Um outro elo de proximidade foi certamente Jaime Brasil: como se sabe um dos mais íntimos amigos de Ferreira de Castro e seu biógrafo; açoriano, como Nemésio, fora o mentor literário deste, que lhe dedica o livro de poemas em francês La Voyelle Promise (1935), figurando como personagem, sob diferentes nomes, nos romances Varanda de Pilatos (1927) e Mau Tempo no Canal (1944).
Thursday, June 11, 2026
Monday, June 08, 2026
correspondências
Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro (1928) .../... «É o amargo tributo dos triunfadores, meu caro Ferreira de Castro! V. sabe-o infinitamente, psicólogo como é. Se V. tivesse ficado a meio caminho, encontraria a seu lado a grande maioria de todos os outros, que seriam, que teriam de ser forçosamente seus excelentes camaradas.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)
Monday, June 01, 2026
'Vencedores' de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em voo de pássaro (3)
Eram os benjamins, nas palavras do próprio Nemésio, da tertúlia de Brito Camacho no Café Chiado, à Rua Garrett, e de que faziam parte outros grandes vultos da política e do publicismo republicano, com especial destaque para Duarte Leite, antigo primeiro-ministro e ministro das Finanças, e também um dos mais importantes historiadores dos Descobrimentos.
Thursday, May 28, 2026
outras palavras
«Aos nove anos fiz o meu primeiro exame, ficando, de todos os examinandos, apenas eu e o filho do professor a estudar para o segundo. É que os pais dos meus condiscípulos entendiam que estes, para a vida, necessitavam apenas de "saber fazer as quatro operações e ler e escrever uma carta para o Brasil..."» «[Memórias]», Ferreira de Castro e a Sua Obra (1931)
Wednesday, May 27, 2026
'Vencedores' de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em voo de pássaro (2)
Da mesma geração (três anos de diferença – 1898/1901), ambos haviam publicado o primeiro livro em 1916: o primeiro, como sabemos, o romancete Criminoso por Ambição, escrito por volta dos 14; o segundo, um livro de poesia, Canto Matinal, composto sensivelmente com a mesma idade, os dois eliminados da respectivas bibliografias, como é normal.
Castro e Nemésio coincidiram em Lisboa, nos jornais e nos cafés, no início da década de 1920. Ter-se-ão conhecido nas redacções, ambos participaram de uma longa greve de jornalistas e tipógrafos, entre Janeiro e Maio de 1921.
Tuesday, May 26, 2026
nas palavras dos outros
Jacinto do Prado Coelho: «Ferreira de Castro só confia no Homem, mas com um firme optimismo, uma fé inteira. A missão do Homem é arrancar à Natureza aqueles que por ela vivem subjugados. O homem civilizado é mais feliz; como diz Nimuendajú, "só quem for cego pode admitir que a vida primitiva e a ignorância trazem a felicidade aos homens (p. 103)".» «"O Instinto Supremo": quando a ética se torna humanitária» In Memoriam de Ferreira de Castro (1976)
Monday, May 25, 2026
'Vencedores' de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em voo de pássaro (1)
1. O que me leva a falar de Vitorino Nemésio prende-se com a resposta a um inquérito promovido pelo Diário Popular, no final de 1950, através de José Osório de Oliveira (1900-1964) – um ex-amigo de Ferreira de Castro, conhecedor e divulgador das literaturas brasileira e das então colónias africanas. Foi ele quem alguns jovens escritores brasileiros (José Lins do Rego, Jorge Amado) com Ferreira de Castro, como estaria, sem o saber na origem do conhecimento de A Selva pelo Blaise Cendrars.
Sempre gostei muito do aspecto lúdico inerente a listas e escalas, pelo que me pareceu um tema ao mesmo tempo suficientemente interessante e ligeiro para estes Encontros*, que são sempre uma celebração de Ferreira de Castro e dos seus livros pelos seus leitores.
*Versão do texto lido nos XII Encontros Ferreira de Castro, que este ano decorreram em Ossela e Vale de Cambra, no magnífico café-concerto de centro cultural da cidade.
Thursday, May 21, 2026
dos «Pórticos»
«A meio da tarde, o barco, com novo silvo infantil, atracou em Bedrachein. Dali nos dirigimos para Mênfis, cujos remotos túmulos a minha curiosidade esquadrinhou e, depois, fatigados da andança, buscámos sombra sob as tamareiras que debruam a antiga capital do Egipto.» A Tempestade (1940)















































































