelas 18 h.
no
Museu Ferreira de Castro
tel: 219238828


Wednesday, April 22, 2015

Cristina Leimart fala sobre os contos de Ferreira de Castro

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
24 de Abril, sexta-feira, pelas 19 h.
no
Museu Ferreira de Castro
tel: 219238828



Wednesday, March 25, 2015

Bruno Vieira Amaral fala sobre A MISSÃO

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
27 de Março, sexta-feira, pelas 19 h.
no
Museu Ferreira de Castro
tel: 219238828

Tuesday, March 17, 2015

Filomena Marona Beja fala sobre A TEMPESTADE

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
sexta-feira, 20 de Março, 19 h.
Museu Ferreira de Castro, Sintra
dcul.museu.fcastro.@cm-sintra.pt
(tel: 219238828)

 


Monday, January 26, 2015

Ana Margarida de Carvalho fala sobre A SELVA

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 30 de Janeiro, pelas 19 horas.
tel.: 219238828

Monday, December 08, 2014

Tiago Salazar fala sobre PEQUENOS MUNDOS E VELHAS CIVILIZAÇÕES


«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 12 de Dezembro, pelas 19 horas.
tel.: 219238828

fonte

Monday, December 01, 2014

Tuesday, November 25, 2014

João de Melo fala sobre ETERNIDADE

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 28 de Novembro, pelas 19 horas.
tel.: 219238828

Thursday, September 25, 2014

ROTEIRO CASTRIANO DE SINTRA




Ferreira de Castro, Jaime Cortesão e Luís da Câmara Reys
Sintra, Setembro de 1952

   O primeiro Roteiro Castriano de Sintra vai realizar-se no dia 26 de Setembro de 2014, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O encontro terá lugar no pátio do Museu Ferreira de Castro (Rua Consiglieri Pedroso, 34), às 14,30 h. e terminará junto ao túmulo do escritor, na Serra de Sintra.
A acompanhar o percurso, leremos textos do próprio Ferreira de Castro, de Agustina Bessa Luís, Francisco Costa, Vergílio Ferreira, Jaime Cortesão, José Gomes Ferreira, Luís de Oliveira Guimarães e Jorge Segurado, entre outros.
Recomenda-se calçado confortável.

Wednesday, July 09, 2014

entrevista

Uma entrevista sobre Ferreira de Castro, aqui (pp. 6-7).

Tuesday, January 07, 2014

Elena Muriel sobre Ferreira de Castro

No Museu Ferreira de Castro, Elena Muriel fala do seu encontro com o futuro marido, no atelier de Guilherme Filipe, no Estoril, em 1936.
Excerto do programa "O Dito e o Feito" de José Costa Pereira, realizado por João Ponces de Carvalho (RTP, 1982).

Friday, December 27, 2013

Elena Muriel (1913-2013)

Cumprem-se 100 anos sobre o nascimento de Elena Muriel Ferreira de Castro. Republico o que escrevi no Abencerragem, por ocasião do seu falecimento, em 21 de Janeiro de 2007.

[...] Foi das mulheres mais bonitas que conheci. Viúva de Ferreira de Castro, conhecera-o há 70 anos, no Estoril, ela com a sua família refugiando-se em 1936 da borrasca que se anunciava no país vizinho que era o seu; ele refugiado do tumulto do Chiado dos cafés e da conversa fiada, numa pequena casa que arrendara para escrever.
O seu encontro deu-se no atelier de Guilherme Filipe, nas Arcadas do Parque. O pintor desafiara Castro a posar para a jovem pintora espanhola, e este acedeu de imediato, fascinado pela beleza e frescura daquela jovem encantadora.
Ela tinha 23 anos e era filha-família; ele, 38, e era escritor, um autor em plena explosão das suas capacidades efabulatórias: em 1928 reeinventara(-se) com Emigrantes, diferente de tudo quanto imprimira até então, e também de tudo o que o romance português até lá apresentara aos leitores; A Selva, de 1930, fora a poderosa confirmação da veia iniciada com o livro anterior: nunca se escrevera nada como aquilo sobre a Amazónia, e hoje persiste como uma das grandes narrativas em língua portuguesa;Eternidade (1933), uma interrogação à morte, motivada pelo falecimento da sua primeira companheira, Diana de Liz, com quem vivera entre 1927 e 1930; é um livro da insurgência do homem contra o seu destino finito, mas também de rejeição do atavismo social que originava o lumpen operário e camponês, livro libertário por excelência, devorado, como os anteriores e os seguintes, pelos jovens futuros neo-realistas; em 1934, Terra Fria, análise do microcosmo quase proto-medeival do Barroso, valeu-lhe o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências.
Castro estava, pois, em grande: vivia dos seus livros e para os seus livros, que entretanto começavam a ser traduzidos. Não o suficiente, porém, para convencerem os pais de Elena a permitirem qualquer espécie de relacionamento, forçando-a a viajar para a Argentina, suficientemente longe de um artista, talvez boémio, que outro modo de vida não tinha.
Elena Muriel, contra tudo e todos, arrostou com a ira familiar, pais e irmã mais velha, e sozinha embarca para Paris, onde se encontra com Castro, aí casando em 1938. Os laços familiares só se reatam após o nascimento da filha de ambos, em 1945.
Juntos deram a volta ao mundo, em 1939. Ao contrário do que acima foi descrito, o percurso literário de Castro, que parecia ser luminoso, rapidamente se transformou num pesadelo, em face da Censura, irredutível quanto aos temas que ele desejara tratar. Um romance tendo a Revolta da Andaluzia (1931) como pano de fundo -- O Intervalo -- ficou na gaveta até 74; uma peça encomendada por Robles Monteiro para o Teatro Nacional, o problema da pena de morte como tema central, é censurada nas vésperas da representação; romances iniciados e que não passavam dos primeiros capítulos, por nem sequer valer a pena insisitir mais, ficaram na gaveta. Foi isto que levou Castro a escrever relatos de viagens. Elena acompanhou-o, e está muito presente na narrativa, e nas fotografias que fez, e nos motivos que pintou. A sua pintura de cromatismo suave, viveu largos anos na sombra do grande escritor; além disso, uma intoxicação provocada pelas tintas obrigou-a a suspender por um longo período o trabalho artístico, que retomará, episodicamente, já após a morte do seu marido, e ainda em homenagem a este, como podemos ver no Museu Ferreira de Castro, em Sintra, e na Biblioteca de Ossela (Oliveira de Azeméis).
Bati-lhe à porta em 199o/91. Preparava o meu primeiro trabalho de algum fôlego sobre ele. Nunca me esquecerei de quanto isso era importante para ela, apesar de uma injusta noção de segundo plano em que muitos a tiveram na vida do escritor. É certo que Diana de Liz foi uma intensíssima e breve relação de três anos, terminada tragicamente, deixando Ferreira de Castro à beira da loucura e do suicídio; mas os quase 40 anos de vida em comum que José Maria e Elena partilharam, tiveram esse grande horizonte da madurez do romancista pleno de  e a Neve, A Curva da EstradaA MissãoO Instinto Supremo, do artista de referência na difícil oposição ao salazarismo, na consagração nacional e internacional da sua obra, e no súbito apagamento mediático que se dá com a sua morte, dois meses após o 25 de Abril. Ela que se habituara com ele às luzes da ribalta, faria o resto de caminho como que perplexa por esse desinteresse. Desinteresse que é só aparente e mediático -- por isso, superficial --, provam-no as reedições sucessivas, os filmes, os colóquios, as «obras completas» que do Círculo de Leitores à Planeta Agostini o foram pedestalizando. Mas Castro era já um autor póstumo, en fase de reavaliação e redescoberta; e foi com essa posteridade, umas vezes demasiado distraída, outras analítica porventura em excesso, que ela teve de viver os últimos trinta anos da sua vida, como se ela própria vivesse um tempo que já não era o seu.
De Elena Muriel, guardo o sorriso de uma senhora de idade, a quem, a certa altura, a vida correspondera e gratificara pela beleza que emprestara a quem a via; e guardo a certeza do grande amor pelo seu marido e pela obra que nos legou. Nunca a esquecerei.

Sunday, December 08, 2013

Ferreira de Castro -- Três Cartas Inéditas (1)

Ao contrário da correspondência passiva disponível para consulta -- cerca de vinte mil documentos cotados no centro de documentação do Museu Ferreira de Castro --, as cartas do autor de A Selva que se conservam no espólio não vão além de algumas dezenas, entre rascunhos e dactiloscritos policopiados. A maior parte da sua epistolografia encontra-se, portanto, dispersa pelos acervos de quantos com ele se corresponderam.
Mealibra #25, série 3, Viana do castelo, 2010/11