Tuesday, November 22, 2016
Friday, November 18, 2016
ETERNIDADE, nos "Sábados de Leitura" (Feijó)
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| 1.ª ed., 1933 |
Amanhã, na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, pelas 15 horas, o livro a debater na comunidade "Sábados de Leitura", será Eternidade. E eu lá estarei, para falar um pouco e, sobretudo, para ouvir e aprender, que é o que normalmente sucede nestes clubes de leitura.
Tuesday, November 08, 2016
e ainda...
Esta sexta, pelas 21.30h, estarei na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro,
em Oliveira de Azeméis, no âmbito das comemorações.
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Thursday, October 20, 2016
Thursday, October 13, 2016
Colóquio A LÃ E A NEVE - UBI
«A recepção de A Lã e a Neve - de 1947 à actualidade», título da minha comunicação
neste colóquio organizado pela UBI.
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Sunday, October 09, 2016
Monday, September 12, 2016
Sintra cultural, nas palavras de Vítor Serrão
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| fonte |
A história de Sintra confunde-se com a História da Arte em Portugal e dela constitui um capítulo brilhante. Impossível responder de modo rápido a esta questão, mas é certo que há nomes que não se podem deixar de referir nesse balanço de síntese, como sejam o escultor renascentista Nicolau Chanterene, ou o arquitecto Francisco de Holanda, ou o pintor quinhentista Diogo de Contreiras, ou o azulejista Oliveira Bernardes, ou o Barão de Eschewege, arquitecto do Palácio da Pena, senão o rei-artista D. Fernando II, o príncipe por excelência do Romantismo sintrense – e tantos, tantos outros, ao longo dos séculos, sem esquecer os escritores, de Camões a Ferreira de Castro…
Wednesday, September 07, 2016
FERREIRA DE CASTRO E A SUA OBRA LITERÁRIA (Nogueira de Brito)
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| por Baltazar |
«Ferreira de Castro, a quem acaba de ser prestada homenagem de admiração pelo seu talento* é, na moderna geração literária, um dos valores mais curiosos pela orientação mental que tem inspirado à sua obra de reconstrução moral e psíquica. O escritor que deu ultimamente às letras portuguesas um formoso livro, «Emigrantes», é, antes de tudo, um emotivo severo, pautado, sem arremedos de sentimentalismos pueris, nem devaneios lânguidos de compreensão de sentimento ou de ternura. O que caracteriza a literatura de Ferreira de Castro é a incidência do bom gosto estético na observação filosófica dos factos e dos índivíduos, levada a um grau de conclusão e apuro exactos, que faltam à maioria dos escritores que trilharam o caminho por onde ele segue, sem um desvio, sem uma tergiversação, sem uma «falha».
Os tipos, que a sua obra incarna, são exemplos da vida, e não há um gesto, um vinco de fisionismo que não atinjam uma verdade irrefutável, um sentido de exactidão a que não está acondicionado o género novela, tão escassamente conseguido. Carácter e individualidade, moral e temperamento, tendências e atavismos, andam na obra de Ferreira de Castro como coisa existente, a valer, sem deformação, sem tintas esmorecidas, antes com um vinco de beleza moral e uma característica de perfeição honrosa que impressionam. Em Ferreira de Castro não há elevação "estudada" do sentir afeiçoado à exigência da efabulação, a rebuscada irradiação de emotismo coado pela oportunidade mais ou menos feliz; há, sim, a espontaneidade que nasce da cena real da existência, sem qualquer assomo de artifício, sem clangores de retumbâncias festivas, nem estilizações frívolas de colorismos doentios e insinceros. É uma obra feita de justeza, de equilíbrio, de calma e objectivação e dela fica a semente a lançar à terra em futuras colheitas de análise sentimental, em próximas depurações de psiquismos e de vibracionismo íntimo.
Prestar, pois, homenagem a Ferreira de Castro, é encarecer, alentar uma corrente literária que, estando dentro dos moldes contemporâneos, como estética e realização espiritual, prepara um ambiente moral de que irão aproveitando os que lêem a sua interessante produção.»
* Este banquete de homenagem, realizado em Janeiro de 1929, de que há registo fotográfico, foi uma manifestação de desagravo pela campanha dos sectores nativistas brasileiros contra Emigrantes, romance pretensamente 'anti-brasileiro' na visão estreita daqueles.
Ferreira de Castro e a Sua Obra, edição de Jaime Brasil, Porto, Livraria Civilização, 1931.
Nota - Francisco Nogueira de Brito (Lisboa, 1883-1946). Crítico, historiador de arte e olisipógrafo, musicólogo, é um dos intelectuais libertários que assegura colaboração de grande qualidade no Suplemento de A Batalha e no início d'O Diabo.
Os tipos, que a sua obra incarna, são exemplos da vida, e não há um gesto, um vinco de fisionismo que não atinjam uma verdade irrefutável, um sentido de exactidão a que não está acondicionado o género novela, tão escassamente conseguido. Carácter e individualidade, moral e temperamento, tendências e atavismos, andam na obra de Ferreira de Castro como coisa existente, a valer, sem deformação, sem tintas esmorecidas, antes com um vinco de beleza moral e uma característica de perfeição honrosa que impressionam. Em Ferreira de Castro não há elevação "estudada" do sentir afeiçoado à exigência da efabulação, a rebuscada irradiação de emotismo coado pela oportunidade mais ou menos feliz; há, sim, a espontaneidade que nasce da cena real da existência, sem qualquer assomo de artifício, sem clangores de retumbâncias festivas, nem estilizações frívolas de colorismos doentios e insinceros. É uma obra feita de justeza, de equilíbrio, de calma e objectivação e dela fica a semente a lançar à terra em futuras colheitas de análise sentimental, em próximas depurações de psiquismos e de vibracionismo íntimo.
Prestar, pois, homenagem a Ferreira de Castro, é encarecer, alentar uma corrente literária que, estando dentro dos moldes contemporâneos, como estética e realização espiritual, prepara um ambiente moral de que irão aproveitando os que lêem a sua interessante produção.»
* Este banquete de homenagem, realizado em Janeiro de 1929, de que há registo fotográfico, foi uma manifestação de desagravo pela campanha dos sectores nativistas brasileiros contra Emigrantes, romance pretensamente 'anti-brasileiro' na visão estreita daqueles.
Ferreira de Castro e a Sua Obra, edição de Jaime Brasil, Porto, Livraria Civilização, 1931.
Nota - Francisco Nogueira de Brito (Lisboa, 1883-1946). Crítico, historiador de arte e olisipógrafo, musicólogo, é um dos intelectuais libertários que assegura colaboração de grande qualidade no Suplemento de A Batalha e no início d'O Diabo.
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Saturday, September 03, 2016
Thursday, July 28, 2016
Tuesday, July 19, 2016
EMIGRANTES: Entre a terra idílica e a terra ingrata
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Thursday, July 07, 2016
Wednesday, June 29, 2016
Saturday, June 25, 2016
"Uma página de Ferreira de Castro"
Todos os anos, num fim-de-semana de Maio, o CEFC promove os Encontros Ferreira de Castro, que reúne estudiosos e leitores, em que às comunicações mais ou menos informais se seguem passeios e convívio por aquelas paragens de Ossela, Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra.
Os encontros começam sempre nas sextas à noite na adega da casa onde o escritor nasceu. A partir deste ano, lançámos o desafio a cada um dos participantes a escolherem uma passagem, lendo-a aos restantes, seguindo-se um diálogo entre os presentes.
Houve dez que se chegaram à frente, tendo eu registado a origem das escolhas. Na ficção: Emigrantes (1), A Selva (2), Terra Fria (2), A Curva da Estrada (1), A Missão (1); não-ficção: Ecos da Semana, O Segredo das Nossas Derrotas -- Como eu fui preso no Limoeiro, Mensagem (1949).
Para o ano haverá mais.
Thursday, June 16, 2016
Thursday, June 02, 2016
Ferreira de Castro na BNL

O meu texto para a a mostra com que a Biblioteca Nacional, em parceria com o CEFC, assinala o centenário da publicação do primeiro livro de Ferreira de Castro, Criminoso por Ambição, escrito aos 14-15 anos, ainda na Amazónia. De 8 de Junho a 29 de Julho.
Friday, May 27, 2016
Monday, May 23, 2016
Tuesday, May 10, 2016
«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (8)
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Mas é outra a Natureza que o cativa: a placidez do Vale de Ossela, o verde
minhoto, a paisagem de Sintra. Num texto de 1964, «O último quarto de hora
da minha vida», o escritor assinala inequivocamente a sua propensão
metafísica para essa simbiose de matéria e espírito, que se manifesta não
apenas no indivíduo José Maria Ferreira de Castro e também na própria obra e
estilo do romancista, como acima se assinalou:
«[…] Toda a minha existência de homem e de escritor está vinculada a esta paixão. Foi
em convívio com a Natureza que os sentimentos de amor se sublimaram sempre em
mim, foi em contacto com ela que elaborei a maioria das páginas que tenho escrito. As
minhas demoradas estadas nesse pequeno mundo de beleza insigne que é Sintra, com
tantas veredas dum intimismo lírico, tantos rincões secretos onde a poesia habita e tanta
espiritualidade pairante, como se tudo propiciasse, às horas vespertinas, uma perfeita e
voluptuosa fusão dos corpos e das almas, devem-se à irresistível fascinação que em
mim exercem as grandes e verdes paisagens. […]» (in Museu Ferreira de Castro –
Periódicos, MFC/D – Ferreira de Castro, «O último quarto de hora da minha vida», O
Século Ilustrado #1369, Lisboa, 28 de Março de 1964: 12).
(artigo completo)
Thursday, May 05, 2016
«Paisagens Culturais em Ferreira de Castro»
Um colóquio pro suculento organizado pela UTAD, assinalando os 100 anos de publicação do primeiro livro, romancinho Criminoso por Ambição. Uma pena não poder assistir.
(programa em baixo)
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