Wednesday, June 30, 2010

Maravilhas do Conto Português

Selecção prefácio e notas de Edgard Cavalheiro.
São Paulo, Editora Cultrix, 1957.
Autores: Eça de Queirós, D. João da Câmara, Fialho de Almeida, Trindade Coelho, Raul Brandão, Júlio Dantas, António Sardinha, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, José Régio, José Gomes Ferreira, José Rodrigues Miguéis, João Gaspar Simões, Domingos Monteiro, Branquinho da Fonseca, Maria Archer, Miguel Torga, Castro Soromenho, Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Manuel da Fonseca, Fernando Namora e José Cardoso Pires.
Conto antologiado: «O Senhor dos Navegantes».

Monday, June 28, 2010

Ferreira de Castro: um escritor no país do medo (3)

Sena escreve com conhecimento de causa, pois, como já observámos noutro local, um romance como Sinais de Fogo não foi, não existiu de facto senão mercê da sociedade livre em que se publicou.

Taíra, #9, Grenoble, Université Stendhal-Grenoble 3, 1997.

Tuesday, June 22, 2010

Antologia do Conto Fantástico Português

2.ª edição, organização de E. M. de Melo e Castro, Lisboa, Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, 1974.
Conto antologiado: O Senhor dos Navegantes
Autores: Alexandre Herculano, Rebelo da Silva, Júlio César Machado, Júlio Dinis, Manuel Pinheiro Chagas, A. Osório de Vasconcelos, Teófilo Braga, Álvaro do Carvalhal, Eça de Queirós, M. Teixeira-Gomes, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros, Ferreira de Castro, José Gomes Ferreira, José Rodrigues Miguéis, José Régio, Branquinho da Fonseca, Hugo Rocha, José de Lemos, Jorge de Sena, Natália Correia, Mário Henrique Leiria, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos Wallenstein, David Mourão-Ferreira, Ana Hatherly, Herberto Helder, Maria Alberta Meneres, Álvaro Guerra, Dórdio Guimarães, António Barahona da Fonseca, Almeida Faria.

Monday, June 21, 2010

A Unidade Fragmentada. Dispersos de Ferreira de Castro (3)

Em Ferreira de Castro, a publicação de um texto obedece, mesmo quando solicitado -- ou apesar de quase sempre solicitado --, a um imperativo de intervenção cívica. Esta não se esgota apenas na intervenção cívica imediata, mas tem normalmente um fundo político que lhe subjaz. Mesmo a pretexto de uma simples curiosidade jornalística -- p. ex., «O último quarto de hora da minha vida» (1964) --, o escritor permite-se sempre aduzir a sua mensagem ideológica.
Vária Escrita, #3, Sintra, Câmara Municipal, 1996.

Wednesday, June 16, 2010

Os Melhores Contos Portugueses

João Pedro de Andrade (edição), Os Melhores Contos Portugueses -- 3.ª Série, Lisboa, Portugália Editora, 1959.
Autores antologiados: Guedes de Amorim, Garibaldino de Andrade, Mário Braga, Luís Cajão, Brito Camacho, Ferreira de Castro, Amândio César, Ramos da Cunha, Júlio Dantas, Adelaide Félix, Armando Ventura Ferreira, Vergílio Ferreira, Maria da Graça Freire, Natércia Freire, Rogério de Freitas, Vergílio Godinho, Patrícia Joyce, Ilse Losa, Agustina Bessa Luís, Manuel Mendes, Bourbon e Meneses, Fernando Namora, Natália Nunes, Manuel de Campos Pereira, José Cardoso Pires, Manuela Porto, Santana Quintinha, Armindo Rodrigues, Urbano Tavares Rodrigues, Antunes da Silva e António Vitorino.
O conto de Ferreira de Castro é «O Senhor dos Navegantes».

Thursday, June 10, 2010

Sete cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (3)

A película fora já distinguida com o Leão de Ouro do Festival de Veneza e prémio para a melhor actriz -- Jean Simmons no papel de Ofélia --, e tambem com os Óscares para a melhor produção e melhor actor -- Laurence Olivier, no papel de Hamlet.

«Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre», Boca do Inferno, #1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, pp. 95-96.

Também aqui

Saturday, June 05, 2010

Canções da Vendetta (3)

Esta situação de impossibilidade criadora levou-o a a enveredar a contragosto pela literatura de viagens, com os Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937-38). Quem leu as páginas sobre a inóspita Andorra de 1929, dificilmente as esquecerá. Conseguir acesso ao principado era quase uma proeza épica. Então, em vez da alta-fidelidade japonesa, era o síndico quem pontificava, zelando benevolentemente pelos interesses dos patrícios.
Apresentação de Canções da Corsega, 2.ª edição, Sintra, Camara Municipal / Museu Ferreira de Castro, 1994.

Tuesday, June 01, 2010

errância - A VOLTA AO MUNDO (1940-1944)

[do «Início»)
Concertaram-se, na nossa época, várias formas de se dar a volta ao Mundo. Em anos de remansosa paz, um navio americano abala de Nova York e, de casco branco, mastros festonados de gaivotas, ladeia Américas e Áfricas, detém-se, aqui, ali, em três ou quatro cidades, e corta, depois, o Índico. Mas da grande Índia mostra somente Bombaim e Ceilão; da longa península de Malaca não se verá mais do que Singapura e da China imensa apenas a minúscula ilha de Hong-Kong. Outrora, ainda ele se aventurava até outras plagas. De ano para ano foi minguando, porém, as milhas da sua rota, que assim, passagens mais baratas, ajuntaria maior número de clientes. Não se cura de revelar ao Mundo os passageiros e sim de lhes permitir dizer aos amigos que eles deram a volta ao Mundo. Viagem de bom conforto, nas cidades visitadas esperam guias e automóveis, que levam os curiosos aos monumentos principais e, depois, os reconduzem a bordo, para que se lavem da poeira do Oriente, jantem bem e bailem até de madrugada, enquanto o talhamar vai singrando em direitura a outro porto. De Hong-Kong, o navio, que, até ali, só fundeou nas extremidades dos continentes, despede, a toda a brida, para algumas ilhas do Pacífico, ansioso de transpor o Panamá e em Nova York lançar a âncora, férreo ponto final em superficial capítulo. Assim e «A volta ao Mundo colectiva», cruzeiro de luxo por mares distantes. Há, também, «A volta individual ao Mundo». Companhias de navegação, para o efeito ajustadas, acordaram vender trânsito marítimo, com diminuídos preços, aos que pretendem rodear a esfera terrestre e volver ao ponto de partida. Viagem menos cómoda do que a outra, quem a realiza torna-se servo não do muito ou pouco interesse do sítio visitado, mas da entrada e saída dos navios em que o seu bilhete lhe permite embarcar. Sujeito está a quedar-se dois dias onde desejaria demorar-se duas semanas e duas semanas onde lhe bastaria ficar dois dias apenas. E a menos que possa seu tempo perder, este viajante solitário verá, enervado, partir o único navio de sua conveniência, que não é, geralmente, o navio que ele tem direito a tomar.

Ferreira de Castro, A Volta ao Mundo, 4.ª edição, vol. I, Lisboa, Guimarães & C.ª, 1952, pp. 19-20.

Friday, May 28, 2010

«...esta necessidade permanente de assistência afectiva...» [a correpondência entre Ferreira de Castro Roberto Nobre] (3

José Roberto Dias Nobre (São Brás de Alportel, 1903 -- Lisboa, 1969) estaria destinado a seguir a profissão do pai, não fosse o seu irrequieto temperamento artístico, que o fazia saltar da ilustração para a crítica e desta para o cinema e de novo para o desenho, etc., numa dispersão que se revelou ser fecunda. Ainda no Algarve chegou a realizar uma curta metragem, Charlotim & Clarinha, cujo Charlot escolheu para a capa do seu primeiro livro sobre a 7.ª Arte, por si desenhada -- Horizontes de Cinema, Guimarães, Lisboa, 1939.


Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969}, introdução, leitura e notas de Ricardo António Alves, Lisboa, Editorial Notícias e Câmara Municipal de Sintra, 1994, p. 8.

Sunday, May 23, 2010

Escolas Ferreira de Castro

O 112.º aniversário do nascimento de Ferreira de Castro, também na escola.

Wednesday, May 12, 2010

testemunhos #9 - Jorge Amado

Também briguei muito pelo livro português. Naquele tempo [década de 1930] havia verdadeiros intercâmbios entre intelectuais brasileiros e escritores portugueses; foi uma coisa que com o tempo se perdeu muito, mas que existia então. Havia um interesse político comum: a luta contra o salazarismo. É desta época [1934] que data a minha amizade com Ferreira de Castro e com vários outros escritores portugueses.
De uma maneira geral, essa proximidade diminuiu logo em seguida; actualmente está voltando um pouco, mas está longe de ser aquela fraternidade que existia entre os escritores do neo-realismo português e os escritores brasileiros dos anos 30. Havia grandes trocas, grandes vínculos, tanto intelectuais quanto afectivos.
Jorge Amado, Conversas com Alice Raillard, tradução de Annie Dymetmann, Porto, Edições Asa, 1992, p. 97.

Sunday, May 09, 2010

Ferreira de Castro, agitador no Brasil (3)

A experiência dos quatro anos que passou no seringal, ironicamente chamado «Paraíso», foi matéria de que se serviu para escrever um romance que evoca os deserdados do Ceará e do Maranhão, gente que demandava a selva sonhando com uma vida melhor, mas que ficava para sempre agrilhoada ao «inferno verde».

«Ferreira de Castro, agitador no Brasil», O Jornal, Lisboa, 2 de Novembro de 1990.

Tuesday, May 04, 2010

uma capa de Jorge Barradas

para Emigrantes, de Ferreira de Castro
Lisboa, Guimarães & C.ª Editores, 1940

Monday, May 03, 2010

depoimentos - Adelino Vieira Neves

A demonstrar em plenitude, a admiração que Ferreira de Castro tinha por Sintra, a sua serra, a sua vida, o seu povo e os seus monumentos, , expressou ele o desejo mais premente da sua espiritualidade -- o qual se eleva para além da matéria e é a verdadeira interpretação da divisa que usou no seu ex-libris, «AINDA-PARA-ALÉM DA MORTE», no desejo de ficar perpetuamente entre os penhascos da serra de Sintra, perto da Pena.*

* Não da Pena, mas a caminho do Castelo dos Mouros, como ele pretendeu.

Adelino Vieira Neves, «In Memoriam de Ferreira de Castro», In Memoriam de Ferreira de Castro, Cascais, Arquivo Biobibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal, 1976, pp. 10-11.

Saturday, May 01, 2010

Cartas Inéditas a Ferreira de Castro (2)

Publicam-se, desta vez, 17 cartas de oito autores: H. Lopes de Mendonça (1856-1931), Raul Proença (1884-1941), Fidelino de Figueiredo (1889-1967), Assis Esperança (1892-1975), César de Frias (1894-?), Jaime Brasil (1896-1966), Tomás Ribeiro Colaço (1899-1965), e Roberto Nobre (1903-1969).
Cartas Inéditas a Ferreira de Castro, leitura e notas de Ricardo António Alves, separata de Vária Escrita, n.º 1, Sintra, Câmara Municipal, 1994, p. 113.

Tuesday, April 27, 2010

Rocha Peixoto, OS PUCAREIROS DE OSSELA (1908)

Tempo houve -- e os vestígios perduram -- em que, influenciados pelas loiças beirãs provindas de S. Pedro do Sul (?) e de Molelos, alguns aperfeiçoamentos se acusaram no fabrico local. Variaram, melhoraram e criaram-se novas formas, incluindo as bilhas de segredo, bules e açucareiros. Adoptou-se em todo o vasilhame o brunido, conseguindo-o o oleiro com a fricção dum seixo na peça antes de ir ao fogo, à altura em que a consistência da pasta permitia a aplicação sem o perigo de a amolgar. E por fim multiplicaram-se as ornamentações incisas, geométricas ou florais, acentuadamente com o aspecto das de Molelos, e sempre, na recta ou na curva, em linhas interrompidas.
Rocha Peixoto, «Os pucareiros de Ossela», Etnografia Portuguesa, edição de Flávio Gonçalves, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1990, p. 316.

Sunday, April 25, 2010

100 Cartas a Ferreira de Castro (2)

[da «Apresentação»]
Ao seleccionarmos estas 100 Cartas a Ferreira de Castro, abrangendo um período de 50 anos, procurámos dar a conhecer, pela pena de amigos e confrades, vários momentos da vida literária e cívica do autor de A Selva.
100 Cartas a Ferreira de Castro, selscção, leitura, apresentação e notas de Ricardo António Alves, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro, 1992, p. 5.

Castro para os mais novos

Matos Barbosa, O José Foi à Escola
Oliveira de Azeméis, Câmara Municipal, 1999