Thursday, September 06, 2018

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil» 1990 - (2, repostagem)

seringueiro - fonte
Nascido em Ossela, Oliveira de Azeméis, em 1898, Ferreira de Castro emigrou para o Brasil aos 12 anos, embarcando no vapor «Jerôme», rumo a Belém do Pará.
A experiência dos quatro anos que passou no seringal, ironicamente chamado «Paraíso», foi matéria de que se serviu para escrever um romance que evoca os deserdados do Ceará e do Maranhão, gente que demandava a selva sonhando com uma vida melhor, mas que ficava para sempre agrilhoada ao «inferno verde».

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil», O Jornal, Lisboa, 2 de Novembro de 1990.

Tuesday, September 04, 2018

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil» 1990 - (1, repostagem)

[Artigo publicado no semanário O Jornal, de Lisboa, em 2 de Novembro de 1990. Apesar de esquemático, e de o assunto já então haver sido aprofundado na tese de Bernard Emery, José Maria Ferreira de Castro et le Brésil (1981), que à época eu desconhecia, posto-o aqui pela curiosidade de se tratar do meu primeiro escrito sobre o romancista.]


O mais conhecido romance de Ferreira de Castro, publicado há 60 anos*  pela Livraria Civilização, do editor Américo Fraga Lamares, desencadeou uma grande polémica no Brasil em 1934 (1), quando ali foi editado.
Em 1930, Ferreira de Castro era um jornalista prestigiado, que presidiu aos destinos do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (à sua direcção se deve um protesto contra a censura, em 1927, bem como a edição da colectânea Uma Hora de Jornalismo, no ano seguinte, que reuniu textos de grandes nomes da imprensa da época), e um literato conhecido nos meios intelectuais lisboetas, mas de modo algum um autor consagrado. (2)


* O artigo é de 1990.
(1) 1935, no texto.
(2) Enfim, hoje seria mais cuidadoso. Emigrantes, publicado em 1928, já concitara imensas atenções, tendo a primeira edição esgotado rapidamente. Nesta altura, preparava-se já a 3.ª edição.


Thursday, June 28, 2018

Ferreira de Castro em Teerão


Está em cena, em Teerão, uma adaptação de A Missão, por Kiomars Moradi.
Ver aqui, aqui e aqui.

Thursday, June 14, 2018

Tuesday, April 17, 2018

Alexandre Cabral

O também castriano é evocado numa exposição na Casa de Camilo.

Tuesday, March 27, 2018

castrianas: Humberto de Campos sobre A SELVA


«Os outros falaram da natureza, dos seus prodígios e mistérios; ele fala do animal temerário que pretende subjugá-la, e que, vencido na sua luta com a terra-virgem, rola, morto, mas de bruços, mordendo-a ainda, e abraçado com ela.» Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1930)

 

Tuesday, March 13, 2018

castrianas: José María de Acosta sobre EMIGRANTES



«La odisea del emigrante, su êxodo a la conquista del velocino de oro, está narrado de mano maestra». José María de Acosta,  A.B.C., Madrid (1930?)

Monday, March 05, 2018

castrianas: Jorge Amado sobre Ferreira de Castro

«Com a arma da literatura ajudou a transformar o mundo. Foi verdadeiro escritor de nossa época, sendo, como queria Gorki, ao mesmo tempo coveiro e parteiro, coveiro de um mundo caduco, de um tempo podre, parteiro de um mundo novo, de um tempo alegre e livre.» (1966)

Monday, October 09, 2017

Alexandre Cabral na Casa de Camilo

Alexandre Cabral, camilianista insigne, foi também um castriano de primeira água. Estreou-se, aliás, como ensaísta em livro com Ferreira de Castro -- O Seu Drama e a Sua Obra (1940). A ele se deve -- além de vário artigos posteriores luminosos, a organização, em 1960, das «Obras Completas» de Ferreira de Castro pela Aguilar, no Rio de Janeiro, na colecção em papel bíblia. A Casa de Camilo homenageia-o com uma exposição, bibliográfica e documental.
Em 1998, tive o ensejo e o grande gosto de realizar uma iniciativa semelhante no Museu Ferreira de Castro -- no contexto da Biblioteca Camiliana de Sintra --, por ocasião de um colóquio que lhe foi dedicado. O testemunho dessa mostra pode ser lido nas actas: Ricardo António Alves, «Fragmentos da Camiliana de Sintra», Vária Escrita #6, Sintra, Câmara Municipal, 1999, pp. 117-139, a que se juntaram as «Cartas de Alexandre Cabral para Ferreira de Castro», ibidem, pp. 219-234. 

Tuesday, September 12, 2017

Wednesday, September 06, 2017

Ferreira de Castro metido na "Operação Marquês"

"Esquina do mundo": metáfora célebre entre os madeirenses, surge em Eternidade para situar o café Golden Gate, no Funchal, serviu agora a Filipe Pinhal como ilustração da queda dalguns anjos. Ferreira de Castro na Operação Marquês: parece que está lá mesmo tudo.