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Sunday, September 19, 2010

Rocha Peixoto, OS PUCAREIROS DE OSSELA (1908)

As aptidões do exilado de Barbeita e dum dos oleiros do Mosteiro -- cujo pai já fora barrista de fama e galardoado na Exposição cerâmica do Palácio de Cristal, em 1882 -- confirmam os vaticínios sobre os progressos formais e decorativos do vasilhame popular, se outro fosse o aprendizado e mais remuneradora a ocupação. Despremiada, porém, como se sabe, e impotente na concorrência com outros artefactos, mesmo a despeito da sua inverosímil barateza, esta olaria regional em breve sucumbirá, restando apenas na geração que passa a reminiscência dos antigos «paneleiros», ou, como mais frequentemente os denominam, dos pucareiros da Ossela.
Rocha Peixoto, «Os pucareiros de Ossela», Etnografia Portuguesa (Obra Etnográfica Completa), edição de Flávio Gonçaves, Lisboa, Publicações Dom Quixote, «Portugal de Perto» #20, 1990.

Monday, August 10, 2009

Rocha Peixoto, OS PUCAREIROS DE OSSELA (1908)

Vão a desaparecer os ceramistas populares da freguesia de Ossela, no concelho de Oliveira de Azeméis e distrito de Aveiro. Do não mui remoto e numeroso grupo de oleiros subsistem apenas dois no lugar do Mosteiro, da freguesia aludida, e outro, de lá destacado, no lugar de Barbeita, freguesia de Castelões e concelho contíguo de Macieira de Cambra. É, pois, uma indústria local que se extingue à míngua de recursos. A exiguidade dos lucros desviou os oleiros para outras ocupações, limitando-se os que sobrevivem a venderem os seus púcaros negros nas feiras, e associando interpoladamente alguma agricultura ao seu descaroável mister.

Rocha Peixoto, «Os pucareiros de Ossela», Etnografia Portuguesa, edição de Flávio Gonçalves, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1990, p.315.