Quais os outros poetas notáveis da primeira metade do século XX mencionados por Nemésio?
Camilo Pessanha (1867-1926), autor de título único não só estava fora do critério estabelecido, como Nemésio, juntando-o a Cesário e Nobre, entre outros, parece atirá-lo para o século XIX. Não fosse esta restrição de excluir autores de livro único, talvez o poeta de Clepsidra figurasse noutro lugar.
O par Gomes Leal (1848-1921) e Guerra Junqueiro (1850-1923), ambos falecidos na década de 1920, estavam organicamente ligados ao século anterior, nunca podendo ser representativos da primeira metade do século XX, independentemente das restrições adoptadas pelo respondente.
Com Eugénio de Castro (1869-1944), que morrera apenas meia dúzia de anos antes deste inquérito -- e neste caso, cronologicamente elegível --, Nemésio vai considerá-lo como um corifeu de «um cânone estético determinado» – o simbolismo, e portanto muito particular e localizado no tempo, ou seja, pouco representativo da poesia portuguesa entre 1901 e 1950. De resto, com a excepção dos Últimos Versos (1938), Eugénio de Castro deixara de publicar em finais da década de 1920, e não fora daí que viera a poesia que se impôs, a do(s) modernismo(s).













































































