No que respeita às dimensões de cada uma das entradas, com as idades respectivas, uma vez que o Dicionário Universal de Literatura é o único em que estes romancistas, que são contemporâneos, estão em actividade.
1. Ferreira de Castro (42 anos)
*. (Júlio Dinis)
2. Fernando Namora (21 anos)
3. Manuel Ribeiro (62 anos)
4. Aquilino Ribeiro (55 anos)
5. José Rodrigues Miguéis (39 anos)
6. Maria Archer (41 anos)
7. Joaquim Paço d'Arcos (32 anos)
8. Assis Esperança (48 anos)
9. Alves Redol (29 anos)
Friday, April 03, 2015
Thursday, April 02, 2015
Ferreira de Castro nos dicionários (6): Júlio Dinis no Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão
| Dicionário Universal de Literatura |
Como referi no primeiro post desta série, a ideia de incluir Júlio Dinis como única excepção neste garimpo de Ferreira de Castro e mais nove romancistas seus contemporâneos pelos dicionários literários, históricos e de autores, foi a de verificar as oscilações quanto à sua representatividade, sem dúvida com resultados mais interessantes do que verificaria com Camilo ou Eça. No fim desta prospecção, perceberei se esta minha ideia, um tanto ou quanto bizarra, teve alguma razão de ser.
Júlio Dinis (´"Julio Diniz (1839-1871)"). Verbete muito bem feito no que respeita à biografia, caracterização da obra, referência a póstumos, bibliografia passiva e traduções. Referências críticas: Alexandre Herculano e Eça de Queirós.
Ficha:
pág.; 364
dimensões: 30,5 cm.
palavras: --
caracteres: --
retrato: sim
Wednesday, April 01, 2015
Ferreira de Castro nos dicionários (5): Joaquim Paço d'Arcos, Alves Redol e Fernando Namora no Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão
| Dicionário Universal de Literatura |
Joaquim Paço d'Arcos ("Paço d'Arcos -- (Joaquim) -- 1908"). Bibliografia, biografia e episódios de vida literária, referência crítica (João Gaspar Simões).
Ficha:
pág.: 876-877
dimensões: 14,1 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: sim
Alves Redol ("Alves Redol"). Dos dez escritores referidos é o único que está ainda remetido para o apêndice "Registo Sumário de Autores", provavelmente por falta de referências biográficas. No que respeita à bibliografia, está actualizada: Glória [Uma Aldeia do Ribatejo], Gaibéus, e Nasci com Passaporte de Turista (embora com erro no título).
Ficha:
pág.: 930
dimensões: 3 linhas
plavras: --
caracteres: --
foto: não
| Dicionário Universal de Literatura |
Fernando Namora ("Namora -- (Fernando) -- 1919"). É o último e mais jovem autor com verbetes próprios neste dicionário que começa em Homero. Assim é salientado (e como tal enaltecido) por Perdigão, no verbete que remata a obra. Referências biográficas, bibliográficas e críticas (João Gaspar Simões, José Osório de Oliveira e Pierre Hourcade).
Ficha:
pág. 888
dimensões: 27,6 cm.
palavras: --
caracteres:
--
foto: sim
Fereira de Castro nos dicionários (4): Assis Esperança, Maria Archer e Rodrigues Miguéis no Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão
| Dicionário Universal de Literatura |
Assis Esperança ("Assis Esperança -- (António) -- 1892"). Mera descrição bio-bibliográfica e outra informação pessoal.
Ficha:
pags.: 801
dimensões: 10,1 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: sim
José Rodrigues Miguéis ("Rodrigues Miguéis -- (José Claudino) -- 1901"). Referências bibliográficas exaustivas e percurso para-literário pormenorizado; referência crítica (António Sérgio).
Ficha:
págs.: 851
dimensões: 20,8 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: não
Maria Archer (Archer -- (Maria) -- 1905*") Percurso biobibliográfico pormenorizado, dentro dos limites possíveis. Referência crítica (João Gaspar Simões)
Ficha:
págs.: 865-866
dimensões: 15,1 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: não
Há alguma confusão com o ano do nascimento. Alguns autores situam-no em 1899, outros em 1905.
Maria Archer (Archer -- (Maria) -- 1905*") Percurso biobibliográfico pormenorizado, dentro dos limites possíveis. Referência crítica (João Gaspar Simões)
Ficha:
págs.: 865-866
dimensões: 15,1 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: não
Há alguma confusão com o ano do nascimento. Alguns autores situam-no em 1899, outros em 1905.
Ferreira de Castro nos dicionários (3) Manuel Ribeiro e Aquilino Ribeiro no Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão
| Dicionário Universal de Literatura |
Manuel Ribeiro. ("Ribeiro (Manuel) -- 1879"). Percurso biográfico e ideológico, referências bibliográficas, referência crítica (citação de António Sérgio) e situação profissional.
Ficha:
págs.: 900-001
dimensões: 24,9 cm.
palavras: --
caracteres: --
foto: sim
Aquilino Ribeiro: ("Ribeiro (Aquilino) -- 1885"). Biografia e bibliografia, alusão à opulência estilística, não recolhendo então aprovação unânime (João Gaspar Simões), referência crítica (Aubrey Bell).
Ficha:
pág.: 733
dimensões: 21, 5 cm.
palavras --
caracteres --
foto: não
Tuesday, March 31, 2015
Ferreira de Castro nos dicionários (2): Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão
| Dicionário Universal de Literatura |
Dicionário Universal de Literatura, 2.ª edição, Porto, Edições Lopes da Silva, 1940. Obra notável, trabalho hercúleo de um único autor, Henrique Perdigão (1888-1944), também editor e livreiro (Livraria Latina). Como já referi, recorro a esta edição, uma vez que a primeira (1935) contemplava apenas autores já falecidos. Prefaciada por Bento Carqueja, está organizado cronologicamente, com indíces alfabético e remissivo, págs. 999-1038.
Ferreira de Castro ("Ferreira de Castro -- (José Maria) -- 1898").. Entrada rica de pormenores biográficos e informação bibliográfica (com pequenas falhas), socorrendo-se de referências de terceiros para a caracterização da obra (Humberto de Campos, Compton McKenzie, Fidelino de Figueiredo e articulistas não identificados da imprensa alemã e francesa). Publicado em fascículos, introduz uma adenda (p. 915) para mencionar a edição do último livro do autor, A Tempestade.
Ficha:
págs: 823-834; 915.
dimensões: 54,4 cm
palavras: --
caracteres: --
foto: sim.
Monday, March 30, 2015
Sunday, March 29, 2015
Ferreira de Castro nos dicionários (1) Apresentação
Um divertimento que vou apresentar na tertúlia informal dos III Encontros Castrianos, que se realiza todos os anos, em Maio, em Ossela, Oliveira de Azeméis, terra natal do escritor.
Metodologia e critérios. Serão consultadas obras de referência, de que irei dando conta, organizadas segundo o sistema de entradas alfabéticas. Não apenas dicionários de literatura, mas também repositórios de autores em sentido amplo, dicionários de história, e as duas principais enciclopédias.
Caracterizarei cada um dos verbetes que lhe são dedicados, e procurarei uma conclusão no final.
Não basta, porém, ficar pelo próprio Ferreira de Castro, há que confrontar o seu lugar nos dicionários em confronto com outros autores mais ou menos contemporâneos e ver, quantitativamente, o espaço que cada um ocupa. Para não misturar alhos com bugalhos, cingir-me-ei àqueles escritores que podem ser considerados essencialmente romancistas, ficando de fora autores como Raul Brandão, José Régio e Vitorino Nemésio, cuja bibliografia se espraia por vários géneros literários.
O ponto de partida será a segunda edição do Dicionário Universal de Literatura, de Henrique Perdigão, Porto, 1940 (a primeira edição, de 1935, restringia-se a autores já falecidos), sendo contemplados neste inventário apenas escritores que são já trabalhados por Perdigão
Tive de reduzir o plano inicial, que abarcava mais escritores, optando por dois romancistas de gerações anteriores, mas ainda em actividade à data das pesquisas de Perdigão: Manuel Ribeiro e Aquilino Ribeiro; dois contemporâneos de Ferreira de Castro: Assis Esperança e José Rodrigues Miguéis; e, finalmente, três outros da geração seguinte: Joaquim Paço d'Arcos, Alves Redol e Fernando Namora.
Mas quero ir ainda um pouco mais além, comparando estes lugares de Ferreira de Castro com os de outro escritor tal como ele muito discutido, mas também de indiscutível lugar de destaque no cânone literário português: Júlio Dinis.
No final, verei se fez sentido.
Em tempo (1-IV-2015): Incluirei também nesta prospecção Maria Archer. A maior ficcionista da sua geração, embora com muita obra publicada de temática africana (recolhas, ensaios), em literatura propriamente dita, foi na ficção narrativa que se distinguiu.
Em tempo (1-IV-2015): Incluirei também nesta prospecção Maria Archer. A maior ficcionista da sua geração, embora com muita obra publicada de temática africana (recolhas, ensaios), em literatura propriamente dita, foi na ficção narrativa que se distinguiu.
Wednesday, March 25, 2015
Bruno Vieira Amaral fala sobre A MISSÃO
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
27 de Março, sexta-feira, pelas 19 h.
no
Museu Ferreira de Castro
tel: 219238828
Tuesday, March 17, 2015
Filomena Marona Beja fala sobre A TEMPESTADE
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
sexta-feira, 20 de Março, 19 h.
Museu Ferreira de Castro, Sintra
dcul.museu.fcastro.@cm-sintra.pt
(tel: 219238828)
sexta-feira, 20 de Março, 19 h.
Museu Ferreira de Castro, Sintra
dcul.museu.fcastro.@cm-sintra.pt
(tel: 219238828)
Saturday, March 07, 2015
Cartas Inéditas a Ferreira de Castro (4)
Lopes de Mendonça, o autor dos versos de A Portuguesa, além de erudito historiógrafo da náutica dos Descobrimentos era um exigentíssimo estilista. A sanção* de uma figura deste peso já histórico -- concorrera com Eça de Queirós a um mesmo concurso promovido pela Real Academia das Ciências, tendo o seu Duque de Viseu logrado alcançar o discutido favor do júri em detrimento de A Relíquia --, constituiria para o jovem literato que se fez a si próprio uma distinção de modo algum desprezável. Vinha já longe o tempo de algumas ousadias alardeadas pelo Mas... (1921)
(cont.)
* Mendonça escreve sobre A Selva, em 1930.
Cartas Inéditas a Ferreira de Castro, lida e anotadas por Ricardo António Alves, Vária Escrita #1, Sintra. Câmara Municipal, 1994.
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Mas...,
motu proprio
Wednesday, February 18, 2015
Filomena Oliveira fala sobre SIM, UMA DÚVIDA BASTA
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 20 de Fevereiro, pelas 19 horas.
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
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Sim Uma Dúvida Basta
Wednesday, February 11, 2015
Miguel Real fala sobre A EXPERIÊNCIA
13 de Fevereiro, 19 horas, no Musa - Museu das Artes de Sintra
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
Monday, January 26, 2015
Ana Margarida de Carvalho fala sobre A SELVA
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 30 de Janeiro, pelas 19 horas.
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828

Tuesday, January 20, 2015
memórias do jornalismo
Uma brve apreciação sobre algumas memórias do jornalismo de Ferreira de Castro, no Ecosfera: http://ecosferaportuguesa.blogspot.pt/2015/01/memorias-de-jornalistas.html
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Tuesday, January 13, 2015
Manuel da Silva Ramos fala sobre A LÃ E A NEVE
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No MU.SA -- Museu das Artes de Sintra, sexta-feira, 16 de Janeiro, pelas 19 horas.
informações: museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
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Manuel da Silva Ramos
Monday, January 12, 2015
Wednesday, January 07, 2015
Saturday, January 03, 2015
Francesc Ferrer i Guardia
O boletim libertário açoriano Vida Nova republica um texto de Ferreira de Castro n'A Batalha, evocando a execução do pedagogo anarquista catalão Francesc Ferrer i Guàrdia.
(lido aqui)
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Francesc Ferrer i Guàrdia
Wednesday, December 17, 2014
castrianas - Joaquim Manso
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| Joaquim Manso retratado por Guilherme Filipe Museu J. Manso, Nazaré |
Manso começa por estabelecer um fio condutor a partir do romance anterior, Emigrantes, relevando «a mesma esteira de atribuir voz e eloquência às coisas mudas, sujeitas a cadeias milenares». Segue-se a exposição dos dois eixos sobre que assenta a narrativa: o aspecto social dos seringueiros, desterrados e explorados na extracção do látex na brenha amazónica, e a massa vegetal onde ela decorre, matéria-prima que lhe subjaz do princípio ao fim.
E, finalmente, expõe o estilo e a capacidade descritiva do autor («soube conciliar o inconciliável»), pela forma como arrostou com as dificuldades literárias e estéticas que o assunto implicava:
«Não há aspecto, ruído, palpitação, cambiante, grito ou rugido, labareda ou incêndio, fragor ou deslizar de sombras que ele não haja surpreendido, na sua ardorosa gestação ou revelação.»
Joaquim Manso, «Pintura sóbria, verdadeirta...», Ferreira de Castro e a Sua Obra, edição de Jaime Brasil, Porto, Livraria Civilização, 1931.
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Monday, December 08, 2014
Tiago Salazar fala sobre PEQUENOS MUNDOS E VELHAS CIVILIZAÇÕES
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 12 de Dezembro, pelas 19 horas.
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
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| fonte |
Tuesday, December 02, 2014
Monday, December 01, 2014
Ferreira de Castro evocado por João de Melo
No Museu Ferreira de Castro, em 28 de Novembro de 2014
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João de Melo,
Museu Ferreira de Castro
Tuesday, November 25, 2014
João de Melo fala sobre ETERNIDADE
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No Museu Ferreira de Castro, sexta-feira, 28 de Novembro, pelas 19 horas.
informações: dcul.museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
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Eternidade,
João de Melo,
Museu Ferreira de Castro,
vária
Tuesday, November 18, 2014
Tuesday, November 11, 2014
Joana Bértholo fala sobre EMIGRANTES
«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No MU.SA -- Museu das Artes de Sintra, sexta-feira, 14 de Novembro, pelas 19 horas.
informações: museu.fcastro@cm-sintra.pt;
tel.: 219238828
Tuesday, October 28, 2014
Thursday, October 09, 2014
Thursday, September 25, 2014
ROTEIRO CASTRIANO DE SINTRA
O primeiro Roteiro Castriano de Sintra vai realizar-se no dia 26 de Setembro de 2014, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O encontro terá lugar no pátio do Museu Ferreira de Castro (Rua Consiglieri Pedroso, 34), às 14,30 h. e terminará junto ao túmulo do escritor, na Serra de Sintra.
A acompanhar o percurso, leremos textos do próprio Ferreira de Castro, de Agustina Bessa Luís, Francisco Costa, Vergílio Ferreira, Jaime Cortesão, José Gomes Ferreira, Luís de Oliveira Guimarães e Jorge Segurado, entre outros.
Recomenda-se calçado confortável.
![]() |
| Ferreira de Castro, Jaime Cortesão e Luís da Câmara Reys Sintra, Setembro de 1952 |
O encontro terá lugar no pátio do Museu Ferreira de Castro (Rua Consiglieri Pedroso, 34), às 14,30 h. e terminará junto ao túmulo do escritor, na Serra de Sintra.
A acompanhar o percurso, leremos textos do próprio Ferreira de Castro, de Agustina Bessa Luís, Francisco Costa, Vergílio Ferreira, Jaime Cortesão, José Gomes Ferreira, Luís de Oliveira Guimarães e Jorge Segurado, entre outros.
Recomenda-se calçado confortável.
Tuesday, August 05, 2014
Fechou "a esquina do mundo"
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| Ricardo Velosa |
O Golden Gate Grand Café, que após a publicação do romance Eternidade (1933) ficou conhecido como "A Esquina do Mundo", fechou as portas, insolvente.
Escreveu Ferreira de Castro: «Aquele ângulo do Funchal era entre as esquinas do Mundo, uma das mais dobradas pelo espírito cosmopolita do século. Em viagem de recreio ou em trânsito para as Áfricas e Américas, davam volta ao cunhal do Golden Gate diariamente, homens e mulheres de numerosas raças, a passo vagaroso, o nariz no ar, as mãos carregadas de cestos, de garrafas, e de bordados da Madeira»
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Thursday, July 31, 2014
Friday, July 11, 2014
Thursday, July 10, 2014
uma + uma antologia de Cabral do Nascimento sobre a Madeira
Com o mesmo excerto de Eternidade: "As levadas".
NASCIMENTO, Cabral do, Lugares Selectos de Autores Portugueses que Escreveram Sobre o Arquipélago da Madeira, Lisboa, Delegação de Turismo da Madeira, 1949; Tipografia Ideal, Lisboa; 277 págs.; 19,2x13,6x3 cm.; broch.
Género: Antologia. Autores antologiados: António Feliciano de Castilho, D. António da Costa, Travassos Valdez, Bulhão Pato, Garcia Ramos, Júlio Dinis, M. Teixeira-Gomes, Brito Camacho, P.e Fernando da Silva, Raul Brandão, J. Reis Gomes, Virgínia de Castro e Almeida, Luzia, Sousa Costa, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Assis Esperança, Henrique Galvão, Ferreira de Castro, Sant’Ana Dionísio, João Ameal, Luís Teixeira, Hugo Rocha, Luiz Forjaz Trigueiros, Cabral do Nascimento.
[ actualização]NASCIMENTO, Cabral do, A Madeira, Lisboa, Livraria Bertrand, s.d.; colecção: «Antologia da Terra Portuguesa» #2; impressão: Imprensa Portugal-Brasil, Venda Nova; 166 págs.; 17,5x12x1,3 cm; broch.
Género: Antologia. Autores antologiados: Luís de Camões, Manuel Constantino, Manuel Tomás, Medina e Vasconcelos, Francisco Álvares de Nóbrega, António Feliciano de Castilho, Francisco Maria Bordalo, D. António da Costa, Francisco Travassos Valdês, Bulhão Pato, José Ramos Coelho, Visconde de Ervedal da Beira, Acúrsio Garcia Ramos, Júlio Dinis, Manuel Pinheiro Chagas, Gomes Leal, Pedro Ivo, Mariana Xavier da Silva, M. Teixeira-Gomes, João Augusto Martins, Brito Camacho, José Cupertino de Faria, António Nobre, Raul Brandão, J. Reis Gomes, Delfim Guimarães, Virgínia de Castro e Almeida, Luzia, Sousa Costa, João Gouveia, António Sérgio, Jaime Cortesão, Oldemiro César, António Ferreira, Julião Quintinha, Norberto de Araújo, Assis Esperança, Henrique Galvão, António Montês, Cabral do Nascimento, Ferreira de Castro, Ernesto Gonçalves, J. Vieira Natividade, José Osório de Oliveira, Norberto Lopes, Vitorino Nemésio, João Ameal, Sant’Ana Dionísio, José Loureiro Botas, Luís Teixeira, Hugo Rocha, Ricardo Jardim, Joaquim Paço d’Arcos, João de Brito Câmara, Pedro de Moura e Sá, António Ramos de Almeida, Miguel Trigueiros.
Wednesday, July 09, 2014
Monday, July 07, 2014
Wednesday, July 02, 2014
Tuesday, July 01, 2014
100 Cartas a Ferreira de Castro (4)
Mas as Cartas revelam também, em tempo de autoritarismo, como o escritor, atento ao seu semelhante, e para quem a arte além de ser também servia, se mostrou sempre à altura do humanismo que os seus livros encerram, nunca abdicando do exercício da cidadania e da solidariedade, quando os seus valores o impunham ou uma missiva aflita o solicitava.
Da "Apresentação" das 100 Cartas a Ferreira de Castro, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro, 1992.
Wednesday, June 25, 2014
incidentais #21 -- fixar pela ficção
Ainda o «Pórtico» de Terra Fria:
*Referência a Andorra, e aos homens e mulheres que viu insulados por entre as montanhas, na viagem que fez em 1929. Neste romance de 1934, de novo a curiosidade pelas formas mais arcaicas de convivência. No Inverno e na Primavera de 1933, Castro deslocou-se ao Barroso com o intuito de fixar pela ficção a cultura daquele povo, os modos de viver e pensar, a mentalidade atávica duma sociedade comunitária e patriarcal, esquecida e deixada a si própria. Não por acaso, Castro olhava para este panorama social como "página viva de antropologia": os inquéritos feitos nessa década de 1930 à região barrosã coincidiam na qualificação de primitivismo.
* Essa avaliação levá-lo-á a rejeitar não apenas o pitoresco da pobreza como, anos mais tarde a equacionar o problema na própria Amazónia, com a chamada "pacificação" dos índios Parintintim (O Instinto Supremo, 1968).
*Referência a Andorra, e aos homens e mulheres que viu insulados por entre as montanhas, na viagem que fez em 1929. Neste romance de 1934, de novo a curiosidade pelas formas mais arcaicas de convivência. No Inverno e na Primavera de 1933, Castro deslocou-se ao Barroso com o intuito de fixar pela ficção a cultura daquele povo, os modos de viver e pensar, a mentalidade atávica duma sociedade comunitária e patriarcal, esquecida e deixada a si própria. Não por acaso, Castro olhava para este panorama social como "página viva de antropologia": os inquéritos feitos nessa década de 1930 à região barrosã coincidiam na qualificação de primitivismo.
* Essa avaliação levá-lo-á a rejeitar não apenas o pitoresco da pobreza como, anos mais tarde a equacionar o problema na própria Amazónia, com a chamada "pacificação" dos índios Parintintim (O Instinto Supremo, 1968).
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Monday, June 23, 2014
uma leitura d' A EXPERIÊNCIA, por Miguel Real
no blogue Sintra Deambulada: http://sintradeambulada.blogspot.pt/2014/06/ferreira-de-castro-evocado-por-miguel.html
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Friday, May 23, 2014
Tuesday, May 06, 2014
Sunday, March 30, 2014
onde se fala de Diana de Liz
e da dilaceração de Ferreira de Castro, magnificamente, aqui.
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José António Barreiros
Friday, March 28, 2014
Um acontecimento editorial: A EXPERIÊNCIA
Durante sessenta anos (desde 1954, data da primeira edição), A Experiência ficou escondida, no mesmo livro, entre a novela A Missão e o conto O Senhor dos Navegantes. A primeira, objecto também de edições à parte -- foi um dos volumes inaugurais da histórica colecção "Livros de Bolso Europa-América", e da própria editora original, a Guimarães, quando escolhido como um dos livros de leitura curriculares do então ensino unificado, na década de 1970. O Senhor dos Navegantes, em tempos gravado e dito por Ferreira de Castro, num disco editado pela Orfeu, em 1998, através da direcção avisada e culta de Vasco Graça Moura e António Mega Ferreira, foi também objecto de uma edição em separado, na colecção da Expo "'98 Mares".
E A Experiência, no meio da boa fortuna das outras duas narrativas, o único romance que integrava o volume A Missão?; essa história incrível de duas crianças de asilo, Januário e Clarinda, evoluindo para a marginalidade como se uma nuvem negra que sobre eles pairasse não lhes oferecesse outra saída?; essa narrativa modelar, moderna na sua estrutura, com vários planos espácio-temporais, mostrando que, como qualquer grande escritor, Ferreira de Castro não queria dormir à sombra dos louros conquistados, procurando superar-se de livro para livro?...
Foi preciso um editor culto, percebendo que tinha em mãos um romance notável, de grande mestria (um dos meus preferidos), para que A Experiência pudesse sair da obscuridade a que não tinha direito. Sai, infelizmente, num tempo em que o detrito literário domina os escaparates, e o lixo quotidiano nos empesta a vida. Mas, ao contrário do que queria Ferreira de Castro, a grande literatura, aquela que experimenta e questiona, sempre esteve ao alcance de poucos. Podia ser outra coisa? Podia. Mas então Portugal não seria Portugal, mas outra coisa, menos rústica, menos suburbana.
A edição é cuidada, com referências bibliográficas diversificadas. Deixo duas, de conspícuos ensaístas e críticos, ideologicamente nos antípodas (Ferreira de Castro tem esse atributo dos grandes: seja qual for a nossa mundividência, encontramos sempre nos seus livros algo que nos emociona e faz sentido):
Óscar Lopes: «Ferreira de Castro foi o primeiro grande romancista português deste século [XX] que se determinou por problemas objectivos e não apenas por impulsos íntimos.»
e
Pinharanda Gomes: «Todas as situações são pontos limite, agonísticos, neste romance onde as personagens [...] bebem o cálice até à inverosímil agrura e, todavia, tudo é verosímil e, cotejado com a vida, é crível.»
Uma última palavra para Susana Villar, autora das capas dos livros de Ferreira de Castro na Cavalo de Ferro. Num autor que foi visitado pelos maiores capistas, de Stuart Carvalhais a Bernardo Marques, e até pelos maiores pintores, nas edições ilustradas de Portinari a Pomar, o óptimo trabalho de Susana Villar tem feito jus a também a esse legado.
Sunday, March 16, 2014
Ferreira de Castro, agitador no Brasil (5)
Em «Pequena História de "A Selva"» -- escrita para a edição comemorativa de 1955 -- o autor de A Volta ao Mundo alude ao «velho terror» que o dominava sempre quer tentava aproximar-se literariamente da selva, abrindo feridas mal saradas: «Foi esse momento tão extraordinariamente grave para o meu espírito, que desde então não corre uma única semana sem eu sonhar que regresso à selva, como, após a evasão frustrada, se volta, de cabeça baixa e braços caídos, a um presídio. E quando o terrível pesadelo me faz acordar, cheio de aflição, tenho de acender a luze de olhar o quarto até me convencer de que sonho apenas [...]»
O Jornal, Lisboa, 2 de Novembro de 1990.
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Pequena História de A Selva
Monday, March 10, 2014
P&R [Pergunta & Resposta] - Eduardo Gageiro
Como saiu dessa situação? Numa dada altura telefonaram-me para ir à redacção* e levar a máquina. Não tinham fotógrafo para fazer um trabalho e lembraram-se de mim. 'Não havia aí um miúdo, o que é feito dele? Deixei de o ver'. 'O João não o quer cá.' 'O João não o quer cá?!'. Isto soube eu depois. Fui fotografar o Ferreira de Castro para o suplemento literário. Fiz uma série de fotografias e depois sugeri: 'Não se importa de ir para aqui, para ali, disse que costumava escrever acolá...' Até tirei fotografias às mãos. Revelei o rolo com todo o carinho -- um rolo meu -- e mandei-o para a redacção.
Gostaram do trabalho? Sou chamado ao director e ele diz-me: 'As tuas fotografias são diferentes. Tu é que passas a ser o fotógrafo di suplemento literário'. Era o que eu queria ouvir. [...]
Entrevista a José Cabrita Saraiva, Sol / Tabu, #392, 7.III.2014.
*Tratava-se do Diário Ilustrado.
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José Cabrita Saraiva
Thursday, February 20, 2014
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