um blogue para ir estando com o autor de A SELVA e os seus amigos de sempre: Assis Esperança, Jaime Brasil e Roberto Nobre
(desde 30 de Abril de 2006)
Monday, August 10, 2009
Rocha Peixoto, OS PUCAREIROS DE OSSELA (1908)
Vão a desaparecer os ceramistas populares da freguesia de Ossela, no concelho de Oliveira de Azeméis e distrito de Aveiro. Do não mui remoto e numeroso grupo de oleiros subsistem apenas dois no lugar do Mosteiro, da freguesia aludida, e outro, de lá destacado, no lugar de Barbeita, freguesia de Castelões e concelho contíguo de Macieira de Cambra. É, pois, uma indústria local que se extingue à míngua de recursos. A exiguidade dos lucros desviou os oleiros para outras ocupações, limitando-se os que sobrevivem a venderem os seus púcaros negros nas feiras, e associando interpoladamente alguma agricultura ao seu descaroável mister.
Rocha Peixoto, «Os pucareiros de Ossela», Etnografia Portuguesa, edição de Flávio Gonçalves, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1990, p.315.
Lamento não conhecer esses oleiros a que se refere. Há pouco tempo andei por terreas de Reguengos de Monsaraz e, em S. Pedro do Corval, visitei algumas olarias. Também se queixam, a crise parece não poupar ninguém. Mas notei em duas ou três olarias alguma pujança, criatividade e vontade de seguir em frente.
«A obra de Ferreira de Castro é como a dum filósofo pastoral:
vive da resistência que faz às desgraças do seu século.»
o Museu Ferreira de Castro (Sintra)
Óscar Lopes
«Ferreira de Castro foi o primeiro grande romancista português deste século que se determinou por problemas objectivos e não apenas por impulsos íntimos.»
o túmulo de Ferreira de Castro (Serra de Sintra)
Robert Bréchon
«Il est aussi le romancier de la Subjectivité, de la conscience de soi, de la solitude des consciences et de leur affrontement, et c’est sans doute l’aspect le plus subtil et le plus profond de son œuvre.»
Jorge Amado
«Com a arma da literatura ajudou a transformar o mundo. Foi verdadeiro escritor de nossa época, sendo, como queria Gorki, ao mesmo tempo coveiro e parteiro, coveiro de um mundo caduco, de um tempo podre, parteiro de um mundo novo, de um tempo alegre e livre.»
Stefan Zweig
«Embora não sejam escravos, esses seringueiros praticamente são mantidos em escravidão, por contratos de trabalho e pelo facto de os empresários, ainda não satisfeitos com o lucro obtido na borracha, venderem a esses infelizes trabalhadores, presos no "cárcere verde" da floresta virgem, os artigos e os víveres de que eles precisam, por preços quatro a cinco vezes superiores ao seu valor. Quem quiser conhecer todos os pormenores do horror desse período, leia o admirável romance de Ferreira de Castro, que, com grandioso realismo, descreve essa vergonhosa época.»
Livros & artigos
.
Ferreira de Castro - Uma Biografia (1898-1919) (2023)
No mar com os olhos postos em terra-capas e ilustrações de 'Emigrantes', de Ferreira de Castro (2022
Raul Brandão e os escritores anarquistas de 'A Batalha' (2017/20229
Paisagem social e estereótipo: o Egipto de Eça de Queirós (1869) e Ferreira de Castro (1935)
Ferreira de Castro: degraus de uma escadaria, 2020
A recepção de 'A Lã e a Neve'' (de 1947 à actualidade), 2017
Ferreira de Castro (1898-1974), 2017
Ferreira de Castro e a «Renovação», 2017
"Fantasia a mais, literatura a menos" -- mas não de somenos : nos 100 anos de «Criminoso..., 2016
«A Lã e a Neve», de Ferreira de Castro: a História escreve-se no presente, 2016
Ferreira de Castro - 100 anos de vida literária, 2016
Viajar com Ferreira de Castro, 2.ª edição, 2016
'O Mundo da Paz', um livro que Jorge Amado escreveu, 2015
Fernanda Menéndez e Ferreira de Castro, 2015
"Sob as velhas árvores românticas": O Significado de Sintra para Ferreira de Castro, 2014
«Emigrantes», de Ferreira de Castro (1.ª parte), 2014
Ferreira de Castro e Jorge Amado: quarenta anos de amizade, 2013
«O Diabo» de Ferreira de Castro, 2012
«Eternidade» de Ferreira de Castro: Canto de Morte e de Amor, 2011
Ferreira de Castro -- Três Cartas Inéditas, 2010-11
Formosa e Segura: Andanças de Leonor em Servidão, de Assis Esperança, 2009
Preconceito e Orgulho em A Tempestade de Ferreira de Castro, 2007-08
Chegar a Jaime Brasil Através de Ferreira de Castro (2007)
100 Cartas a Ferreira de Castro, 2.ª edição, 2007
Ferreira de Castro e a II República Espanhola, 2007
A Selva como Expressão das Ideias Libertárias de Ferreira de Castro, 2007
Jaime Brasil, «Cartas a Ferreira de Castro», 2006
Jaime Brasil, Anarquista, 2005
Museu Ferreira de Castro, 2005
Ferreira de Castro, Raul Proença e o Guia de Portugal, 2004
Viajar com Ferreira de Castro, 2004
Ferreira de Castro e João Pedro de Andrade, 2004
Ferreira de Castro e Francisco Costa: Para além das Ortodoxias, 2003
Roberto Nobre -- Uma Vida por Imagens (1903-2003), 2003
Um Medo Frio -- Breve nota sobre a memorialística castriana (2003)
Recordar Rocha Martins, 2002
«A cruel indiferença do Universo»: Raul Brandão e Ferreira de Castro, 2002
Anarquismo e Neo-Realismo -- Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século, 2002
Os Retratos de Castro por Nobre, 2001
Cinco Centenários, 2000
Cartas de Alexandre Cabral para Ferreira de Castro, 1999
Ferreira de Castro na "Cidade de Lilipute", 1998
Ferreira de Castro e Reinaldo Ferreira -- Nota Sobre a Viagem do Repórter X à Rússia, 1998
Três Escritores em Tempo de Catástrofe: Castro, Zweig e Eliade, 1998
História e Memória: Uma Leitura de Os Fragmentos, 1998
Ferreira de Castro, Entre Marinetti e Kropotkine, 1998
Do Modernismo à Actualidade, 1997
Ferreira de Castro: Um Escritor no País do Medo, 1997
A Unidade Fragmentada. Dispersos de Ferreira de Castro, 1996
Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre, 1996
Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), 1994
Cartas Inéditas a Ferreira de Castro, 1994
100 Cartas a Ferreira de Castro, 1992
Ferreira de Castro, Agitador no Brasil, 1990
.
.
Encontros Ferreira de Castro, 2013
Maratona de leitura -- EMIGRANTES - Museu Ferreira de Castro, 18 de Maio 2013, 10 h.
5 comments:
Lamento não conhecer esses oleiros a que se refere. Há pouco tempo andei por terreas de Reguengos de Monsaraz e, em S. Pedro do Corval, visitei algumas olarias. Também se queixam, a crise parece não poupar ninguém. Mas notei em duas ou três olarias alguma pujança, criatividade e vontade de seguir em frente.
Rocha Peixoto tinha razão, há 90 anos. Os púcaros de Ossela, terra de Ferreira de Castro, deixaram de se fazer...
Post a Comment