«Tudo se apresenta moreno ou ocre. É uma cidade heráldica, palácio a seguir a palácio, brasões em todas as fachadas, residências dos grandes senhores que se afastaram do povo, criando um mundo só para eles, um mundo altivo, onde em concorrência de vaidade e de poderio, cada qual procurou construir melhor e mais ostensivamente.» As Maravilhas Artísticas do Mundo (1959-63)
«De Hong-Kong, o navio, que, até ali, só fundeou nas extremidades dos continentes, despede, a toda a brida, para algumas ilhas do pacífico, ansioso de transpor o Panamá e em Nova Iorque lançar âncora, férreo ponto final em superficial capítulo. Assim é "A Volta ao Mundo colectiva", cruzeiro de luxo por mares distantes.» A Volta ao Mundo (1940-44)
«Havia um recurso: ir lá. mas ir como? Os mapas afirmavam a existência do povo remoto; os guias dos caminhos-de-ferro negavam-na terminantemente. Nas agências de viagens, os funcionários, interrogados, olhavam-nos com reservas, não fosse estarmos a caçoar com eles... / Um dia, porém, resolvi abalar de Paris, convencido de que havia de chegar a Andorra.» «Andorra», Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937-38)
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